terça-feira, 19 de outubro de 2021

Proposta de governadores poderá baixar gasolina para R$ 4,50

O governador Wellington Dias (PT), presidente do Consórcio Nordeste, confirmou uma reunião entre governadores dos estados e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (União Brasil) marcada para a próxima quinta-feira (21).

De acordo com Wellington Dias, será apresentada uma alternativa viável e que, segundo ele, poderá reduzir o preço da gasolina para R$ 4,50. Trata-se de um Fundo de Equalização de Combustíveis em consonância com os 26 estados brasileiros e Distrito Federal. Para ele, a medida será capaz de trazer estabilidade aos preços no país.

“É o fundo de equalização do combustível. Se nesse instante for capitalizado o fundo de equalização do combustível, nós vamos ter a gasolina, por exemplo, a R$ 4,50. Esse é o preço normal com o fundo de equalização do combustível. Se for só a proposta da Câmara tem um ganho de R$ 0,40. É um ganho? É um ganho, mas muito aquém e pior, ela não resolve para sempre. O fundo de equalização resolve agora, próximo ano, ele dá uma estabilidade”, ressaltou Wellington Dias.

O encontro entre governadores e Rodrigo Pacheco faz parte de uma investida para tentar barrar a proposta que tramita no Congresso e que poderá mudar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Aprovada na Câmara Federal, a medida poderá levar a uma perda de arrecadação de pelo menos R$ 24 bilhões em arrecadação, e gerou uma reação imediata por parte dos gestores.

“Nós governadores, temos a clareza que do jeito que a proposta saiu da Câmara provoca um grande desequilíbrio em vários estados. Para dar uma solução [precisamos fazer] o que o Brasil praticou até antes do governo Jair Bolsonaro. A partir da mudança feita em 2016 começou a ter problema em 2017. É com o Fundo de Equalização de Combustíveis que vamos ter a gasolina da R$ 4,50. Se for só a proposta da Câmara temos um ganho de só 40 centavos”, explicou.

O governador questionou também a política que vem sendo adotada pelo governo federal frente à Petrobrás.

“Se essa mudança [aprovada na Câmara] fosse feita há 15 dias já não valia mais nada, pois houve um aumento de 7% da Petrobrás. O mesmo governo atua que nem papagaio, dá com o pé e tira com o bico. Isso não é alternativa”, frisou.

Na reunião, o grupo também tratará sobre a reforma tributária. O petista defende uma mudança ampla e não apenas uma alteração pontual como a da proposta. As declarações foram dadas em entrevista ao Cidadeverde.

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