sábado, 21 de março de 2026

60% dos brasileiros dizem não confiar no STF, aponta pesquisa

Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (20) afirma que 60% dos brasileiros declaram não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF); 34% afirmam confiar e 4% não souberam ou não quiseram responder.

A desconfiança é a mais alta na série histórica observada pelo levantamento.

Em janeiro de 2023, 45% diziam confiar no Supremo, enquanto 44% desconfiavam da Corte.

O número de opositores atingiu seu maior patamar anterior em agosto de 2025, quando chegava a 51,3%, quase nove pontos percentuais a menos que o registrado neste mês de março.

Foi nesse mesmo ano que a credibilidade do STF passou a sofrer uma queda constante.

Na série histórica, o resultado deste ano representa um aumento de 15 pontos percentuais na desconfiança da população em relação à mais alta instância do Poder Judiciário.

Ao analisar a imagem dos ministros, Dias Toffoli é o mais desgastado. O ministro teve um aumento de 31 pontos percentuais na rejeição desde agosto de 2025 e se tornou o membro da Corte com a pior imagem para 81% dos entrevistados.

Quase metade (49,3%) também defende seu impeachment por suspeitas de ligação com o caso do Banco Master.

Neste ano, Toffoli quase foi declarado suspeito no caso envolvendo Vorcaro no Supremo, mas abandonou a relatoria antes que o processo solicitando sua remoção fosse levado adiante pelo Tribunal.

O caso se soma a uma lista de questionamentos sobre a imparcialidade dos ministros em processos emblemáticos para o país, como a relatoria de Alexandre de Moraes sobre os condenados na trama golpista e nos atos de 8 de janeiro — ambos, episódios em que um dos principais alvos era o próprio ministro.

Na lista dos menos benquistos pela população, Gilmar Mendes aparece em segundo lugar (67%), atrás de Toffoli, e Moraes ocupa a terceira posição (59%).

Segundo a pesquisa, 59,5% dos entrevistados avaliam que a maioria dos ministros do STF não demonstra competência e imparcialidade, contra 34,9% que avaliam positivamente.

Os cruzamentos demográficos feitos pelo instituto mostram que, entre os eleitores de Lula, há uma piora relevante na avaliação: a percepção positiva da Corte caiu 22,7 pontos percentuais desde 2025, e a negativa subiu 19,2 — um resultado que contrasta com outros levantamentos, nos quais esse eleitorado costuma ver o STF como aliado do governo.

A crise de imagem do Tribunal atingiu de forma generalizada a maior parte dos ministros, que passaram a ter avaliação expressivamente negativa. A exceção é o ministro André Mendonça, atual relator do caso Master, que teve melhora em sua imagem, alcançando saldo positivo de 43%.

Para 66,1% dos entrevistados, há envolvimento direto de ministros do Supremo no caso do Banco Master. A percepção reforça a visão geral de interferência externa na Corte: 76,9% acreditam que há muita influência de políticos, partidos ou grupos nos julgamentos do STF; 13% enxergam algum grau de influência externa; 6,1% afirmam que o processo é conduzido da maneira correta; e 3,9% não souberam opinar.

Para 53% dos ouvidos pelo levantamento, o processo de liquidação do Banco Master não deveria ser julgado pelo Supremo, enquanto 36,9% acreditam que o caso deve permanecer na Corte.

A pesquisa AtlasIntel ouviu 2.090 entrevistados entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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