segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Família doa órgãos de PM que morreu após tentar impedir assalto

Antônio Hélio morreu na noite do último sábado, no Hospital Metropolitano.
O PM e a mulher foram atingidos por tiros no centro comercial na quinta, 7.




A família do sargento da Polícia Militar Antônio Hélio, que morreu após ser baleado ao tentar impedir a fuga de assaltantes no bairro do Comércio na última quinta-feira (7), em Belém, autorizou, neste domingo (10), a doação de órgãos do paciente. O PM e a esposa foram atingidos por tiros durante a ação dos suspeitos. A mulher dele morreu na hora.
Segundo a assessoria do Hospital Metropolitano, em Ananindeua, região metropolitana de Belém, onde o sargento estava internado desde a última quinta-feira, foram realizados todos os exames de sorologia para definição de compatibilidade dos órgãos. O procedimento  ocorreu durante a noite deste domingo (10).
Familiares e amigos que estavam no Hospital Metropolitano lamentaram a morte do policial militar. "A gente foi pego de surpresa, todo mundo achava que ele ia sair dessa", afirmou o amigo de Antônio Hélio, Francisco Xavier, também sargento da PM e presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar. Segundo Xavier, ainda não foi confirmado onde será velado o corpo da vítima, mas a previsão é que a cerimônia ocorra na manhã de hoje segunda-feira (11).
"Ninguém esperava, estamos todos muito tristes. Cada vez mais os policiais têm medo de sair para trabalhar e não voltar para casa. Precisa haver uma mudança. O Governo do Estado precisa fazer alguma coisa para mudar isso", reclamou a policial militar Sinamor Tavares.
Entenda o caso
O crime ocorreu no início da tarde de quinta-feira (7), quando o sargento, que estava de folga em seu carro particular com a esposa, Feliciana Mota, identificou assaltantes em fuga no centro comercial de Belém. Segundo testemunhas, o policial teria jogado o carro contra os assaltantes, que trocaram tiros com o policial e fugiram.
Feliciana Mota (Foto: Tarso Sarraf/O Liberal)Feliciana Mota morreu após ser baleada durante fugade assaltantes no centro comercial de Belém
O PM, de 48 anos, deu entrada no hospital na tarde da última quinta-feira (7) e foi submetido a três horas e meia de cirurgia. Após os procedimentos, foi transferido para Unidade de Terapia Intensiva(UTI), apresentando estado de saúde gravíssimo e instável. Antônio Hélio morreu no início da noite do último sábado (9) no Hospital Metropolitano, após ter morte encefálica.
Feliciana foi atingida pelos tiros durante a tentativa do marido de impedir a fuga de ladrões. Ela morreu na hora. Amigos e familiares de Feliciana, que era presidente da Associação de Familiares da Polícia Militar, realizaram na manhã do último sábado (9) uma passeata pelas ruas de Belém até o cemitério Santa Izabel, no bairro do Guamá, onde o corpo foi enterrado.
Fonte G1 Pará

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