terça-feira, 8 de junho de 2021

Entrada de Felipe Camarão no PT consolida a aliança de Flávio Dino com Lula para 2022


Depois de uma temporada sem muito sentido no DEM e de ter sido objeto de ondas sazonais de especulação, o advogado Felipe Camarão, prestigiado secretário de Estado da Educação, anunciou ontem o primeiro passo do seu futuro político: está se filiando ao PT. Nas declarações que deu sobre a decisão, ele não foi taxativo quanto ao mandato que pretende disputar, mas a julgar pela repercussão do anúncio e da reação nada cordata do deputado federal petista Zé Carlos, em princípio ele se prepara para disputar uma cadeira na Câmara Federal, embora haja quem o aponte como um bom candidato a vice. Mais do que uma simples filiação partidária, o movimento do secretário para se converter ao petismo de olho nas urnas ganhou o peso de uma definição que vai muito além do fato em si. Isso porque nele pode-se ler também que a aliança do PT com o grupo liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) está selada, para funcionar na corrida ao Palácio do Planalto e ao Palácio dos Leões.

Felipe Camarão não é um quadro qualquer. Nos últimos anos, ele vem construindo uma carreira surpreendente, que passou pelo Procon, pela Secretaria de Administração e agora na Secretaria de Estado da Educação, onde capitaneia, com eficiência indiscutível, o mais arrojado programa educacional do Maranhão nas últimas décadas, cuja importância pode ser medida em dois dos seus vários projetos: o IEMA e o Escola Digna, reconhecidos como inovadores – há quem os veja como revolucionários – dentro e fora do Maranhão. A competência com que “atropela” os obstáculos e movimenta o Sistema Estadual de Educação e a desenvoltura no relacionamento social o transformaram num dos ases da equipe comandada pelo governador Flávio Dino e lhe deram autoridade para entrar na seara política. É quase unânime a impressão de que ele se dará bem nas urnas.
Felipe Camarão: um dos ases de Flávio Dino ingressando no PT

A opção pelo PT não foi por impulso. Assim como a quase certa filiação do secretário de Estado da Saúde, o também destacado Carlos Lula, outro ás do atual Governo, ao PSB, o ingresso de Felipe Camarão no PT se mostra como parte de uma estratégia inteligente e bem armada do governador Flávio Dino de manter unida a base da aliança partidária que lidera, mas sem mexer com seus aliados do centro e da direita. No PT, Felipe Camarão funcionará ao mesmo tempo como uma alavanca para o partido ganhar força no Maranhão inteiro e como parte de uma grande articulação que poderá levá-lo à condição de candidato a vice-governador na chapa do vice, que na época será governador, Carlos Brandão (PSDB), ou do senador Weverton Rocha (PDT). Sua filiação, portanto, não é um simples movimento pessoal.

O PT, por sua vez, ganha, e muito, com a filiação de Felipe Camarão. O braço maranhense do partido é consolidado, reúne bons quadros, mas depois que perdeu nomes como Domingos Dutra e Bira do Pindaré, não conseguiu destacar militantes que façam a diferença numa campanha eleitoral. O atual secretário de Educação é jovem, carismático, respeitado e muito ativo, com potencial para fazer a diferença numa corrida às urnas, como candidato a mandato proporcional ou majoritário. “Como membro do PT vou ser um militante, vou lutar com todas as minhas forças para eleger o presidente Lula”, disse, em conversa com jornalistas, sinalizando que irá à guerra eleitoral com a mesma disposição com que comanda a política educacional do governo dinista.

É fato, portanto, que com esse movimento, está amarrada de vez a aliança do PCdoB com o PT no Maranhão. O desenho ficará mais nítido no próximo dia 13, data limite definida pelo governador Flávio Dino para resolver o seu futuro partidário.

Via Reporter o Tempo

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