Nenhum dos três senadores do Maranhão assinou a CPI contra Toffoli, Moraes e Master

Eliziane Gama, Ana Paula Lobato e Weverton Rocha entendem que não é preciso uma CPI para investigar os atos praticados pelos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no Caso Master.
Nenhum dos três senadores que pertencem ao Maranhão, Elizine Gama (PSD), Ana Paula Lobato (PSB) e Weverton Rocha (PDT), assinou o pedido de CPI para investigar a atuação dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no Caso do Banco Master.
O requerimento para criação da Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal foi apresentada pelo Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que, anunciou no início da tarde, ter alcançado as 27 assinaturas mínimas necessárias para protocolar o pedido.
O anúncio foi feito pelo X. “Já temos as 27 assinaturas, mínimo necessário para a criação da CPI que vai apurar a conduta dos ministros Toffoli e Moraes no caso Master. Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e em seguida o pedido será protocolado“, escreveu.
Até agora, o pedido de criação da comissão passou a ter assinaturas de 29 senadores, contudo, nenhum dos três maranhenses estão na lista dos que assinaram.
Veja a lista dos 29 senadores que assinaram o pedido de CPI até agora:
Alessandro Vieira (MDB/SE)
Astronauta Marcos Pontes (PL/SP)
Eduardo Girão (NOVO/CE)
Magno Malta (PL/ES)
Luis Carlos Heinze (PP/RS)
Sergio Moro (UNIÃO/PR)
Esperidião Amin (PP/SC)
Carlos Portinho (PL/RJ)
Styvenson Valentim (PSDB/RN)
Marcio Bittar (PL/AC)
Plinio Valerio (PSDB/AM)
Jaime Bagattoli (PL/RO)
Oriovisto Guimarães (PSDB/PR)
Damares Alves (REPUBLICANOS/DF)
Cleitinho (REPUBLICANOS/MG)
Hamilton Mourão (REPUBLICANOS/RS)
Vanderlan Cardoso (PSD/GO)
Jorge Kajuru (PSB/GO)
Margareth Buzetti (PP/MT)
Alan Rick (REPUBLICANOS/AC)
Wilder Morais (PL/GO)
Izalci Lucas (PL/DF)
Mara Gabrilli (PSD/SP)
Marcos do Val (PODEMOS/ES)
Rogerio Marinho (PL/RN)
Flávio Arns (PSB/PR)
Laercio Oliveira (PP/SE)
Flávio Bolsonaro (PL/RJ)
Dr. Hiran (PP/RR)
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Pesquisa aponta Braide e Orleans liderando para o Governo
Levantamento de intenção de voto para o Governo do Maranhão, realizado pela Paraná Pesquisas, atestou que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), e o secretário de Estado de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), lideram a corrida eleitoral.
No cenário estimulado, Braide cravou 34,6% e Orleans 30,3%.
O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), aparece em terceiro lugar com 16,1%.
O vice-governador Felipe Camarão (PT) está na última colocação, com 6,9%.
Brancos ou nulos 6,4% e 5,7% não souberam ou não responderam.
No cenário de expectativa de vitória – aquele que o eleitor aponta quem ele acredita que vencerá o pleito, independentemente do seu voto – Orleans lidera com 37,3%.
Braide marcou 35,3%.
Lahesio 10,6% e Camarão 4,2%.
2º Turno – Dois cenários de segundo turno foram apresentados.
O primeiro, com Braide e Orleans, o resultado foi 47,3% para o primeiro e 39,1% para o segundo.
7,7% brancos ou nulos e 5,9% não souberam ou não responderam.
No segundo, com Orleans e Lahesio, o primeiro obteve 47,1% contra 36,8% do segundo.
Brancos ou nulos 9,8% e 6,3% não souberam ou não responderam.
No quesito rejeição, a ordem foi a seguinte: Camarão (31,2%); Orleans (22,6%); Lahesio (19,8%); Braide (11%). 10,7% não sabe ou não respondem e 17,6% poderia votar em todos.
Senado – Dois cenários para o Senado foram apresentados. Um com os nomes do governador Carlos Brandão (sem partido) e da ex-governador Roseana Sarney (MDB); e outro sem os referidos.
O resultado do primeiro foi: Brandão (34,6%); Roberto Rocha (27,8%); Weverton Rocha (20,5%); André Fufuca (19,2%); Eliziane Gama (16,8%); Pedro Lucas Fernandes (10,1%); Yglésio Moyses (10%); Mical Damascendo (5,2%); Hilton Gonçalo (4,8%); e César Pires (4,7%).
Brancos ou nulos 9,5% e 6,1% não souberam ou não responderam.
O resultado do segundo foi: Roberto Rocha (29,2%); Roseana (24,4%); Weverton (21,7%); Fufuca (20,5%); Eliziane (17%); Pedro Lucas (10,3%); Yglésio (9,8%); Mical (5,5%); César Pires (5,3%); e Hilton Gonçalo (5%).
10,2% Brancos ou nulos e 5,8% não souberam ou não responderam.
Foram ouvidos 1.300 eleitores no período compreendido entre os dias 5 a 8 deste mês.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número MA-00634/2026.
Tem margem de erro de 2,8% para mais ou para menos e nível de confiabilidade de 95%.
Polícia prende vice-prefeito maranhense em operação contra fake news
A Polícia Civil do Maranhão prendeu, na manhã desta terça-feira (10), o vice-prefeito do município de Fortaleza dos Nogueiras, Raimundo Rui Barbosa Arruda.
A detenção ocorreu durante a terceira fase da “Operação Fake News”, que tem como objetivo desarticular grupos criminosos envolvidos na produção e disseminação de notícias falsas na internet, muitas delas criadas com o auxílio de tecnologias de Inteligência Artificial (IA).
A investigação é conduzida pela 11ª Delegacia Regional de Balsas. Na última quinta-feira (5), equipes da polícia já haviam cumprido mandados de busca e apreensão em endereços localizados nas cidades de Estreito e Fortaleza dos Nogueiras.
A partir da análise do material coletado e do avanço das diligências, os investigadores identificaram o vice-prefeito como um dos principais responsáveis por ataques sistemáticos contra autoridades públicas do estado, entre elas a prefeita do município, Drª. Fernanda.
De acordo com a Polícia Civil, entre os conteúdos falsos divulgados estavam vídeos manipulados que atingiam a honra e a vida íntima da gestora municipal, além de envolver familiares da prefeita.
A revelação do suposto envolvimento de Rui Arruda gerou forte repercussão na administração municipal. Após as primeiras ações policiais, a prefeita Drª. Fernanda afirmou ter recebido com surpresa e indignação a informação de que os ataques teriam partido de alguém que integrava a própria chapa que governa o município.
A operação também chama atenção para um novo patamar no cenário da desinformação digital: o uso de ferramentas de Inteligência Artificial para produzir simulações realistas, conhecidas como deepfakes, utilizadas com o objetivo de atacar e destruir reputações no ambiente político.
Camarão fala em cumprir missão e abre possibilidade para o Senado
O vice-governador Felipe Camarão reuniu-se em Brasília, nesta última segunda-feira, 9, com a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais e dirigente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.
Camarão disse que reafirmou compromisso com o presidente Lula e o seu partido e citou disposição para cumprir missão que lhe for determinada.
“Acabei de sair do gabinete da ministra @gleisi , juntamente com os deputados federais @rubenspereirajr e @marciojerry , oportunidade em que reafirmei meu compromisso com o presidente Lula e com o PT. Confirmei minha total disposição para disputar as eleições deste ano, liderando o time do @LulaOficial no Maranhão e cumprindo a missão que me for determinada pelo presidente e pelo Partido. Avante”, disse.
A fala do vice-governador reforça um cenário já tratado pelo editor do Blog no qual ele abdicaria da pré-candidatura ao Governo para concorrer ao Senado em uma possível chapa encabeçada pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), caso este decida disputar o comando do Palácio dos Leões.
Camarão e o dinismo levariam para o palanque de Braide o PT, além de tentar colar no gestor a popularidade de Lula, objetivando passar a impressão de que ele seria o candidato do presidente da República.
Turma que Flávio Dino preside no STF vai julgar Josimar de Maranhãozinho
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), colegiado presidido pelo ministro Flávio Dino, inicia nesta terça-feira (10) o julgamento da ação penal que envolve o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA).
O processo trata de um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares e será analisado em sessões previstas para esta semana na Corte.
Além de Josimar Maranhãozinho, também são réus no processo o deputado federal Pastor Gil (PL-MA) e o ex-deputado Bosco Costa (PL-SE).
A ação penal foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o grupo de participar de um esquema de cobrança de propina em troca da liberação de recursos federais destinados a municípios.
De acordo com a denúncia, os parlamentares teriam exigido cerca de R$ 1,6 milhão em vantagens indevidas para permitir o repasse de aproximadamente R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares voltadas à área da saúde para o município de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís.
A investigação aponta que o grupo teria solicitado uma taxa de até 25% sobre os valores enviados por meio das emendas.
O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Cristiano Zanin, relator do caso, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e pelo presidente do colegiado.
A análise começa com a leitura do relatório e segue com as manifestações da acusação e das defesas antes da votação dos ministros.
MPF recomenda regularização da merenda escolar em Alcântara
O Ministério Público Federal (MPF) expediu duas recomendações ao prefeito de Alcântara (MA), Nivaldo Araújo, e à secretária municipal de Educação, Neidilene Castro, para que adotem medidas que garantam a regularização da alimentação escolar oferecida nas escolas públicas municipais.
Os destinatários têm o prazo de 15 dias úteis para manifestar se acatam as recomendações e 30 dias para informar as providências adotadas.
As recomendações foram expedidas após a identificação de falhas no cumprimento do cardápio e na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
O levantamento foi realizado em unidades escolares vistoriadas por meio do programa Ministério Público pela Educação (MPEduc), que fiscaliza a qualidade da educação pública básica.
O MPF verificou que as refeições servidas nas escolas Antônio Lobo, Duque de Caxias e Vereador Joaquim Ribeiro não estavam de acordo com o cardápio nutricional previsto pelo PNAE.
De acordo com as normas do programa, as refeições devem incluir, pelo menos, três porções semanais de frutas e hortaliças, o que não vinha sendo cumprido nas unidades.
Além disso, algumas unidades informaram que o Conselho de Alimentação Escolar (CAE), responsável por acompanhar e fiscalizar a execução da merenda escolar, não realizou visitas de fiscalização nas escolas nos últimos 12 meses. Também foi verificado que não estava sendo cumprida a regra de destinar o mínimo de 30% dos recursos para a compra de alimentos da agricultura familiar, conforme previsto no PNAE.
O MPF destacou nas recomendações que a alimentação adequada é um direito fundamental do ser humano, reconhecido internacionalmente pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 25) e pelo Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (art. 11). Esse direito é essencial para garantir o bem-estar e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Nos documentos, o MPF recomenda que a prefeitura e a secretaria municipal garantam que os alimentos previstos no cardápio sejam efetivamente oferecidos, com a oferta de, no mínimo, três porções semanais de frutas e hortaliças, e que os recursos do PNAE sejam aplicados corretamente. Além disso, que o CAE realize visitas regulares de fiscalização. O descumprimento das recomendações poderá implicar na adoção de medidas administrativas e judiciais cabíveis contra os responsáveis.
O Ministério Público pela Educação (MPEduc) é um programa coordenado pela Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos do MPF (1ªCCR). O principal objetivo da iniciativa é verificar se as políticas públicas voltadas para a educação básica estão sendo cumpridas pela rede escolar.
Para isso, o Ministério Público realiza audiências com a comunidade, aplica questionários, promove reuniões e visita pessoalmente as escolas. Com base nessas informações, são feitas recomendações para que as prefeituras e gestores locais melhorem o que for necessário. Tudo é acompanhado de perto pelo Ministério Público, que depois presta contas à sociedade sobre o que foi feito e os resultados alcançados.
TCE aponta nível de transparência em prefeituras e câmaras; Carutapera e municípios da região ficam abaixo de 70%
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| Fiscalização do TCE aponta transparência abaixo de 70% em Carutapera e municípios da região. Foto: Arquivo/TCE-MA |
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Camarão quer ser candidato ao Senado em chapa com Braide
Políticos de oposição que integram o chamado grupo dinista – uma referência ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino – recalcularam a rota e estabeleceram um novo projeto majoritário para o pleito deste ano.
Fazer com que o vice-governador Felipe Camarão concorra ao Senado em uma possível chapa encabeçada pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), caso este decida renunciar ao mandato para entrar na disputa pelo Governo.
O projeto ainda não foi publicizado oficialmente, mas já é confirmado por alguns destes políticos.
A montagem se daria da seguinte forma: o dinismo, via “força suprema” estabelecida em Brasília, traria para o campo de Braide o apoio do PT, partido de Camarão, que está federado com PC do B e PV – reveja, reveja e reveja.
Em troca, o vice-governador, que pontua em último lugar nas pesquisas de intenção de voto, concorreria a uma das vagas para a Câmara Alta.
O petismo indicaria ainda um nome para a função de vice-governador (a).
O PSB trabalha para indicar a outra vaga para o Senado, mas encontraria resistência por parte de Braide e alguns aliados.
Julgamento de Josimar e Pastor Gil no STF tem início nesta terça (10)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira, 10, o julgamento de ação penal que tem como réus deputados federais do Partido Liberal (PL) acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.
Respondem ao processo os deputados Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), o Pastor Gil, além do ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), o Bosco Costa.
De acordo com a PGR, o grupo teria solicitado pagamento de propina em troca da liberação de recursos destinados ao município de São José de Ribamar, no Maranhão, por meio de emendas parlamentares.
A denúncia teve origem no Inquérito nº 4870 e foi recebida pela Primeira Turma do STF em março de 2025, sendo posteriormente convertida em ação penal.
Além dos três políticos, também figuram como réus Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha, totalizando oito acusados no processo.
Para analisar o caso, a Primeira Turma reservou três sessões de julgamento.
A primeira está prevista para as 9h desta terça-feira, seguida por uma segunda sessão às 14h do mesmo dia. Caso seja necessário, uma terceira sessão poderá ocorrer na quarta-feira (11), às 9h.
O julgamento será realizado na sala da Primeira Turma, com transmissão ao vivo pela TV Justiça, Rádio Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube.
A análise do processo seguirá as regras estabelecidas pela Lei nº 8.038/1990, que disciplina o trâmite de processos criminais no STF, além do Regimento Interno da Corte. Após a abertura da sessão pelo presidente da Turma, o relator da ação penal, ministro Cristiano Zanin, fará a leitura do relatório, apresentando um resumo do caso, o histórico da investigação e os principais pontos da denúncia.
Na sequência, a Procuradoria-Geral da República apresentará a acusação. Os advogados de defesa terão prazo de até uma hora cada para realizar suas sustentações orais.
Encerradas as manifestações das partes, terá início a fase de votação. Depois do voto do relator, ministro Cristiano Zanin, votarão os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e o presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino.
A decisão será tomada por maioria. Caso haja condenação, os ministros também definirão as penas aplicáveis aos réus.
Segundo a denúncia da PGR, em 2020 os parlamentares teriam condicionado a destinação de R$ 6,67 milhões em recursos públicos, via emendas parlamentares, ao pagamento de R$ 1,6 milhão em propina — o equivalente a 25% do valor total.
O pedido teria sido feito ao então prefeito de São José de Ribamar (MA), José Eudes.
As investigações começaram após uma notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito. Ele negou qualquer participação em negociação envolvendo emendas parlamentares e relatou ter sofrido cobranças e intimidações por parte dos integrantes do grupo investigado.
Ainda de acordo com a Procuradoria-Geral da República, o suposto esquema seria liderado pelo deputado Josimar Maranhãozinho, que teria exercido controle sobre a indicação e a destinação das emendas parlamentares.
A acusação aponta que esse papel de liderança estaria demonstrado em diálogos entre os investigados e em documentos reunidos ao longo da apuração, os quais indicariam a existência de uma organização criminosa voltada à comercialização de emendas.
Senado: disputa por suplência mostra força de Hilton Gonçalo

A pré-candidatura do médico Dr. Hilton Gonçalo ao Senado Federal nas eleições de 2026 já começa a ganhar outro patamar política no Maranhão. Diferente de outras articulações que ainda buscam nomes para compor chapas, o partido Mobiliza decidiu adotar uma estratégia inovadora: realizar uma pesquisa qualitativa para avaliar possíveis nomes interessados em integrar a chapa como suplentes do pré-candidato.
A iniciativa demonstra que o projeto político liderado por Hilton Gonçalo já desperta interesse em diferentes setores da política maranhense. Em vez de uma escolha impositiva, o processo tem sido conduzido por meio de diálogo e avaliação política, buscando identificar lideranças que estejam alinhadas com os anseios da população e que possam fortalecer ainda mais a candidatura.
Entre os nomes analisados estão lideranças com trajetórias consolidadas e representatividade em diferentes segmentos da sociedade. Um deles é o professor Márcio Jardim (PT), figura conhecida no campo progressista e com experiência em gestão pública, tendo atuado como secretário de Esporte no Maranhão e também em funções estratégicas nas prefeituras de Maricá (RJ) e São Luís (MA).
Outro nome é o do Pastor Bel (DC), líder da Assembleia de Deus e com forte atuação no segmento evangélico. Ele já teve passagem pelo Senado Federal, quando assumiu mandato em 2017 como suplente, e possui forte influência entre setores conservadores do estado.
Também figura entre os avaliados o ex-prefeito de Balsas, Erik Silva (Podemos), médico e liderança política no sul do Maranhão. Ele governou o município por dois mandatos consecutivos, após vencer as eleições de 2016 e ser reeleito em 2020, dando continuidade a uma tradição familiar de atuação na medicina e na política.
De acordo com fontes do Mobiliza, a estratégia é avaliar nomes que representem diferentes correntes políticas e regiões do estado, ampliando o diálogo e fortalecendo a construção de uma candidatura plural e competitiva.
A definição final sobre os suplentes deve ocorrer até o final do primeiro semestre, após a conclusão das consultas e avaliações internas.
Na eleição para o Senado, os suplentes são escolhidos previamente e integram a chapa do candidato titular, de forma semelhante ao que ocorre com vice-prefeitos, vice-governadores e vice-presidentes.
Nos bastidores políticos, a movimentação em torno da composição da chapa tem sido interpretada como um sinal de que o projeto político de Dr. Hilton Gonçalo já avança de forma estruturada, atraindo lideranças de diferentes campos ideológicos interessadas em participar da disputa e fortalecer a representação do Maranhão no Congresso Nacional.
PF se divide sobre pedir prisão de filho de Lula e eleva tensão em Brasília

A possibilidade de a Polícia Federal pedir a prisão de Fabio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, divide a corporação e está elevando a tensão em Brasília.
O processo que corre contra ele no STF é sigiloso. Por isso, não é possível saber oficialmente se, junto com o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, autorizado por Mendonça, os policiais encarregados da investigação solicitaram também que ele fosse preso. A discussão interna, no entanto, existe.
Segundo apuração da coluna da Mônica Bergamo, delegados que têm trânsito no gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça defendem a ideia.
Integrantes da corporação contrários a ela, por outro lado, afirmam que a prisão de um investigado não pode ser um desejo do investigador, mas sim baseada em elementos concretos e fortes, já que a liberdade é um direito fundamental.
Para decretar uma prisão preventiva, o juiz precisa ser convencido de que o investigado está obstruindo a Justiça, criando embaraços para a investigação ou oferece risco de fuga.
O filho do presidente é investigado por sua ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Lulinha afirma que não tem nenhuma relação direta ou indireta com as fraudes dos descontos ilegais de aposentados e pensionistas.
A defesa de Fábio Luís se diz perplexa.
“Recebi com indignação e perplexidade a notícia. Eu acredito, sinceramente, que tudo não passe de fofoca. Não havia nem sequer justificativa para a PF fazer o pedido de quebra dos sigilos, já que o Fábio havia comunicado ao Supremo a disposição voluntária, espontânea e efetiva de colaborar com as investigações”, diz o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que integra a defesa ao lado de Guilherme Siguimori.
“Além disso, confiamos na integridade e na forma serena e isenta com que o ministro André Mendonça vem conduzindo o inquérito. Temos certeza de que ele vai ser justo e imparcial. Não haveria motivo para justificar uma prisão ou coisa do gênero. Seria mais um excesso, entre os já denunciados, da PF”, completa.
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Desembargador maranhense é citado em caso de narcotraficante
Natural do Maranhão, o desembargador federal Ney de Barros Bello Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), foi citado em matéria da Revista Piauí que o apontou como participante de um esquema envolvendo a narcotraficante Karine de Oliveira Campos.
De acordo com o que foi relatado pelo jornalista Allan de Abreu, na reportagem de título “Duvido não aceitar”: A maior narcotraficante brasileira e os milhões de reais para corromper a Justiça, o maranhense teria recebido propina para expedir decisão favorável a um aliado de Karine.
“Passado pouco mais de um ano da soltura de André do Rap, Karine Campos comandou uma operação escusa para corromper a Justiça e livrar um subordinado da cadeia: Leonardo Costa Nobre. As conversas interceptadas revelaram um caso de corrupção no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. O advogado João Paulo Todde Nogueira foi contratado para obter o benefício. Em um manuscrito, Costa Nobre pedia 2 milhões de reais para a “madrinha” (Karine), afirmando: “É 1 milhão para cada desembargador, preciso de 2 votos dos 3 da Quarta Turma”. A investigação aponta que o contato para os esquemas ilícitos dentro do TRF da 1ª Região seria o desembargador Ney de Barros Bello Filho, ex-cunhado, também maranhense desembargador Cândido Artur Medeiros Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Juliana, irmã de Costa Nobre, afirmou em ligações que Ney Bello “ganha uma beirada” e que o advogado teria dado 1,5 milhão de reais ao desembargador”, diz um dos trechos do texto.
Ney Bello, ao se manifestar, negou qualquer tipo de envolvimento.
Em outubro do ano passado, o magistrado teve o seu nome citado em um caso que trata sobre chantagem e influência de poder para emparedar o governador Carlos Brandão e, desta forma, obriga-lo a cumprir supostos acordos políticos.
Tudo foi revelado pelo deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), que expos na tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão prints e áudios envolvendo políticos e outras autoridades ligadas ao ex-governador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.
As chantagens, segundo Yglésio, tinham relação com o destravamento, no STF, de processo para indicação de dois conselheiros para o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, cuja relatoria e do próprio Flávio Dino; além de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que questionava, à época, resultado da eleição para presidência da Assembleia vencida pela deputada Iracema Vale (PSB) contra o deputado Othelino Neto (SDD).
Em mensagem encaminhada ao secretário de Estado da Articulação Política, Rubens Pereira, Ney Bello afirma que Brandão precisa “baixar a bola e segurar a arrogância burra dos irmãos”.
E ameaça: “Há alguns inquéritos para estourar e isso vai jogar ele na lama. Ou ele parte para contenção de danos ou ele não chega em abril”.
Em um outro trecho, o desembargador federal enumera cinco movimentos que o governador deveria fazer para se livrar dos problemas judiciais: afastar o irmão [Marcus Brandão] de TUDO que diga respeitos ao governo; entregar novamente Secretarias para o PT, que teriam outros titulares com nomes negociados; anunciar publicamente sua pré-candidatura ao Senado e que o vice-governador, Felipe Camarão (PT), será o candidato do grupo; tirar parentes do governo e compor politicamente com a base; e dizer que “não se mete na eleição da ALEMA e o STF que decida”.
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