sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Fábio Gentil escondeu celular na pia do banheiro durante operação da PF


O ex-prefeito de Caxias (MA), no interior do Maranhão, Fábio Gentil, escondeu seu celular dentro de um compartimento na pia do banheiro durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF).

A ação da PF que mirou o político maranhense foi realizada no final de agosto, no âmbito da operação Lei do Retorno, que investiga desvios na Educação em cidades do Maranhão que chegam a R$ 50 milhões.

Atualmente, Gentil é secretário de estado da Agricultura.

Tanto Fábio como sua namorada, a deputada estadual Daniella Jadão Meneses, são suspeitos de receber propina no esquema. Segundo a PF, o casal teve papel chave na concretização dos contratos sob suspeita de empresas com envolvimento nos desvios. Ambos negam qualquer irregularidade.

Na data da operação, os dois informaram à PF que moravam juntos no mesmo apartamento, em São Luís (MA). Na ocasião, foram apreendidos aproximadamente R$ 30 mil em espécie, que pertenciam a Fábio Gentil.

Segundo apurou a coluna, no dia da ação, Fábio Gentil teria aberto a porta do quarto de casal e, após ver os agentes, voltou para o quarto e encostou a porta.

Em seguida, o político deixou o quarto e perguntado pela PF informou que seu único celular estava no carro do motorista.

Os policiais, no entanto, iniciaram a busca no quarto e acharam um celular no compartimento da pia do banheiro da suíte de onde ele havia saído.

Como mostrou a coluna, a investigação teve início após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreender R$ 575 mil em espécie no interior de um veículo Toyota Corolla. O dinheiro estava sob responsabilidade de dois investigados, apontados como intermediários do esquema.

“Com o desenvolvimento das investigações, apurou-se a existência de organização criminosa responsável não somente pelo desvio de recursos públicos federais da educação no município de Caxias (MA), mas em outros diversos municípios, através do pagamento de propina a servidores públicos, dentre eles Fábio José Gentil Pereira Rosa, atual prefeito do município de Caxias [ele deixou o cargo no início de 2025] e Daniella Jadão Meneses Cunha, atual deputada estadual”, diz a PF.

Em relatório, a corporação afirma que a quantia que estava sendo transportada pelos suspeitos seria entregue a um servidor do município de Caxias, o qual repassaria, em tese, os valores em espécie a Fábio Gentil e Daniella, “demonstrando-se assim, o fluxo da propina recebida em decorrência do favorecimento/direcionamento para contratação” de uma das empresas suspeitas.

Segundo a apuração, o carro em que o dinheiro foi encontrado estava registrado em nome da mãe da deputada. Além disso, diz a PF, um dos transportadores da quantia é tio da parlamentar.

As investigações mostram ainda que o pai da deputada também teria se beneficiado dos trâmites ilegais.

Ainda segundo a PF, os contratos supostamente fraudulentos em Caxias teriam sido direcionados por Fábio Gentil, em articulação com servidores públicos municipais. A afirmação é baseada em supostos encontros entre Fábio e um do intermediadores do esquema.

As propostas, segundo o relatório, “eram apresentadas aos servidores públicos antes mesmo da existência de quaisquer Termos de Referência, ocorrendo, desse modo, a montagem de procedimentos de inexigibilidade para viabilizar o repasse de valores para a empresa, com Termos de Referência e contratos elaborados com base especificamente na proposta da empresa”.

“O investigado Fábio José Gentil segue o mesmo modus operandi de negociação com as empresas investigadas anteriormente à contratação destas, as quais são viabilizadas pelos servidores públicos municipais que somente realizam a posteriori a montagem de procedimentos fraudulentos de inexigibilidade de licitação, viabilizando o repasse de recursos públicos do Fundeb”, afirma a PF.

A coluna entrou em contato com Fábio Gentil e com a deputada Daniella. Ambos afirmaram, por meio da defesa, que a investigação corre em segredo de justiça, o que a impede de tecer comentários ou alegações específicas neste estágio do processo.

“A deputada e o secretário ressaltam que confiam nas instituições e que todos os fatos serão oportunamente elucidados junto aos órgãos investigativos competentes”, afirmaram.

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