Ministro do TSE rejeita ação do Novo e confirma candidatura de Roberto Rocha ao Governo
O ministro Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu não dar seguimento à ação que buscava impedir o registro da candidatura de Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Maranhão.
A medida havia sido solicitada pela candidata a deputada federal Lariane Telles Mendonça (Novo), que questionou a filiação partidária de Rocha ao PRTB. A alegação apresentada foi de que o ex-senador teria mantido uma suposta filiação irregular após anunciar, anteriormente, sua intenção de disputar uma vaga ao Senado pelo Novo.
O ministro, porém, não chegou a analisar o mérito das alegações apresentadas pela candidata.
Na decisão, Villas Bôas Cueva afirmou que admitir o processamento da ação neste momento representaria supressão de instância e caracterizaria o uso inadequado da tutela cautelar autônoma como substituta do agravo interno que já havia sido apresentado no processo.
Segundo o relator, a decisão não significa qualquer posicionamento sobre a correção ou não da decisão tomada anteriormente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).
Para o ministro, trata-se apenas de reconhecer que não seria cabível uma intervenção antecipada do TSE no caso.
“Ante o exposto, nego seguimento à tutela cautelar antecedente, nos termos do art. 36, § 6º, do RI-TSE, ficando prejudicado o pedido liminar”, decidiu Villas Bôas Cueva.
Com isso, a tentativa apresentada para barrar o registro de candidatura de Roberto Rocha não avançou no TSE, permanecendo válida, neste momento, a situação eleitoral do candidato.
Justiça mantém suspensa pesquisa da Veritá e atesta descumprimento de decisão
O juiz Rubem Lima de Paula Filho, da Comissão de Juízes Auxiliares (CJA) do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), emitiu sentença, no âmbito de uma representação apresentada pela União Progressista, mantendo a suspensão da divulgação dos resultados da pesquisa eleitoral MA-06401/2026, realizada pelo Instituto Veritá, e reconhencendo o descumprimento de uma determinação judicial que obrigava a empresa a apresentar esclarecimentos e documentos técnicos sobre a metodologia utilizada no levantamento.
Segundo o magistrado, a empresa foi intimada para, no prazo de 12 horas, complementar as informações anteriormente prestadas e apresentar documentos relacionados ao tratamento da variável renda familiar na pesquisa.
Entre os elementos solicitados estavam o fluxo da Unidade Automatizada de Respostas Audíveis e Auditáveis (URA) referente à questão 9, a tabela de códigos utilizada, as regras de classificação do banco de dados e a documentação técnica referente à ponderação do nível econômico.
O prazo transcorreu integralmente sem que a Veritá apresentasse manifestação ou os documentos determinados.
Para o juiz, o descumprimento é objetivo. A decisão ressalta, entretanto, que a omissão, por si só, não permite concluir que a pesquisa seja fraudulenta ou que seus resultados tenham sido deliberadamente manipulados.
A ausência dos documentos, contudo, impediu que fossem consideradas comprovadas as explicações apresentadas anteriormente pela empresa para justificar divergências relacionadas às faixas de renda utilizadas no levantamento.
Entre os pontos que permanecem sem esclarecimento está a diferença entre o plano amostral registrado no sistema PesqEle e a explicação posteriormente apresentada pelo estatístico responsável pela pesquisa.
O magistrado destacou que o Instituto Veritá teve duas oportunidades para esclarecer a questão. Na primeira, recebeu prazo de 24 horas e apresentou resposta considerada apenas parcialmente satisfatória. Na segunda, diante de uma determinação específica, recebeu novo prazo de 12 horas, mas permaneceu em silêncio.
Também não houve, segundo a decisão, pedido de prorrogação de prazo, alegação de indisponibilidade técnica do sistema ou apresentação de circunstância de força maior que justificasse a inércia.
A decisão também esclareceu a situação da multa de R$ 50 mil anteriormente fixada.
A penalidade está vinculada, especificamente, a cada eventual ato de divulgação dos resultados da pesquisa realizado em desacordo com a ordem judicial.
Prefeitura de Maracaçumé entrega 180 títulos de propriedade e garante segurança jurídica às famílias
Cine CMOC chega ao Maranhão com sessões de cinema gratuitas
Projeto transforma carreta em sala de cinema com exibições para estudantes da rede pública e moradores de Cândido Mendes, Godofredo Viana, Aurizona e Luís Domingues
|
Jovem morre meses após ser agredida pelo ex-companheiro em São Luís
Pesquisa Big Data para Governo e Senado é suspensa no Maranhão
Contratada pela Real Time Mídia Ltda, a pesquisa de intenção de voto para o Governo e Senado realizada pela Real Time Big Data foi suspensa por determinação do juiz Rubem Lima de Paula Filho, do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA).
Ele atendeu pedido da coligação “Avanço por todo o Maranhão”, que possui como candidato ao Palácio dos Leões o emedebista Orleans Brandão.
Foram questionadas possíveis incompatibilidades entre a metodologia, o plano amostral e o questionário, além do uso de dados do Censo de 2010 para definir o nível econômico dos entrevistados e da capacidade da empresa para financiar o levantamento.
O juiz disse que até o momento não existem elementos suficientes que apontem possível fraude e determinou a suspensão, por um período de 24 horas, devido a falta informações detalhadas sobre a combinação de entrevistas telefônicas e digitais; a participação de entrevistadores humanos; e a utilização de recursos de inteligência artificial na coleta e no processamento das respostas.
“Os documentos cadastrados não esclarecem como os entrevistados foram vinculados às localidades sorteadas, o significado de “abordagens digitais”, a quantidade de entrevistas realizada em cada modalidade nem a função efetivamente desempenhada pela inteligência artificial”, disse o juiz.
A empresa, dentro do prazo de suspensão estabelecido, deverá apresentar documentos que atendam aos questionamentos.
Prefeitura inicia obra de importante avenida em Godofredo Viana
A transformação da Avenida Aviação já começou a sair do papel.
A Prefeitura de Godofredo Viana deu início aos trabalhos de terraplanagem da via, preparando o terreno para a implantação da pavimentação asfáltica.
A intervenção representa um importante avanço para a infraestrutura do município e deve mudar completamente o visual e a mobilidade da região. Além do asfalto, a expectativa é que a Avenida Aviação se torne um dos principais espaços de circulação e um dos novos cartões-postais de Godofredo Viana.
O prefeito Márcio Viana acompanhou o início dos trabalhos e destacou a importância da obra para o desenvolvimento do município.
“Estamos começando uma obra que vai transformar não apenas a Avenida Aviação, mas toda essa região. É um trabalho que começa agora com a terraplanagem e, em breve, avançará para a pavimentação asfáltica. Queremos entregar uma avenida bonita, estruturada e que seja motivo de orgulho para a nossa população.”
Para quem mora na região, a chegada da obra também representa a realização de uma expectativa antiga.
A moradora Dona Maria conta que acompanhar o início dos serviços traz esperança de dias melhores para os moradores.
“A gente esperou muito por esse momento. Ver as máquinas trabalhando aqui dá uma alegria muito grande, porque sabemos que a avenida vai ficar bonita e vai melhorar muito a vida de quem mora por aqui. Estamos felizes em ver essa transformação começando.”
Irmãos de Bacabal não foram localizados nos EUA, diz Polícia
A Polícia Federal confirmou, nesta última quarta-feira, que os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, não foram localizados na Flórida, nos Estados Unidos, durante operação de combate ao tráfico humano.
Das 163 crianças e adolescentes recuperadas na operação Statewide Shield, nenhuma é brasileira, informou a PF com base em relatos repassados pela autoridade policial americana.
As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro no povoado São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, no interior do Maranhão.
Trata-se de alerta utilizado pela Polícia Internacional para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, incluindo casos em que pode haver necessidade de cooperação entre diferentes países.
A inclusão no sistema permite o compartilhamento de informações com países membros da Organização e poderá contribuir para a investigação caso apareçam elementos que indiquem uma possível saída das crianças do Brasil.
TCE divulga resultado de fiscalização em portais de transparência de Prefeituras do MA
Confronto com BEPI/COSAR e Força Tática deixa dois mortos em Luís Domingues
![]() |
| Batalhão Especializado de Polícia do Interior (BEPI/COSAR), da Força Tática (FT). Fotos: Reprodução/Polícia Militar |
“Confiante de que meus filhos estão vivos”, diz mãe dos irmãos de Bacabal
Em conversa com a imprensa nesta quarta-feira, 9, após reunião na superintendência da Polícia Federal, em São Luís, a dona de casa Clarice Cardoso disse estar confiante de que seus dois filhos, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estejam vivos.
Eles sumiram do povoado São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, no dia 4 de janeiro.
Clarice confirmou que uma das crianças achadas na Flórida, nos Estados Unidos, durante uma operação policial de combate ao tráfico humano, tem semelhança com Allan e que serão colhidos material para realização do exame de DNA.
Durante a reunião na PF, com integrantes do Núcleo de Cooperação Internacional da instituição, a dona de casa foi informada que a Interpol irá incluir os irmãos desaparecidos na Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal.
Trata-se de alerta utilizado pela Interpol para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, incluindo casos em que pode haver necessidade de cooperação entre diferentes países.
A inclusão no sistema, caso seja aprovada, permitirá o compartilhamento de informações com países membros da Organização e poderá contribuir para a investigação caso apareçam elementos que indiquem uma possível saída das crianças do Brasil.
A Polícia Federal confirmou o recebimento da solicitação e explicou que a decisão final sobre a publicação da Difusão Amarela cabe à própria Interpol.
Abaixo, a nota na íntegra da PF:
“A Polícia Federal recebeu, nesta quarta-feira (9/9), solicitação para inclusão de duas crianças desaparecidas em Bacabal/MA, em janeiro de 2026, na Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL). A solicitação foi apresentada pela mãe das crianças, acompanhada de sua advogada, e será analisada pela Polícia Federal, que adotará os procedimentos necessários para eventual encaminhamento à INTERPOL. A Difusão Amarela é um mecanismo da INTERPOL destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive em outros países. Após o encaminhamento pela autoridade policial competente, cabe à própria INTERPOL analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países membros da organização”.
Prefeito de Igarapé Grande irá a júri popular
O prefeito João Vitor Xavier (PDT), do município de Igarapé Grande, distante 304 km da capital São Luís, irá a júri popular pelo assassinato do soldado da Policial Militar Geidson Thiago da Silva dos Santos ocorrido em 2025.
A decisão foi do juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, titular da Comarca de Pedreiras, que negou pedido dos advogados do político, que alegavam cerceamento do direito de defesa, e encerrou a fase de instrução do processo.
Ainda não há uma data marcada para o julgamento, assim como também ainda não foi definido o local.
Eleito em 2024, João Vitor confessou ter executado com vários disparos o soldado da PM, que faleceu no Hospital Municipal de Peritoró, após uma confusão envolvendo o acusado e a vítima no Parque de Vaquejada Maratá, em Trizidela do Vale, no mês de julho.
Segundo as investigações, o policial foi morto após ser atingido por cinco disparos de arma de fogo efetuados pelas costas.
Em dezembro, o pedetista chegou a reassumir o cargo de prefeito, mas atualmente está afastado da função.
Desaparecimento de crianças de Bacabal pode chegar ao fim após operação contra tráfico humano nos Estados Unidos
Joãozinho Pavão garante novo ônibus para o TFD de Santa Helena em parceria com a senadora Ana Paula Lobato
Maracaçumé: Prefeito Tio Gal participa da segunda edição da Corrida de Rua
Orleans lidera e abre vantagem na disputa pelo Governo do Maranhão, aponta Instituto Doxa
A Pesquisa do Instituto Doxa, divulgada na terça-feira (7), aponta Orleans Brandão (MDB) na liderança da disputa para o Governo do Maranhão e abrindo vantagem sobre o segundo colocado, em todos os cenários pesquisados.
O levantamento reflete a consolidação do nome do emedebista na campanha, a menos de um mês das eleições de outubro.
No cenário espontâneo, Orleans Brandão soma 39,6% das intenções de voto contra 36,3% do segundo lugar, Eduardo Braide (PSD), números que mostram uma polarização da disputa. Além disso, 14,8% não souberam ou não quiseram responder e 2,4% afirmaram que vão votar em branco ou nulo.
No campo estimulado, Orleans Brandão também é primeiro e totaliza 42,1%, contra 37,8% de Eduardo Braide. Os dois candidatos somam 79,9% das intenções de voto, deixando os demais concorrentes bem atrás na disputa.
O percentual de indecisos é de 3,2%, enquanto 7% afirmam que vão votar em branco ou anularão o voto.
Orleans Brandão lidera novamente, com 43,3% das intenções de voto, quando a questão é quanto a um eventual segundo turno. Eduardo Braide aparece com 39,1%.
Além disso, 13,9% não souberam responder e 3,7% disseram que vão votar em branco ou nulo.
Registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-04033/2026 e encomendada pelo Jornal Pequeno, a pesquisa foi realizada de 1º a 5 de setembro, com entrevistas de 2 mil pessoas em 90 municípios de todas as regiões do Maranhão.
O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O informante
Mulher é morta a facadas após discussão por R$ 10 em Santa Inês
Uma tragédia chocou os moradores do bairro Sabbak, em Santa Inês. Uma mulher foi assassinada a facadas no meio da rua após um desentendimento com um homem. Segundo informações prestadas pelo próprio suspeito às autoridades, a motivação do crime teria sido uma discussão por conta de uma quantia de R$ 10.
Dr. Hilton participa de grandes mobilizações por todo o Maranhão

O candidato ao Senado Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza – 333) intensificou sua campanha com uma série de mobilizações em diferentes regiões do Maranhão. A programação, iniciada na sexta-feira, reuniu arrastões, motocarreata, encontros políticos e diálogo direto com prefeitos, vereadores, lideranças e a população.
Em Lago dos Rodrigues, última agenda do domingo, Dr. Hilton foi recebido pelo prefeito Didi Moita, vereadores, lideranças e moradores. Durante o encontro, apresentou seu projeto para o Senado e destacou a importância de conhecer de perto as necessidades de cada cidade. “Cada município que visitamos é uma oportunidade de estar perto das pessoas, apresentar o nosso projeto e fazer o 333 chegar cada vez mais longe. Obrigado pelo carinho, Lago dos Rodrigues! Vamos juntos”, declarou.
Antes, em Esperantinópolis, Dr. Hilton participou de um encontro ao lado do candidato a deputado federal Hildo Rocha, da prefeita Simone Carneiro, da vice-prefeita Irene Arruda, de vereadores, lideranças regionais e apoiadores.
O candidato agradeceu a recepção e assumiu o compromisso de trabalhar em parceria com a administração municipal para promover o desenvolvimento da cidade e ampliar as oportunidades para a população. “Esperantinópolis tem um time forte, formado por vereadores, lideranças e por uma população que acredita no desenvolvimento da cidade. Eleito senador, vamos trabalhar muito, em parceria, para que o município cresça cada vez mais e ofereça novas oportunidades para sua gente”, afirmou Dr. Hilton.
Em Tuntum, Dr. Hilton participou de uma grande motocarreata ao lado do candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, da candidata ao Senado Roseana Sarney, do prefeito Fernando Pessoa e de outras lideranças políticas. A mobilização percorreu as ruas do município e reuniu apoiadores em mais uma demonstração da força do grupo político.
A agenda também passou por Presidente Dutra, onde Dr. Hilton participou de um grande arrastão ao lado de Orleans Brandão, do governador Carlos Brandão, de Roseana Sarney e de lideranças de vários municípios. Segundo os organizadores, aproximadamente 20 mil pessoas acompanharam a mobilização pelas ruas da cidade.
O ato contou ainda com as presenças do vice-prefeito Aristeu Nunes, da liderança local Dr. Remy Soares, de candidatos a deputado e de prefeitos da região. Durante o percurso, Dr. Hilton recebeu manifestações de apoio e conversou com moradores.
Dr. Hilton também cumpriu agendas em São Domingos e Morros, onde participou de mobilizações com lideranças políticas, apoiadores e moradores, ampliando o diálogo sobre os desafios enfrentados pelos municípios e as propostas que pretende defender no Senado.
A programação teve início em Pedro do Rosário, ao lado do prefeito Toca Serra, marcando mais uma etapa da caminhada de Dr. Hilton pelo interior do Maranhão. Na cidade, o candidato falou de sua experiência administrativa e seu compromisso de trabalhar pelo fortalecimento dos municípios.
Com a sequência de agendas, Dr. Hilton amplia ganhando cada fez mais eleitores pelo estado, fortalece alianças e mantém o contato direto com os eleitores. Ex-prefeito de Santa Rita por quatro mandatos, ele defende uma atuação municipalista no Senado, com atenção às demandas apresentadas pelos gestores e pela população de cada município.
URGENTE! Mendonça afasta diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A medida foi tomada após a identificação de relatórios sigilosos que monitoravam a atuação de magistrados, integrantes da advocacia pública e até agentes da própria PF.
Mendonça determinou ainda a abertura imediata de investigações criminais e de procedimentos administrativo-disciplinares na Corregedoria da Polícia Federal para apurar as circunstâncias em que os documentos foram produzidos. Também proibiu a elaboração ou o compartilhamento de novos relatórios de inteligência com o objetivo de analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da polícia judiciária.
O ministro solicitou a convocação de uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF para que a decisão seja submetida ao referendo dos demais integrantes do colegiado ainda nesta terça-feira.
Segundo a decisão, Andrei Rodrigues encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, pelo menos seis relatórios de inteligência elaborados de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto deste ano.
Os documentos revelaram que o próprio André Mendonça vinha sendo submetido havia mais de 30 dias a um monitoramento que o ministro classificou como ilícito e sistemático. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também teria sido alvo de acompanhamento e de “coleta dirigida” de informações.
Em uma das análises, a inteligência da PF levantou a hipótese de que a decisão de Messias de não recorrer em processos relacionados às operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero” teria como objetivo preservar uma “relação política com o relator”.
Embora classificasse como “baixa” a confiança nessa avaliação, o relatório afirmava que o cenário “autoriza monitoramento e coleta dirigida”.
Mendonça também reagiu à hipótese de que a atuação do advogado-geral da União e do relator poderia estar relacionada ao fato de ambos possuírem “matriz religiosa comum” e terem contado com apoio de igrejas evangélicas em suas indicações ao STF. O ministro classificou essa associação como “surreal” e “abjeta”.
Ainda conforme a decisão, os relatórios faziam juízos sobre decisões judiciais do Supremo, a atuação técnica da AGU e o trabalho investigativo de delegados e agentes da própria Polícia Federal. Para Mendonça, houve uma “escancarada realização de juízo correicional” por parte dos responsáveis pelo material.
Uma das unidades de inteligência mencionadas, a UADIP, teria promovido um rigoroso escrutínio crítico da atuação de delegados responsáveis por investigações em andamento.
O ministro também apontou fragilidade técnica na elaboração dos documentos. Os relatórios eram apócrifos e não apresentavam timbre, brasão, assinatura ou numeração. Mendonça afirmou que, nessas condições, o material constituía um “nada jurídico” e contrariava a Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública.
Os próprios autores advertiam que as análises não possuíam valor probatório e apresentavam “confiança agregada baixa”.
A divulgação dos documentos provocou reações de entidades ligadas à atividade de inteligência e à Polícia Federal. A União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin afirmou que a Inteligência de Estado “não se confunde com investigação criminal, tampouco com a elaboração de peças destinadas à formação de juízo acusatório”.
Já o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal declarou que a circulação do documento fora da corporação era “totalmente irregular” e manifestou estranheza diante da produção desse tipo de análise por uma unidade de inteligência.
Outro ponto considerado grave por Mendonça foi o vazamento de informações sobre investigações sigilosas envolvendo os políticos Antonio Rueda e ACM Neto. Segundo o ministro, a divulgação antecipada expôs possíveis medidas cautelares aos investigados, “frustrando completamente a sua eficácia e prejudicando efetivamente as investigações”.
A crise envolvendo Andrei Rodrigues ganhou força no início de setembro. No dia 2, o Partido Novo acionou o STF para pedir providências destinadas a preservar a independência das investigações relacionadas ao diretor-geral da PF. No dia seguinte, a legenda solicitou sua prisão preventiva, apontando indícios de participação em uma suposta rede de influência atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro faziam referências ao nome “Andrei”, identificado pela própria Polícia Federal como sendo o diretor-geral da corporação.
Na decisão, Mendonça também reproduziu uma declaração da jornalista Monica Waldvogel, da GloboNews, veiculada em 3 de setembro. De acordo com ela, Andrei Rodrigues teria confirmado que a PF produziu cerca de cinco ou seis relatórios para “consumo próprio e acervo” sobre supostas irregularidades na condução de provas pelo ministro André Mendonça.
Ainda segundo o relato, os documentos teriam sido posteriormente solicitados por Alexandre de Moraes e utilizados para fundamentar a denúncia.
Ministros aposentados classificam momento como a “mais aguda crise” da história do STF

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) pediram ao presidente da Corte, Edson Fachin, a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário determine a apuração “imediata e rigorosa” dos fatos que atingem o tribunal.
Em manifestação datada desta terça-feira (8), os ex-integrantes do Supremo classificam o momento enfrentado pela instituição como a “mais aguda crise de sua história”. O documento foi divulgado em meio aos recentes episódios que expuseram divergências internas na Corte e colocaram em xeque sua credibilidade.
Segundo os signatários, os fatos revelados vêm comprometendo “o prestígio e a autoridade” do STF, a confiança da população e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas.
“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”, afirma o documento encaminhado a Fachin.
Os ministros aposentados dizem ainda ter “absoluta convicção” de que o presidente do STF convocará, com urgência, uma sessão pública para que o plenário determine a apuração dos “gravíssimos fatos”, observando-se o devido processo legal.
A manifestação é assinada por Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
Apesar do tom de alerta, os ex-ministros manifestaram apoio a Fachin e disseram confiar em sua capacidade para conduzir o Supremo durante a crise.

















