segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Polícia ouve pescadores e mantém buscas por irmãos desaparecidosa duas semanas no MA



As buscas pelos irmãos Àgatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro em Bacabal, no Maranhão, entraram na terceira semana sem nenhuma pista concreta sobre o paradeiro das crianças.

De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), uma comissão formada por oito delegados e investigadores atua no inquérito que apura o caso.

Nesta segunda-feira (19), agentes da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) estiveram em uma vila de pescadores no povoado São Raimundo. A área fica próxima ao local onde Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado há 13 dias. Ele estava na companhia dos primos no dia do desaparecimento.

Desaparecimento de irmãos em Bacabal completa duas semanas


Durante a ação, moradores da comunidade foram ouvidos como testemunhas. Segundo a Polícia Civil, não há, até o momento, indícios de envolvimento dos moradores no desaparecimento das crianças. O objetivo é coletar o maior número possível de informações que ajudem a esclarecer o caso.

Além das diligências investigativas, a força-tarefa segue realizando buscas em áreas de mata, no rio Mearim e em regiões próximas ao quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam, além do próprio povoado São Raimundo.

Tecnologia ‘side scan sonar’ auxilia nas buscas

No último sábado (17), a operação foi reforçada com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos na região. Os militares utilizam tecnologia avançada, como o side scan sonar, equipamento capaz de gerar imagens detalhadas do fundo de rios e lagos.

A ferramenta será usada nas buscas no Rio Mearim e em um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.

Também chamado de sonar de varredura lateral, o equipamento é usado para mapear áreas submersas por meio de ondas sonoras. Ele emite feixes para os lados e produz imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.


De acordo com a Marinha, a tecnologia é eficaz mesmo em águas turvas, independentemente da visibilidade. O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). 

(Com Imirante)

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