quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Nas redes, golpistas associam detenção em ginásio a ‘campo de concentração nazista’

Após os ataques que destruíram os prédios do Planalto, do Congresso e do STF no domingo (8), mais de mil bolsonaristas foram detidos por suspeita crimes cometidos durante os atos extremistas. Uma parte deles foi alocada para triagem na Academia Nacional da Polícia Federal, em Brasília. Com acesso a celulares e a internet, golpistas continuavam a publicar vídeos na internet, reclamando das condições da detenção e pedindo por novos atos.

Na terça (10), porém, bolsonaristas passaram a comparar nas redes sociais a triagem no ginásio da PF a um “campo de concentração nazista”, acusando novo governo Lula (PT) de promover um “Holocausto”.

Alguns chamavam as forças de segurança de “Gestapo” —a polícia política do regime nazista —outros alegavam que não havia acesso à água ou alimentação e que os direitos humanos dos detidos estavam sendo violados. Até a notícia falsa de que uma idosa havia morrido nas detenções circulou entre as postagens. No Twitter, as hashtags “Direitos Humanos”, “Holocausto” e “LulaGenocida” estiveram entre as mais comentadas na plataforma.

“Em nome da democracia o Brasil acaba de ressuscitar os campos de concentração nazista. 1.200 pessoas que estavam no QG e não tem nenhuma ligação confirmada com o vandalismo de ontem estão detidas crianças, idosos e família”, escreveu o deputado federal Gustavo Gayer (PL), eleito por Goiás.

Os posts bolsonaristas foram rebatidos por outros internautas, que apontavam marmitas de comida nas fotos tiradas no ginásio e criticavam a comparação dos ginásios com campos de concentração.

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