quinta-feira, 10 de abril de 2025

Acusado de matar a própria esposa com tiro no rosto é condenado a 24 anos de prisão em Buriticupu, no MA


Celeuma foi morta pelo marido, Claudeonor, e deixou carta em que pedia para os filhos
não ficarem com ele. — Foto: Divulgação/Polícia Civil


O Tribunal do Júri de Buriticupu condenou o réu Claudenor Oliveira Maciel pelo feminicídio da própria mulher dele, Celeuma Viana de Sousa, de 42 anos. A vítima foi assassinada com um tiro no rosto no dia 9 de julho de 2023.

O júri popular foi realizado nessa segunda-feira (7) e presidido pelo juiz Flávio Gurgel, titular da 1ª Vara de Buriticupu e respondendo pela 2ª. Ao final do julgamento, Claudenor recebeu a pena de 24 anos e meio de prisão.

Consta na denúncia, que a vítima estava deitada no quarto descansando, enquanto seus filhos, de 16 e 9 anos, aguardavam a chegada de um entregador de pizza. Nesse momento, Claudenor chegou no local, em visível estado de embriaguez, e foi em seguida em direção ao quarto em que estava a esposa.

Após breve discussão, ele teria afirmado o seguinte: “Fala mais alguma coisa aí pra ver como te dou seis tiros na tua cara”. Logo depois, ele se aproximou da mulher e deu um tiro à queima-roupa no rosto dela.

Depois do crime, o denunciado, ainda com a arma em punho, falou para a filha que havia matado Cleuma e logo após fugiu do local.

Segundo as investigações, Claudenor ainda encaminhou um áudio para uma testemunha, confessando a autoria do feminicídio.

Durante a apuração dos fatos, foram colhidos depoimentos de testemunhas, que afirmaram que o relacionamento do denunciado e a vítima era bastante conturbado, sobretudo pelo fato do mesmo proferir ofensas, agressões e ameaças de morte quando fazia uso de bebida alcoólica.

“O crime bárbaro praticado pelo denunciado chocou a população da cidade, bem como repercutiu em matérias de jornais de grande circulação e em redes sociais [...] Dos autos verifica-se que a motivação para o crime decorreu de mera discussão e pelo fato da vítima de não ter atendido a ordem do denunciado para que ficasse calada, de onde se extrai a desproporcionalidade e a futilidade do motivo”, pontuou o Ministério Público na denúncia.

Para o MP, o denunciado valeu-se de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois Cleuma foi alvejada na cabeça com tiro à queima-roupa quando estava deitada na cama.

“Por fim, a conduta praticada pelo denunciado constituiu a figura do feminicídio, pois teve como vítima a mulher em circunstâncias de violência doméstica”, pontuou.

Para o juiz Flávio Gurgel, a celeridade nos julgamentos, especialmente em casos de feminicídio, é fundamental para que a resposta do processo seja alcançada de forma oportuna, seja ela qual for.

“Levar o caso ao Tribunal do Júri neste momento teve exatamente esse propósito, que é assegurar que as famílias e a sociedade, como um todo, recebessem uma resposta célere e consoante o entendimento dos jurados, que, neste ato, representam a comunidade local”, observou.

Relembre o crime


O caso aconteceu por volta das 20h na Rua da Caeminha, onde o casal morava. Celeuma, que era conhecida como 'Cleuma', foi morta com um tiro na cabeça, em cima de uma cama. Logo depois, Claudeonor não foi mais visto na cidade.

Segundo a Polícia Civil, o casal tinha três filhos, sendo duas crianças e uma adolescente. Uma das filhas afirmou, em depoimento, que viu o pai entrando na casa e ouviu o disparo.

Parentes da vítima entregaram à Polícia Civil, uma carta escrita em 2022, em que Cleuma pede para os filhos não ficarem com o pai, pois suspeitava que poderia morrer.

"Se vier a acontecer alguma coisa comigo, eu não quero que meus filhos fiquem com o pai. Ele é uma pessoa muito agressiva, tem 17 anos que eu sofro na mão dele agressões física, verbal e psicológica, fora as humilhações que ele faz comigo. Ele é um psicopata. Eu quero que alguém da minha família cuidem deles", diz a carta.

Segundo familiares, carta deixada por Cleuma, em 2022, 
já indicava que ela poderia ser morta pelo marido — Foto: Arquivo pessoal


Após a morte de Celeuma, os três filhos do casal ficaram sob os cuidados da avó materna, segundo o Conselho Tutelar de Buriticupu.

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