domingo, 11 de abril de 2021

Escola Digna: solidariedade para enfrentamento da pandemia



Quando Paulo Freire afirmou que “a educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem […]” (Freire, 1974), referia-se à solidariedade, ao exercício intencional do amor ao próximo, na relação educador e educando, independente da realidade imposta, unidos no enfrentamento às adversidades. É nesse contexto que a Educação, no Governo Flávio Dino, caminha, sobretudo nesse momento desfavorável de pandemia, quando a coragem e a fé são componentes indispensáveis para transpor os desafios impostos.

Os alicerces da Escola Digna são a solidariedade e o respeito ao ser humano, por isso ultrapassa a estrutura física, estende-se a diversas áreas, que perpassam a educação, notadamente por congregar as múltiplas necessidades das pessoas, sejam físicas ou emocionais. Nesse sentido, a Secretaria de Estado da Educação empreende, desde o início da pandemia, um conjunto de ações intersetoriais para atender a população maranhense, em diferentes campos sociais, conjugando esforços com outras órgãos de governo.

A estratégias traçadas por equipes da Secretaria para garantir o direito à aprendizagem adequada aos estudantes maranhenses, no atual cenário, são referências, hoje, para diversos organismos de educação do país e na imprensa nacional. Cito as videoaulas transmitidas em canal aberto na TV Educação Caminho para o saber; aulas pelo rádio, em formato de podcasts; canais do Youtube; a Plataforma Gonçalves Dias, que, de forma híbrida, hospeda conteúdos digitais do Ensino Médio, pré-vestibular e conteúdo audiovisual; 240 mil chips com pacotes de dados de internet, distribuídos a professores e estudantes, neste ano, sem mencionar aqueles entregues no ano passado; materiais impressos, apostilas e a formação remota de professores. Exemplos de ferramentas que, neste momento, estão atendendo estudantes, assegurando a manutenção do vínculo com a educação.

Todavia o caminho da solidariedade sempre nos inspira a ir além. Neste momento, Escolas Dignas de Pedreiras e Trizidela do Vale estão servindo para abrigar as famílias afetadas pela cheia do rio Mearim. Da mesma forma, ocorre no município de Pindaré, em atendimento às solicitações dos gestores municipais para o socorro desses irmãos maranhenses.

No campo da saúde pública, seguindo a determinação do governador Flávio Dino, colocamos as Escolas Dignas do Maranhão totalmente à disposição das prefeituras municipais para que funcionem como pontos de vacinação da população contra a Covid-19. Na última semana, recebi imagens que alegraram meu coração. Com nossas escolas abertas para a vacinação dos grupos prioritários, vi o Centro de Ensino Chagas Costa, em Igarapé Grande. Também tive notícia sobre o Centro de Ensino Padre João Batista Teixeira, em Amarante no Sul do Maranhão; o Centro de Ensino Estado Ceará, em Bacabal; em Caxias, o Centro de Ensino Inácio Passarinho; o Centro Educa Mais Dom Marcelino de Milão (Barra do Corda), e o CE Profa. Leuda da Silva Cabral, no município de Santa Inês, todos pontos de vacinação. Em São Luís, também deixamos à disposição da prefeitura o Convento das Mercês e escolas da capital que têm potencial para servirem como locais de vacinação.

Andamos mais. A Seduc fez a doação de máscaras ao Corpo de Bombeiros para serem destinadas aos bombeiros, que fazem a distribuição de cestas básicas e de 10 mil chips de internet para estudantes das escolas militares municipais, mantidas com a parceria do CBM. Em parceria com as Secretarias de Segurança e Saúde, possibilitamos, pelo Programa Maranhão Profissionalizado, a gravação das aulas para o 4º curso de Operador de Suporte Médico, realizado de forma online, pelo CTA. Ainda com a Saúde, fizemos a distribuição de chips aos estudantes de diferentes regionais do Estado, nas mesmas aeronaves que levaram as vacinas contra a Covid-19, uma estrutura logística jamais vista em território maranhense.

São esses fatos que elevam a Educação do governo Flávio Dino muito além das obras e da aprendizagem adequada, alcançando o patamar da solidariedade, onde a Escola Digna não se limita às paredes e tijolos, porque esses não ensinam, nem tampouco aprendem, mas tocando pessoas, que precisam ser assistidas com políticas públicas efetivas.

E a Escola Digna tem um papel preponderante para auxiliar e trabalhar em conjunto com outras secretarias e órgãos de Estado, agindo com coragem, amor e fé. Aqui ressalto as escrituras sagradas: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” Tiago, 2: 17 e 18.

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