quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

A delegada Ana Carolina concluiu ontem, quarta-feira, 15, o inquérito policial sobre a morte da menina Carla Emanuelly Miranda Correia, que foi estuprada e morta da terça-feira, 7, da semana passada. Segundo a delegada, que é titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o inquérito vai ser enviado ainda hoje ao Ministério Público Estadual (MPPA), para oferecimento de denúncia crime contra Deyvyd Renato Oliveira Brito e Irislene da Silva Miranda, padrasto e mãe da menina, que tinha apenas um ano e oito meses.

O inquérito concluiu, com base em laudos preliminares de necropsia, que a criança era agredida na cabeça pelo padrasto com pancada, para que ela desmaiasse e ele praticasse o estupro. A delegada chegou a essa conclusão, devido aos inúmeros hematomas que a menina tinha no cérebro e porque vizinhos ouvidos no inquérito disseram nunca ter ouvido o choro da criança, inclusive no dia em que foi agredida e estuprada, que resultou em sua morte. 

“A quantidade de hematomas na cabeça da criança era assustadora. Isso mostra que ele [padrasto] sempre dava uma pancada na cabeça dela, para que desmaiasse, para ele, então, estuprá-la. Tudo isso com a permissão da mãe, que depois que a menina recobrava a consciência lavava suas partes íntimas para eliminar o sangue e esconder o estupro”, afirma a titular da Deam.

Segundo Ana Carolina, alguns resultados de exames específicos, que foram encaminhados ao IML de Belém, ainda não foram divulgados, mas os já realizados comprovam que a criança morreu de traumatismo crânio-encefálico, por forte pancada na cabeça. Para ela, Deyvyd agiu como das outras vezes, bateu na cabeça da criança, ela desmaiou e ele a violentou. 

Depois, como a criança não recobrou a consciência, ele foi até a casa de um vizinho pedir álcool, provavelmente para colocar no nariz da menina, para tentar reanimá-la. Paralelo a isso, a mãe da garota a lavou, como de costume após os atos animalescos do marido contra a filha, e estendeu a calcinha da menina no varal.

Só que a garota não retornou e eles decidiram, então, buscar ajuda dos vizinhos, para levá-la ao hospital. “Na casa deles não tinha água encanada e um dos vizinhos contou que ela foi pedir água no horário do crime. 

Isso mostra que a mãe lavou a criança, que estava inconsciente, talvez para tentar esconder o crime, caso a menina precisasse ir para o hospital, como acabou acontecendo. Eu encontrei a calcinha que a menina usava suja de sangue na região anal, pendurada no varal”, relata a delegada.

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