Jovem é assassinada com vários tiros dentro de casa em Itinga do Maranhão
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A jovem Lívia estava em casa quando foi atacada por um faccionado (Foto: Divulgação) |
TCE aponta mais de 300 alterações em dados fiscais de Junco do MA e aciona prefeito

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) identificou indícios de manipulação em dados fiscais da Prefeitura de Junco do Maranhão durante o exercício de 2025. A apuração consta em representação formal elaborada pela Gerência de Fiscalização (GEFIS I) contra o prefeito José Ricardo de Almeida Ribeiro.
De acordo com o relatório, ao qual o Blog do Minard teve acesso, técnicos do Tribunal detectaram um padrão de intervenções manuais em relatórios oficiais que, em regra, são gerados automaticamente pelo sistema federal Siconfi. Segundo o documento, foram registradas 363 alterações manuais nos rascunhos do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) ao longo de 2025, sempre após a geração automática dos dados pela Matriz de Saldos Contábeis (MSC).
Resumo das alterações por período
A quantidade de intervenções manuais aumentou progressivamente ao longo do ano:

O ponto mais crítico foi identificado no terceiro quadrimestre de 2025. Dados originais indicavam que a despesa com pessoal atingia 55,43% da Receita Corrente Líquida, ultrapassando o limite máximo de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Após as alterações manuais, no entanto, o percentual foi reduzido para 49,99%, enquadrando formalmente o município dentro do limite legal.
Segundo o TCE-MA, essa mudança representou um deslocamento de 5,44 pontos percentuais, alterando de forma significativa o enquadramento fiscal do município. O relatório aponta ainda que as modificações atingiram variáveis essenciais do cálculo fiscal, como a Receita Corrente Líquida Ajustada e a Despesa Total com Pessoal, que são justamente os elementos que compõem a fórmula de verificação do cumprimento dos limites legais.
Os técnicos alertam que a manutenção de dados divergentes em sistemas oficiais pode comprometer decisões administrativas, a emissão de certidões e até o recebimento de transferências voluntárias, uma vez que essas informações servem de base para avaliação da situação fiscal dos entes públicos.
O documento, obtido pelo Blog do Minard, também aponta que, dependendo do aprofundamento das investigações, as condutas podem ultrapassar a esfera administrativa. A inserção ou alteração indevida de dados em sistemas da Administração Pública pode, em tese, se enquadrar no artigo 313-A do Código Penal. Diante disso, o Tribunal solicitou a tramitação prioritária do processo e a comunicação do caso à Secretaria do Tesouro Nacional e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Para os auditores, o caso representa um risco institucional. Isso porque a divergência entre os valores originais e os posteriormente homologados compromete a confiabilidade das informações e pode afetar toda a cadeia de controle fiscal.
Ex-prefeito de Parnarama é obrigado a devolver R$ 1,3 milhão por omissão na prestação de contas
Natassia Weba recebe apoio de primeiro suplente de vereador em São Luís
Detinha assume comando do PL no Maranhão
A deputada federal Detinha assumiu o comando do diretório estadual do PL.
Ela é esposa do ainda deputado federal Josimar de Maranhãozinho, condenado à prisão recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) .
“Recebi a deputada federal Detinha (@detinhapl) que irá assumir a presidência do PL Maranhão. Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a população, ela chega com a missão de conduzir o PL em uma fase de ainda mais crescimento e fortalecimento das nossas bases. Seguimos avançando, com união e propósito, construindo um Maranhão mais forte”, pontuou Valdemar Costa Neto, presidente nacional da legenda, ao tratar do assunto nas redes sociais.
Josimar, esta semana, lançou sua sobrinha, a deputada estadual Fabiana Vilar, para sucedê-lo na disputa pela Câmara Federal .
Justiça libera 739 presos no feriado da Páscoa
A 1ª Vara de Execuções Penais divulgou a lista de pessoas presas que têm direito à saída temporária de Páscoa de 2026 para visita à família, por sete dias, conforme garante a Lei de Execução Penal (nº 7.210/84).
As 739 pessoas (715 homens e 24 mulheres) com nome nessa lista deverão sair da prisão a partir das 9h do dia 1º de abril (quarta-feira) e retornar até às 18h do dia 7 de abril (terça-feira).
O juiz Francisco Ferreira Lima, titular da 1ª VEP, determinou que os diretores e diretoras de estabelecimentos prisionais da Comarca da Ilha de São Luís comuniquem sobre o retorno ou não retorno das pessoas apenadas até às 12h00 do dia 10 de abril.
A saída temporária é um direito, previsto nos artigos 122 e 123 da Lei de Execução Penal, da pessoa presa em regime semiaberto, com bom comportamento e que já cumpriu um sexto da pena.
A concessão do benefício depende de autorização motivada do juiz, após ouvir o Ministério Público e a administração penitenciária. Caso a pessoa liberada pratique crime doloso ou falta grave, o benefício pode ser revogado.
A Lei 14.843/2024 proibiu o direito ao benefício para quem cometeu crimes hediondos ou com violência ou grave ameaça, como homicídio, feminicídio, estupro, latrocínio, roubo e sequestro.
MP aciona prefeito de Buriticupu; primeira-dama; e mais seis por improbidade administrativa
O Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, ingressou, no último dia 20, com uma Ação Civil Pública por atos de improbidade administrativa contra oito pessoas e duas empresas. Entre os acionados estão o prefeito João Carlos Teixeira da Silva e a primeira dama e deputada estadual, Edna Santos Silva.
De acordo com a Ação, o gestor e a primeira dama compõem o núcleo político, liderando o esquema. Já o núcleo administrativo teria como facilitadores e beneficiários Afonso Barros Batista (chefe de gabinete na época dos fatos), Vandecleber Freitas Silva (secretário municipal de Administração), Chrystiane Piancó Lima (secretária municipal de Saúde), Áurea Cristina Costa Flor (secretária municipal de Assistência Social), Eurandino Valero Martins (secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo na época) e Antonio Leandro Lima do Nascimento (ex-secretário municipal de Meio Ambiente e atual vereador)
As investigações apontaram, também, a existência de um núcleo empresarial, formado por Antonio Pereira da Silva e Izaque Gomes Araújo, além de suas empresas A. Pereira da Silva Ltda. e Natuba Empreendimentos e Consultoria, respectivamente.
Por fim, também foram acionados Joseli de Souza Pereira e Sergio Soares de Amorim, que atuavam como operadores financeiros do esquema, no que foi chamado de “núcleo operacional”.
O desvio de recursos públicos foi descoberto durante as investigações sobre possíveis irregularidades no pregão eletrônico n° 006/2003, cujo objeto era a aquisição de gêneros alimentícios para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e que teve como “vencedora” a empresa A. Pereira da Silva Ltda.
A Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça identificou uma série de irregularidades no processo licitatório, como a criação de uma fase de pré-habilitação, pesquisa de preços deficiente, problemas no termo de referência, falta de divulgação do edital no site oficial e não observância dos prazos legais.
A empresa, que assinou dois contratos com a Prefeitura de Buriticupu, totalizando R$ 2.384.613,98, não tinha nenhum trabalhador registrado ou veículo que pudesse fazer a distribuição dos alimentos. Além disso, a A. Pereira da Silva Ltda. estava localizada originalmente na cidade de Pedreiras, tendo se mudado para Buriticupu após a eleição do atual prefeito.
Além disso, foram identificados itens com superfaturamento de até 70%, como o arroz branco tipo 1.
“A fraude se consolidou pela montagem de um processo licitatório cheio de vícios e sem publicidade, desenhado para a que a empresa do ‘padrinho’ do prefeito ganhasse contratos milionários, vendendo itens básicos da merenda escolar (como arroz e leite) com até 70% de superfaturamento, gerando o ‘caixa’ excedente que posteriormente retornava como propina aos gestores”, explicou, na Ação, o promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo.
Ao todo, a empresa recebeu do Município de Buriticupu R$ 3.388.561,22, sendo R$ 2.634,863,22 das contas da Prefeitura e R$ 753.698,00 do Fundo Municipal de Saúde.
Parte dos recursos públicos recebidos pela empresa eram transferidos para várias contas, incluindo entre os destinatários o prefeito, a primeira-dama e secretários municipais. De acordo com o Ministério Público do Maranhão, a prática tinha o objetivo de dificultar o rastreio dos recursos e garantir a “lavagem” de capitais.
O prefeito Carlos Teixeira da Silva, por exemplo, movimentou, no período investigado, quase R$ 6 milhões. Já Edna Silva, além de movimentar recursos em suas contas bancárias, tinha um carro em seu nome que era utilizado por Antonio Pereira da Silva e sua esposa, Chrystiane Piancó Lima. De acordo com o prefeito, o veículo havia sido vendido, embora ele “não lembrasse” o valor do negócio e nem detalhes do pagamento, se comprometendo a encaminhar os comprovantes posteriormente, o que não aconteceu.
As investigações apontaram que os repasses ilícitos eram realizados para vários secretários municipais, não apenas os contratantes dos serviços. Essa prática serviria para garantir a “governabilidade, o silêncio e a fidelidade ao esquema criminoso”.
A A. Pereira da Silva Ltda. era a principal empresa utilizada no esquema, mas não a única. A Natuba Empreendimentos e Consultoria também foi identificada como um instrumento de circulação financeira, atípica. A empresa tinha vários contratos com a Prefeitura de Buriticupu e, ao receber, repassava parte dos valores para a empresa de Antônio Pereira da Silva, que oo distribuía. Geralmente, as transferências eram feitas no mesmo dia do recebimento ou logo a seguir.
Vale ressaltar que em redes sociais, a deputada Edna Silva se refere a Antônio Pereira da Silva como seu “padrinho”, demonstrando convívio íntimo na esfera familiar. Em depoimento, a proximidade também foi confirmada pelo prefeito de Buriticupu.
O núcleo operacional do esquema era formado por Joseli de Souza Pereira e Sérgio Soares de Amorim, como operador secundário. Exercendo o cargo de assessor técnico na Prefeitura de Buriticupu, Joseli Pereira movimentou, apenas no primeiro semestre de 2025, cerca de R$ 2 milhões. Somente em saques, ele retirou R$ 785.046,41 em espécie.
As investigações apontaram que o servidor público recebia transferências de, pelo menos, 15 empresas que possuíam contratos com o Município de Buriticupu.
Já Sérgio Amorim, com vencimento mensal de aproximadamente R$ 1.500,00, movimentou, em apenas uma conta, créditos superiores a R$ 13 milhões e débitos de mais de R$ 6 milhões, de acordo com o Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do MPMA.
O Ministério Público do Maranhão pediu, na Ação, a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa. Entre as penalidades previstas estão a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (com valores individualizados), o ressarcimento integral e solidário do dano causado ao erário e a perda da função pública que estiver exercendo.
Também está prevista a suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, o pagamento de multa e a proibição de contratar ou receber benefícios do Poder Público também pelo prazo de até 14 anos.
Estadão destaca decisão de Moraes sobre afastamento [ou não] de Brandão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve tomar uma decisão nos próximos dias em um processo que pode afastar o governador do Maranhão, Carlos Brandão (Sem Partido). Ele é acusado, por aliados do ministro Flávio Dino, de descumprir decisões de Moraes em casos de nepotismo no Estado.
A defesa do governador, antigo aliado mas atual desafeto do grupo político “dinista”, negou irregularidades nesta quarta-feira, 25, e pediu que Moraes rejeite as acusações do PCdoB, partido ao qual Dino era filiado quando governou o Maranhão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também analisa o caso.
Brandão e o grupo ligado a Dino travam uma batalha política e jurídica no Estado, às vésperas do prazo final para desincompatibilização de autoridades que vão concorrer nas eleições deste ano. Segundo interlocutores, Brandão até desistiu de concorrer ao Senado para não passar o cargo ao seu vice, Felipe Camarão (PT).
Camarão, que é pré-candidato ao governo, é rompido com o governador e aliado de Dino, de quem já foi secretário estadual. E ele também é alvo de um pedido de afastamento do cargo.
Na última semana, o Ministério Público maranhense pediu que Camarão seja afastado por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. Camarão diz ser vítima de “perseguição política” do governador.
O caso de Camarão está em análise no Estado. Já o de Brandão está no Supremo Tribunal Federal.
Governador diz que tentativa de afastá-lo é política – Em documento enviado ao STF nesta quarta-feira, 25, a defesa de Brandão negou ter descumprido qualquer decisão de Moraes. “O governador acatou e cumpriu de forma integral e irrestrita todas as determinações”, afirmaram os advogados.
A defesa também disse que “a tentativa de afastar, por decisão judicial, o governador em meio a tal conjuntura política caracteriza evidente desvio de finalidade. Busca-se utilizar o processo como atalho para atingir objetivos de natureza político-eleitoral”.
O grupo político de Flávio Dino afirmou ao STF que o governador descumpriu ordens de Moraes para afastar três auxiliares por nepotismo, e que eles seguem usando verba do Estado e representando Brandão na prática. São eles:
Marcos Brandão, irmão do governador, foi secretário de Assuntos Legislativos;
Ítalo Reis, casado com a sobrinha do governador, foi subsecretário de Infraestrutura;
Gilberto Lins, casado com outra sobrinha do governador, foi presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária.
O processo sobre nepotismo começou a ser movido em 2024 pelo Solidariedade, que alegou no Supremo que o Estado violava a Constituição e precedentes do Supremo.
Os quadros do partido tinham forte ligação com Flávio Dino. Um dos integrantes era o deputado estadual Othelino Neto, marido de Ana Paula Lobato (PDT-MA), suplente de Dino no Senado que assumiu o mandato quando Dino tornou-se ministro do STF.
A irmã de Othelino presidia o partido no Estado.
Moraes constatou casos de nepotismo e nepotismo cruzado e determinou a demissão de parentes do governador. No ano passado, o ministro também determinou a demissão do então procurador-geral estadual, Valdênio Caminha. Moraes afirmou que o procurador-geral descumpriu ordem do STF para suspender imediatamente os pagamentos aos familiares do governador em cargos de confiança.
Como mostrou a Coluna do Estadão, o procurador-geral estadual havia apontado “possível atuação criminosa” de assessores de Dino. Segundo Caminha, auxiliares de Dino usaram computadores do tribunal para fazer 130 acessos indevidos ao sistema interno da Procuradoria estadual, de onde estão licenciados. O objetivo seria repassar documentos ao escritório de advocacia que representa o Solidariedade na Corte, em prol do grupo dinista.
Os assessores Túlio Simões e Lucas Souza negam irregularidades, destacam que são concursados e que os acessos são legítimos e que os documentos são públicos. Souza entrou na Justiça contra o procurador-geral e cobrou provas das acusações.
No início deste mês, Moraes já havia decidido em prol de Dino em outro episódio. Ele ordenou busca e apreensão contra um blogueiro que publicou informações sobre o carro funcional usado pelo ministro no Maranhão.
A decisão foi dada no âmbito do inquérito das fake news, que está aberto indefinidamente há sete anos e concentra poderes no gabinete de Moraes.
Ao determinar a busca, o ministro afirmou que o blogueiro “se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos”, o que teria permitido “exposição indevida relacionada à segurança de autoridades”.
Moraes citou trecho da representação da PF que lembrou que em 2017 Luís Pablo já foi alvo de investigações nas quais apareceu como “suspeito de praticar extorsão para não divulgar informações sobre operações policiais”. A Procuradoria-Geral da República concordou com o pedido de busca e apreensão.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a decisão de Moraes, por avaliar que ela coloca toda a categoria em risco.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) destacaram que a atividade jornalística tem proteção constitucional do sigilo da fonte. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Maranhão citou “preocupação institucional”.
Marcio Viana articula em Brasília investimentos para o esporte e a educação de Godofredo Viana


Jovem de 19 anos é assassinado na frente da esposa e filho em São José de Ribamar
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| “Kauanzinho” foi executado a tiros na frente da sua mulher e do filho (Foto: Divulgação) |
Construtora Castelucci admite fraude, faz acordo para devolver dinheiro e deixa prefeito Pedro Lemos em situação complicada

Prefeito Pedro Lemos não fez acordo com o MP-MA, apenas a Construtora Castelucc.
No dia 24 de março de 2026, foi disponibilizada no Diário Oficial do Ministério Público do Estado do Maranhão, com publicação efetivada em 25 de março de 2026, a portaria que trata da instauração de procedimento administrativo para acompanhar a negociação de um Acordo de Não Persecução Civil (ANPC) no município de Presidente Juscelino.
De acordo com o Ministério Público, a empresa investigada manifestou formalmente interesse em celebrar o acordo, instrumento previsto na legislação que permite a resolução do caso sem necessidade de continuidade do processo judicial, desde que sejam cumpridas como o ressarcimento integral dos danos e a aplicação de sanções cabíveis.
A medida foi assinada pela promotora de justiça Erica Ellen Beckman da Silva e está vinculada à Ação Civil Pública nº 0801290-49.2025.8.10.0143, que apura supostos atos de improbidade administrativa relacionados à execução do Contrato nº 1400010101/2022, firmado entre a Prefeitura de Presidente Juscelino e a empresa Construtora Castelucci Eireli.
A promotoria destacou ainda a necessidade de garantir tratamento isonômico entre os investigados, determinando a notificação de outros réus da ação, Pedro Paulo Cantanheide Lemos, Daniel Ninas Nunes, Felipe Fernando Vieira Rabelo e Francisco Arrais de Moraes Neto, para que, no prazo de 10 dias, informem se têm interesse em participar das negociações.
Também foi expedido ofício ao Município de Presidente Juscelino para que se manifeste, no prazo de 15 dias, sobre a proposta apresentada e sobre a possibilidade de recebimento de eventual multa civil por meio de bens ou serviços destinados à população, conforme prevê a Lei de Improbidade Administrativa.
O procedimento administrativo prevê ainda a realização de reuniões e audiências extrajudiciais para discutir os termos do possível acordo. Caso não haja consenso entre as partes envolvidas, a ação civil pública seguirá seu curso normal na Justiça.
O Ministério Público segue acompanhando o caso, com o objetivo de assegurar a responsabilização dos envolvidos e a proteção do patrimônio público.
Camarão acusa uso político do MP; Governo do MA diz que repudia qualquer tentativa de politização do caso
MPE dá parecer favorável à cassação do prefeito de Caxias e à inelegibilidade de Fábio Gentil
PF combate crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet no Maranhão
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25/3), a Operação Conteúdo Proibido 19, em ação conjunta com o Ministério Público Federal, com a Defensoria Pública Estadual e com o Conselho Tutelar.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Caxias/MA. Durante a ação, equipamentos de informática e mídias de armazenamento foram apreendidos e serão submetidos à perícia criminal, com a finalidade de extrair e de analisar dados que possam contribuir para a identificação de vítimas e de responsáveis pelos crimes.
A operação tem como objetivo colher elementos de autoria e de materialidade em diligência que apura a prática de crimes de abuso sexual e de exploração sexual de crianças e de adolescentes por meio da internet.
Caso confirmadas as hipóteses investigadas, os envolvidos poderão responder pelos crimes de produção, de armazenamento e de compartilhamento de material contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.
Deputados defendem CPI para apurar denúncias e pedido de afastamento do vice-governador

Deputado Wellington assume Comissão de Turismo e Cultura e reforça valorização da cultura e geração de emprego e renda
Ex-colaboradora do Detran-MA é condenada por racismo após publicações nas redes
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Maria Gabriele Mesquita da Silva foi condenada por racismo (Foto: Reprodução) |
Justiça condena municípios por mineração irregular no Maranhão
A Justiça Federal atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e condenou os municípios de Monção e Cajari, no Maranhão, por danos ambientais causados pela exploração mineral irregular em área de assentamento no estado.
A atuação teve como base o laudo pericial da Polícia Federal que constatou a degradação ambiental decorrente da retirada de argila e de piçarra utilizada na recuperação de estradas vicinais. A perícia identificou a supressão total da vegetação e a remoção da camada fértil do solo, o que expôs o substrato rochoso e impediu a regeneração natural da área.
A análise de imagens de satélite mostrou que a degradação se intensificou ao longo do tempo, com marcos de expansão a partir de 2013 e novas intervenções registradas em 2019 e 2020, coincidindo com períodos de denúncias e fiscalizações.
Além disso, ficou comprovado que a atividade ocorreu sem autorização da Agência Nacional de Mineração (ANM). Consultas aos sistemas oficiais confirmaram que não havia título minerário para a área. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) também apontou que a exploração ocorreu fora das áreas autorizadas, tornando a atividade ilegal.
Diante das provas, a Justiça reconheceu a responsabilidade dos municípios, destacando que ambos participaram ou se beneficiaram da atividade irregular, o que justifica a responsabilização solidária pelos danos causados.
A decisão determina que os municípios apresentem, em até 90 dias, um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) aos órgãos competentes. Após a aprovação, a execução deverá começar em até 30 dias.
Além disso, os dois municípios foram condenados ao pagamento de indenização mínima de R$ 180,6 mil, valor que inclui tanto os danos ambientais quanto o ressarcimento pela extração irregular de minério – recurso que pertence à União. O montante será destinado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
A exploração ocorreu dentro de um projeto de assentamento, em área onde o desmatamento é proibido. Segundo as investigações, a retirada de material foi feita para uso em estradas vicinais, com apoio das prefeituras, que forneceram maquinário para a atividade.
A perícia estimou que foram extraídos mais de três mil metros cúbicos de minério, sem qualquer autorização legal. Embora os municípios tenham alegado falta de responsabilidade e desconhecimento da atividade, a Justiça considerou essa tese inconsistente. Isso porque, além de terem se beneficiado diretamente do material extraído, cabia aos gestores públicos fiscalizar a origem e a regularidade ambiental dos recursos utilizados em obras públicas.
O entendimento segue a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que estabelece que todos os envolvidos ou beneficiados por atividade degradadora podem ser responsabilizados.
A decisão reforça que, além de recuperar a área degradada, cabe aos municípios a reparação financeira dos danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio público.
Há exatos 30 anos, acidente com aeronave causou a morte de três deputados do MA
Fonte: Manoel Santos Neto
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| Waldir Filho, Jean Carvalho e João Silva, todos do PFL, seguiam de avião para Imperatriz (Foto: Arquivo) |






