quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Falso médico que matou paciente no Maranhão é condenado a prisão domiciliar



Na última terça-feira (03) terminou o júri popular do enfermeiro Alberto Rodrigues da Silva pelos crimes relacionados à morte da esteticista Erinalva de Jesus Dias, na qual ele fez uma cirurgia plástica, em 2023, dentro do hospital municipal de Lago dos Rodrigues.

Na decisão, o júri condenou Alberto Rodrigues a pena de pouco mais de dois anos de prisão. Porém, como o réu já havia passado um ano e cinco meses preso, ele irá cumprir apenas sete meses de prisão domiciliar. A sentença deixou frustrada a família da vítima, que esperava que Alberto cumprisse mais tempo preso.

O julgamento aconteceu no Fórum de Justiça de Lago de Pedra e começou na segunda-feira (02). O julgamento deveria ter sido realizado em novembro, mas a Justiça decidiu mudar o local. Antes, o local seria em Lago dos Rodrigues, em uma creche, porque o município não possui um espaço destinado ao júri. O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) também alegou que uma informação sigilosa sobre o depoimento de uma testemunha foi vazada antes do julgamento, o que poderia influenciar a decisão dos jurados.

O procedimento cirúrgico e a morte

Erinalva de Jesus Dias, mais conhecida como Ery, morreu após se submeter à operação conhecida como “Lipo Lad” (drenagem e definição da barriga), no dia 31 de maio de 2023. O procedimento foi realizado de forma clandestina no Hospital Municipal Raimundo Joaquim de Sousa, em Lago dos Rodrigues. De acordo com informes locais, a unidade de saúde não dispõe de aparato médico para realizar cirurgia plástica.

Ery, que trabalhava oferecendo a clientes o procedimento que acabou provocando sua morte, decidiu, por conta própria, se submeter à cirurgia.

Conforme a apuração dos fatos, Ery deu entrada no hospital por volta das 22h de quarta-feira, 31, de maio. Durante a cirurgia, a paciente passou mal e precisou ser encaminhada às pressas para o Hospital Regional de Bacabal. Segundo relatos, o médico responsável pelo procedimento clandestino acompanhou a mulher na ambulância.

Também circulam informações de que a paciente fez o longo percurso na ambulância entre Lago dos Rodrigues e Bacabal sem oxigênio. A paciente deu entrada no Hospital Laura Vasconcelos em estado gravíssimo e, no dia seguinte, foi declarada a morte cerebral.

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