sexta-feira, 9 de maio de 2025

Advogado é condenado por matar cliente com chumbinho para ficar com R$ 265 mil

Advogado Victor Henrique da Silva Ferreira foi condenado por matar José Gonçalves (Foto: Divulgação)

O advogado Victor Henrique da Silva Ferreira Gomes foi condenado, na noite desta quinta-feira (8), a 26 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, apropriação indébita majorada e ocultação de cadáver. Ele foi considerado culpado pela morte do guarda municipal José Gonçalves Fonseca, assassinado com veneno em 2017, em Fortaleza (CE).

Segundo as investigações, o crime teve motivação financeira. José Gonçalves havia contratado Victor para representá-lo na compra de um imóvel avaliado em R$ 365 mil, parte de um inventário judicial. Como já havia pago R$ 100 mil, o guarda transferiu os R$ 265 mil restantes diretamente para a conta do advogado, que se comprometeu a cuidar da transação.

Em vez de realizar o negócio, o advogado passou a gastar o valor. Pressionado pela devolução do dinheiro, atraiu a vítima para um encontro sob o pretexto de resolver a situação. José Gonçalves desapareceu no dia 6 de março de 2017. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado em uma área de matagal, no bairro Dunas, coberto por folhas secas. A causa da morte foi insuficiência respiratória provocada por ingestão de chumbinho, um veneno usado para matar ratos.

Victor Henrique foi preso preventivamente no mesmo ano e permaneceu detido até 2020, quando passou a responder ao processo em liberdade. O julgamento, marcado e adiado diversas vezes desde 2023, teve início na última quarta-feira (7) e foi concluído nesta quinta-feira com veredicto unânime do júri popular.

O réu não compareceu ao julgamento. Após a sentença, foi expedido mandado de prisão para cumprimento imediato da pena. Cabe recurso da decisão, mas ele deverá aguardar o desfecho preso.

A assistente de acusação, advogada Jéssica Rodrigues, que atuou ao lado da advogada Sarah Suzye, classificou a sentença como um marco após anos de espera:

“Foram oito anos e seis adiamentos. A justiça foi feita. Cada etapa do processo exigiu reviver a brutalidade de um crime que deixou marcas profundas na família da vítima”, afirmou Jéssica.

O caso também expôs fragilidades na relação entre cliente e advogado em contextos de confiança familiar. Victor era casado com uma sobrinha da vítima, o que facilitou o acesso ao dinheiro e à confiança de José Gonçalves.

Com a condenação, o processo entra agora em fase de recursos, mas a Justiça determinou a prisão imediata do condenado para cumprimento da pena enquanto a decisão é contestada em instâncias superiores.

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