quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Homem que matou companheira com tiro no rosto é condenado a mais de 19 anos de prisão em São Luís



O réu Moizaniel Alves dos Santos, de 38 anos, conhecido como “Calanguito”, foi condenado a 19 anos e três meses de reclusão, por ter matado a própria companheira Esliane Eduardo Vilar. O crime aconteceu no dia 4 de julho de 2024, por volta das 13h dentro da residência onde o casal morava, no bairro Tibiri, em São Luís.

Ele foi julgado na manhã desta quinta-feira (6) pelo 1º Tribunal do Júri de São Luís. Após o julgamento, Moizaniel foi levado de volta para a Penitenciária de Pedrinhas, onde está já estava preso. Ele já tem outra condenação pelo crime de tráfico de drogas.

Durante a sessão do júri, foram ouvidas cinco testemunhas, entre elas a mãe de Esliane Eduardo Vilar e uma irmã do acusado. Ao ser interrogado, o réu disse que a acusação contra ele era verdadeira e que cometeu o crime por ciúmes que sentia da companheira. Familiares da vítima acompanharam o julgamento.

Moizaniel foi condenado por homicídio, com as qualificadoras de feminicídio (no contexto de violência doméstica e familiar e menosprezo à condição de mulher), uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e motivo torpe.

O julgamento foi presidido pelo juiz Gilberto de Moura Lima, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Atuou na acusação o promotor de justiça Benedito Barros Pinto e na defesa, defensora pública Caroline Malaquias Pinheiro Teles.

Na sentença condenatória, o juiz destacou que Esliane Eduardo Vilar não contribuiu para o crime e que não houve provocação por parte da vítima no momento dos fatos. O réu deverá cumprir a pena em regime inicial fechado, na Penitenciária de Pedrinhas.

Esliane, que era manicure e tinha 23 anos de idade, deixou órfã uma filha de quatro anos, de um relacionamento anterior.

O crime

Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia do crime a vítima estava em casa se arrumando para sair e o companheiro disse que ela não sairia porque precisavam conversar.

Como a mulher insistiu em sair, o réu pegou um revólver calibre 38, que estava guardado no armário do quarto e atirou no rosto de Esliane.

Depois de permanecer no interior da residência junto ao corpo da vítima por mais de quatro horas, Moizaniel deixou a arma na casa e foi até a residência da irmã dele, que mora na mesma rua, onde confessou que havia assassinado a companheira e pediu para que a irmã chamasse a polícia.

A irmã de Moizaniel chamou o socorro médico e a polícia. O acusado foi preso no local.

Ainda segundo a denúncia, o acusado, que seria traficante de drogas, conviveu em união estável com a vítima por um período de sete meses e, frequentemente, praticava violência doméstica contra ela.

Consta também que, uma semana antes do feminicídio, as discussões se intensificaram, porque o réu tinha ciúmes da companheira.

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