quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Janeiro Roxo: prevenção à hanseníase é intensificada pela Secretaria da Saúde em Santa Helena



A Prefeitura de Santa Helena está realizando nas unidades de saúde da rede municipal ações de combate à hanseníase. A iniciativa faz parte da programação alusiva ao Janeiro Roxo, mês de conscientização e mobilização dedicado à prevenção e tratamento da doença. 

As ações promovidas nas unidades consistem de consultas e exames dermatológicos, palestras, rodas de conversas, entre outras atividades de conscientização acerca do problema. A iniciativa integra a política de saúde preventiva executada na gestão do prefeito Zezildo Almeida. As ações são coordenadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus).

O titular da Semus, Fábio Silva, alertou para o engajamento da população no combate a hanseníase, patologia que ainda acomete milhares de pessoas no país. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 25,2 mil casos da doença em 2016, número que representava 11,6% do total global de ocorrências.

Por isso precisamos estar alerta. As ações estão sendo intensificadas durante o Janeiro Roxo, mas este é um serviço que é disponibilizado o ano todo em nossa rede de saúde básica, por determinação do prefeito Zezildo. E o exame precisa ser feito o quanto antes, pois a doença pode ser diagnosticada em um simples exame clínico ambulatorial", observou Fábio.

Entre as ações alusivas à campanha, a Prefeitura realizou nesta semana palestras para prevenção da doença, no Centro de Saúde Antenor Abreu, abordando a história da doença, diagnóstico e tratamento.

A rede municipal de saúde oferece gratuitamente o tratamento. Todas as pessoas que convivem ou conviveram com o paciente de hanseníase devem ser examinadas também, pois a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa.

A pele também pode ter alteração da sensibilidade e o paciente não sente ou tem diminuição da sensibilidade ao calor, frio, dor ou mesmo ao toque. É comum o doente ter sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nos pés e mãos e, em algumas áreas, pode haver diminuição do suor e de pelos. A pessoa acometida pela patologia pode ter ainda dificuldades para segurar objetos, pode queimar-se e não sentir. Ainda como sintoma da doença é comum o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular.

A hanseníase não é hereditária. É causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e sua transmissão acontece de pessoas doentes sem tratamento para pessoas saudáveis, pelas vias aéreas superiores (tosse, espirro, fala). Mas a hanseníase tem cura e quanto mais cedo o tratamento, menores são as agressões aos nervos e as complicações decorrentes da patologia. O paciente que inicia o tratamento não transmite a doença a familiares, amigos, colegas de trabalho ou escola. 

O tratamento da hanseníase é simples e leva de seis meses a um ano. Em qualquer estágio da doença, o paciente recebe gratuitamente os medicamentos para ingestão via oral.

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