sexta-feira, 30 de agosto de 2019


No último dia 20 de agosto, o Tribunal do Júri Popular de Bom Jardim julgou e condenou a 12 anos de reclusão o réu Raimundo Nonato Mendes Alves, mais conhecido como Leilson, pela participação no homicídio praticado contra Francisco das Chagas Cordeiro e Silva, ocorrido no dia 30 de março de 2010.

Após a vítima ser alvejada por vários tiros de arma de fogo, disparados pelo irmão de Leilson, José Ribamar Mendes Alves, o condenado desferiu três facadas nas costas de Francisco, que ainda estava vivo.

Nesse mesmo episódio, também foi assassinado Raimundo Nonato Cordeiro da Silva, que era irmão da vítima. A irmã deles, Valdirene Alves Cordeiro da Silva, sofreu tentativa de homicídio. Ambas as ocorrências foram praticadas por José Ribamar Mendes Alves, vulgo Eliésio. Foragido desde a época dos crimes, Eliésio ainda não foi julgado.

Eles eram vizinhos e, segundo as investigações, o desentendimento surgiu em virtude de um namoro não consentido entre Francisco e Cleane Silva dos Santos, que é prima dos acusados.

Conforme decisão do juízo de Bom Jardim, a pena imposta a Raimundo Nonato Mendes Alves deve ser cumprida inicialmente em regime fechado, após a expedição do mandado de prisão para a Comarca de Senador Canedo (GO), onde atualmente reside o apenado.

OS CRIMES

De acordo com a denúncia do Ministério Público, na ocasião dos crimes, Eliésio convidou Francisco para ir até sua casa mostrar-lhe uma arma. Lá chegando, o acusado pegou a arma que estava no chão, coberta por um pano, e, sem dar chances de defesa a Francisco das Chagas, atirou-lhe duas vezes, sendo uma na cabeça e outra no pescoço.

Depois do primeiro disparo, Raimundo Nonato Cordeiro da Silva saiu correndo de sua casa para saber o que estava acontecendo. Ao chegar à porta de Eliésio, também foi por este alvejado com um disparo que lhe atingiu o rosto, causando-lhe a morte.

Não satisfeito, Eliésio ainda tentou tirar a vida de Valdirene Alves Cordeiro da Silva, que foi ao local para tentar socorrer Francisco das Chagas. O acusado apontou a arma para a cabeça de Valdirene e puxou o gatilho, contudo não havia mais munição. Insatisfeito, deu-lhe uma coronhada no rosto, ferindo-lhe os lábios e fugindo em seguida.

PARTICIPAÇÃO DE RAIMUNDO NONATO ALVES

Mesmo após a sequência de fatos violentos, Raimundo Nonato Mendes Alves desferiu três facadas nas costas de Francisco das Chagas e fugiu na companhia do irmão Eliésio. Por meio da defesa, Raimundo Nonato requereu sua absolvição, alegando que a vítima já se encontrava morta quando desferiu-lhe as facadas.

O Ministério Público do Maranhão foi representado, na primeira fase do processo, pelo promotor de justiça Marco Antonio Santos Amorim, que ofereceu a denúncia contra os dois acusados em 14 de março de 2011. À época, foi requerida a prisão preventiva dos dois irmãos, que estavam foragidos.

Durante o julgamento de Raimundo Nonato Mendes Alves, o órgão ministerial foi representado pelo atual titular da Promotoria de Justiça de Bom Jardim, Fábio Santos de Oliveira. O Tribunal do Júri foi presidido pelo juiz Bruno Barbosa Pinheiro.

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