quinta-feira, 7 de maio de 2020

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio por meio da Gestão da Resex Arapiranga- Tromaí e da Coordenação Regional 4, realizou nesta semana, ação de fiscalização com apoio do Centro Tático Aéreo do Maranhão e do Departamento de Oceanografia da UFMA para averiguar denúncias relacionadas a grande mortandade de peixes em diversas praias da Reserva Extrativista Arapiranga – Tromaí. 

As denúncias de acidente ambiental foram enviadas pelos pescadores beneficiários da Unidade de Conservação, que encaminharam fotos e vídeos de grande quantidade de peixes mortos nas praias. O ICMBio de forma imediata tomou providências no sentido de investigar e monitorar a ocorrência, articulando ida a campo junto ao Centro Tático Aéreo do Maranhão, convidando também pesquisadores da Oceanografia da UFMA que realizaram coletas de amostras da água, do pescado e de solo, além de aplicarem questionários semiestruturados com os pescadores. 


A equipe pousou em sete locais distintos, entre esses, a Praia do Bacanga, Praia do Lombo, Praia do Cabo, Praia de São Pedro, Praia Boa Vista e Ilha de Fora. Durante as entrevistas muitos pescadores levantaram a suspeita de que a mortandade de peixes estava sendo provocada pela exploração mineral ilegal, relacionada aos garimpos que ficam no entorno imediato da Reserva Extrativista Arapiranga – Tromaí, a área também foi vistoriada pela equipe que coletou amostras dos efluentes destes garimpos onde também foram verificados desmatamentos no manguezal.

As amostras coletadas foram enviadas para análise em laboratórios de referência em tecnologia ambiental e diagnóstico de minérios, para identificação das características físicas e químicas. 

A Reserva Extrativista Arapiranga – Tromaí é uma unidade de conservação federal, criada pelo Decreto 9.339, de 05 de abril de 2018, sendo a segunda maior RESEX Marinha do país, localizada nos mangues do litoral norte maranhense, nos municípios de Carutapera e Luís Domingues, abrange um território de 186.908 hectares, onde vivem aproximadamente 5 mil famílias beneficiárias, que possuem como principal atividade econômica a pesca.

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