terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Taxa de ocupação de leitos de UTI para tratamento da doença continua em alta na Grande Ilha de São Luís e no município de Imperatriz.



O médico infectologista Eudes Simões Neto, professor do curso de Medicina da UFMA e coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospital do Hospital São Domingos, afirmou nesta segunda-feira (01), por meio de comunicado enviado ao corpo clínico da unidade de saúde privada de São Luís, que a segunda onda do novo coronavírus no Maranhão já é uma realidade.

No documento, que vazou em vários grupos de mensagem, Simões Neto disse que o aumento do número de casos de Covid já está impactando os serviços, tanto públicos quanto privados.

“A previsão é que vivamos momentos mais difíceis que na primeira onda (em termos de número de casos e número de mortes)”, comentou.

O médico apontou três motivos para o cenário: “Todos estão cansados e sem a mesma disposição para aderir às medidas restritivas. As novas variantes existentes têm maior transmissibilidade e, ainda mais preocupante, provável capacidade de evasão do sistema imune, aumentando os casos de reinfecção. Teremos que lidar com a demanda da Covid-19 e das patologias agudas que não conseguem ser mais reprimidas”, relatou.

Ele orientou os demais profissionais do Hospital a usarem máscara o tempo inteiro; evitarem aglomerações e o cruzamento de fluxo; promover testagem e isolamento de sintomáticos e contactantes; além de não menosprezar os sintomas.

Em nota, a diretoria do São Domingos informou que as ponderações do médico trataram-se de comunicação interna, dirigida ao seu corpo clínico diante das novas observações científicas e epidemiológicas cujo objetivo foi recomendar a intensificação de cuidados em relação à prevenção de infecção pela Covid-19.

“Esclarece, ainda, que, diante de muitas incertezas, e previsões que podem ou não se concretizar, devemos estar preparados para continuar fazendo o nosso melhor em prol da nossa sociedade. É certo que o número de casos novos e demanda por leitos no estado têm aumentado, como mostram os boletins estaduais, e o da nossa instituição (publicado diariamente no nosso site, mostrando o nosso compromisso com a transparência dos dados ), por isso recomendamos que a sociedade continue tomando as medidas de prevenção; vacine-se quando for possível; e não adie os tratamentos de outras doenças, pois continuamos vendo casos mais graves por atraso na busca por assistência”, finalizou à nota.

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