terça-feira, 12 de novembro de 2024

Morre sargento piauiense baleado em discussão com PM do Maranhão

O sargento João de Deus foi morto a tiros pelo
PM Raimundo Linhares

O sargento João de Deus Teixeira dos Santos, da Polícia Militar do Piauí, morreu na segunda-feira, 11, após ser baleado na cabeça durante uma discussão com o policial militar do Maranhão, Raimundo Linhares, em Teresina.

O caso ocorreu no dia 5 de novembro e, segundo o delegado Francisco Costa, conhecido como Baretta, que coordena o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o desentendimento teria sido motivado por uma disputa por vaga de estacionamento.


Em depoimento, o PM Raimundo Linhares alegou legítima defesa, afirmando que, ao retornar para o seu veículo, encontrou o carro do sargento João de Deus em colisão com o seu.

Ao questionar o sargento sobre o ocorrido, Linhares relata que foi recebido com deboche.

Ele também afirmou que João de Deus sacou uma arma e disparou, o que o levou a buscar proteção atrás do carro antes de revidar e atingi-lo.


As investigações prosseguem com a coleta de depoimentos e realização de perícias.

Ambas as armas dos policiais foram apreendidas e enviadas para análise balística, assim como o veículo de Linhares, onde foram encontrados projéteis.



Reconstituição

Com a morte do sargento reformado da Polícia Militar do Piauí, João de Deus Teixeira dos Santos, de 67 anos, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga agora o homicídio.

De acordo com o delegado Baretta, coordenador do DHPP, testemunhas já foram chamadas para depor, perícias foram solicitadas, as armas foram apreendidas, os veículos passaram por perícia e a reprodução simulada dos fatos, reconstituição, foi solicitada ao Instituto de Criminalística.

A expectativa da polícia é que a reconstituição possa esclarecer a dinâmica do ocorrido e se as narrativas colhidas estão de encontro com o dia do crime. Segundo o delegado, existem algumas divergências em relação às narrativas apresentadas até aqui.

“Estamos solicitando ao Instituto de Criminalística a máxima urgência para realizar a reconstituição para que possamos com outros elementos se concluir o inquérito policial. Temos disparos no carro do soldado. Temos que saber em que ângulo esses disparos foram feitos, a posição que estava o atirador, a altura do atirador. Ele alega que agiu em legítima defesa atirando contra o sargento, temos que ver a posição em que ele estava. Uma das munições feriram a cabeça dele que levou à morte. Portanto temos como dizer na balística qual era a posição de cada um dos envolvidos naquela celeuma que levou a morte do sargento”, explica o delegado.

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