segunda-feira, 7 de junho de 2021

RN confirma primeiro caso de “fungo negro”

O governo do Rio Grande do Norte confirmou o primeiro caso de Mucormicose no estado nesta segunda-feira (7). A paciente com “fungo negro” é uma mulher de 42 anos que já teve Covid-19 e está internada em um hospital de Natal.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), a paciente fez uma biópsia que confirmou a infecção pelo fungo e já iniciou o tratamento. “A equipe de vigilância da Sesap está acompanhando o quadro, avaliando os exames, o histórico de movimentações da paciente e sua situação clínica atual”, disse a nota divulgada pelo órgão.

Caso de Mucormicose no Brasil

Além do RN, São Paulo, Santa Catarina, Pernambuco e Amazonas também têm casos confirmados ou suspeitos da doença. Em Campo Grande, no Mato Grosso, um paciente com suspeita de infecção por fungo negro faleceu no início de junho.

A mucormicose é uma doença rara causada pela exposição a mofo mucoso que é comumente encontrado no solo, plantas, esterco, frutas e vegetais em decomposição dependendo do caso. O fungo está presente em praticamente todos os lugares do mundo, mas dificilmente causa complicações.

Além da Covid-19, outros fatores podem influenciar na infecção pelo patógeno, como diabetes, ser portador de doenças onco-hematológicas (como a leucemia) e até mesmo fazer uso de corticoides em doses elevadas.

Em entrevista recente ao Olhar Digital, Marcelo Simão, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explicou que são baixas as chances do Brasil sofrer com o fungo da mesma forma que a Índia. “Aparece bastante também em quem faz tratamento para leucemia, diabéticos, transplantados. No geral, em pessoas com sistema imunológico mais fraco. As drogas para combater a Covid-19, a internação, tudo isso favorece o surgimento do fungo”, disse.

“Foi realmente uma surpresa que esse fungo esteja se espalhando dessa maneira na Índia. Mas parece ser algo particularmente de lá, que sempre teve muitos casos de mucormicose. Não acho que o Brasil corra algum risco desse tipo“, completou o especialista.

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