terça-feira, 11 de agosto de 2020


O presidente da Rússia, Vladimir Putin anunciou, nesta terça-feira (11), o registro da primeira vacina contra o covid-19. “Tanto quanto sei, nesta manhã foi registada, pela primeira vez no mundo, uma vacina contra covid-19”, disse ele em reunião com membros do governo.

O presidente russo pediu ao ministro da Saúde, Mikhail Murashko, que informasse todos os detalhes.

“Sei que ela age de forma bastante eficaz, formando uma imunidade estável e, volto a dizer, passou em todos os testes necessários”, afirmou Putin.

Putin também agradeceu a todos os que trabalharam na primeira vacina a ser criada contra a COVID-19, descrevendo-a como “um passo muito importante para o mundo”.

O presidente ainda revelou que uma de suas filhas foi vacinada contra a COVID-19.


“UMA DE MINHAS FILHAS FOI VACINADA, NESSE SENTIDO ELA PARTICIPOU DOS TESTES. APÓS A PRIMEIRA VACINAÇÃO, FICOU COM 38 GRAUS DE TEMPERATURA, NO DIA SEGUINTE TINHA 37 GRAUS E POUCO. E É TUDO. DEPOIS DA SEGUNDA INJEÇÃO, DA SEGUNDA VACINAÇÃO, A TEMPERATURA TAMBÉM SUBIU UM POUCO E, POUCO DEPOIS, JÁ ESTAVA TUDO BEM, ELA SE SENTE BEM E [OS ANTICORPOS] ESTÃO ALTOS.”, AFIRMOU PUTIN.

De acordo com o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, a primeira vacina russa contra a COVID-19 continuará passando por testes clínicos com a participação de milhares de pessoas.

“Os documentos estão sendo preparados para a continuação dos testes clínicos com a participação de alguns milhares de pessoas. Para monitoramento operacional da saúde dos vacinados e controle da eficácia e segurança, o Ministério da Saúde da Rússia está criando um circuito digital, que vai permitir monitorar a segurança e a qualidade da vacina em todas as fases”, afirmou o ministro.

A vacina russa começará a ser distribuída à população em 1º de janeiro de 2021, indicam os dados do registro estatal de medicamentos do Ministério da Saúde da Rússia.

A vacina foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei e pelo Ministério da Defesa russo. Tem dois componentes injetados separadamente que, em conjunto, produzem uma imunidade a longo prazo contra o vírus.

Os testes clínicos começaram na Universidade Sechenov, em Moscou, no dia 18 de junho. A segurança da vacina foi confirmada em 38 voluntários. Todos os que testaram a vacina desenvolveram imunidade ao vírus.

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