segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021




Toda sucessão tem nomes naturais que surgem muito antes das convenções partidárias, antes do período eleitoral.

No caso do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), os nomes que aparecem naturalmente entre partidos e líderes políticos são, de um lado, do mesmo campo do governador e, de outro, figuras que fazem oposição ao atual governo.

O do secretário de estado da Educação (Seduc), Felipe Camarão, surge neste cenário como um dos favoritos para ocupar uma das 18 cadeiras da Câmara dos Deputados. Ele é pré-candidato a deputado federal.

Flávio Dino, porém, tem um problema para resolver dentro de casa. De um lado, o seu vice Carlos Brandão (Republicanos), ocupante natural do cargo e de outro um aliado político antigo, o senador Weverton Rocha (PDT). Entre os dois só uma coisa os une: o desentendimento de quem deve ocupar a cadeira no Palácio dos Leões.

A sucessão de Flávio Dino tem que ser de consenso. O erro de São Luís, em 2020, não deve ser repetido, onde foi incentivado candidaturas de aliados. Ou vai todo mundo junto ou o grupo racha.

Camarão, auxiliar do governo Dino, sempre foi apontado com o perfil técnico, mas mostrou ao longo desses 6 anos, um dos principais políticos do quadro de secretários do governador.

A candidatura de consenso proposta por Weverton Rocha, por blefe ou não, pode ser vista em Felipe Camarão com bons olhos, diferente da ideia originária de Weverton, que viu em Edivaldo Holanda Júnior (PDT), ex-prefeito de São Luís, um nome de união.

Hoje, o nome do secretário de educação do governo Flávio Dino é difundido em todos os municípios do Maranhão por meio de sua atuação no executivo. A lealdade a Flávio Dino tem sido uma marca de Camarão, essa tem sido uma das principais preocupações da sucessão: a continuidade de um projeto político.

O programa Escola Digna é um dos principais programas da Seduc e se tornou uma marca de Dino. O certo é que Felipe Camarão tem uma eleição a deputado federal encaminhada, mas dentro de um consenso do grupo pode ser um nome para suceder o comunista.

Via A Carta Politica

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