sábado, 16 de fevereiro de 2019

11 Barragens no Maranhão vão passar por fiscalização do CREA-MA



No total, o Maranhão conta com 11 barragens que necessitam de fiscalização por parte dos órgãos competentes. O alerta surgiu após o rompimento de barragem em Brumadinho, Minas Gerais, e a inundação em Pinheiro, município maranhense, que acometeu centenas de famílias e mobilizou o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA-MA) a fazer a vistoria de todas as estruturas do estado. A fiscalização deve iniciar ainda este mês.

A decisão foi feita após a Reunião Extraordinária da Câmara Especializada de Engenharia Civil, Geologia e Minas no último dia 7, com o presidente do CREA-MA, Berilo Macedo, assessores e técnicos. Além de vistoriar as barragens, a comissão composta por três engenheiros civis especializados e um geólogo terá como objetivo checar se o órgão responsável por cada uma delas está cumprindo seu papel de manutenção e se os profissionais estão habilitados para o trabalho. Caso contrário, os proprietários serão autuados e responsabilizados.

“Identificando algumas irregularidades que possa trazer risco à população e ao meio ambiente, nós vamos notificar o órgão responsável para que tome as providências para essa situação. Este é o modelo que iremos adotar para todas as barragens”, explica o presidente do CREA. “Se identificarmos, nesta vistoria, alguma anormalidade, nós vamos notificar e dar a informação à sociedade sobre o que foi detectado”, completou.

Barragem de Pinheiro

Na última segunda-feira (11), o cabo de uma das três comportas da Barragem do Rio de Pericumã se rompeu e alagou os bairros Matriz, Campinho, Floresta e Dondona Soares, em Pinheiro, interior do Maranhão. Cerca de 100 famílias precisaram sair de suas casas.

Barragens no Maranhão

Das 11 barragens do Maranhão, sete são de contenção de resíduos – como a de Brumadinho – e as outras quatro são de vazão – como a de Pinheiro. Seis das de rejeitos ficam em São Luís, de propriedade da Alumar, contendo restos de bauxita: I, II, III, IV e V e Lago de Resfriamento; a sétima é a Barragem do Vené, localizada no interior de Godofredo Viana, que extrai ouro e pertence à empresa Aurizona.
Quanto às estruturas nos rios para a geração de energia elétrica e contenção de água, a capital conta com uma, no Rio Itaqui-Bacanga. As outras três são a Hidrelétrica do Estreito, no interior de mesmo nome; a de Pericumã, em Pinheiro, onde ocorreu a inundação nesta semana; e a Barragem de Flores, no município de Joselândia, sobre a qual a FAMEM formalizou um pedido de ajuda quanto à fiscalização, temendo um acidente.

Sobre riscos, denúncias foram recebidas somente em relação à barragem do Rio Bacanga, em 2016. O CREA realizou a vistoria naquele ano e encaminhou as providências necessárias ao Sinfra, órgão responsável. Parte delas já foram tomadas. “O trabalho em cima desta barragem já existe”, explica Macedo. Quanto às outras, a previsão é que comece ainda em fevereiro e perdure até depois do carnaval.

O Crea também fará deliberações para que se assine convênios com órgãos públicos para fiscalização das obras. Responsável pela fiscalização destas obras também estão a Agência Nacional de Água, no caso das barragens nos rios, e a Agência Nacional de Minas, para com as barragens de rejeitos.

0 comentários:

Postar um comentário

Busque aqui

Curta a Página do Blog do Neto Weba

CUIDE DO SEU SORRISO

CUIDE DO SEU SORRISO

INTERNET EM ALTA VELOCIDADE

INTERNET EM ALTA VELOCIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Prefeitura executa novas obras de pavimentação em Godofredo Viana