domingo, 14 de fevereiro de 2021

Bolsonaro agrediu os maranhenses ao deturpar informações sobre recursos enviados ao MA, diz Simplício


Simplício Araújo, titular da Seinc

O secretário de estado da Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo, saiu em defesa do governador Flávio Dino e do governo do Maranhão. Em artigo, o titular da Seinc afirma que o presidente da República, Jair Bolsonaro, deturpou informações e levou a entendimento que o governador recebeu 1,3 bilhão de recursos para o combate ao coronavírus.

Eis o artigo:

Esta semana, a comitiva do presidente da República esteve em Alcântara, no Maranhão, para entregar 140 títulos de terra à população quilombola da região do Centro de Lançamento da Base Espacial.

​Em seu discurso, talvez incomodado com uma ação jurídica em que o governador Flávio Dino busca garantir recursos para atender os maranhenses, Bolsonaro deturpou informações e levou a entendimento que o governador recebeu 1,3 bilhão de recursos para o combate ao coronavírus.

​Após já realizadas as devidas pontuações políticas, é também necessário se trazer luz aos números citados pelo presidente e, certamente, pela sua assessoria ou por algum “aziado”.
​De fato, mesmo tratando a pandemia como gripezinha, o governo federal, com o devido mérito do congresso nacional, também enviou 1,3 bi de recursos para o combate ao coronavírus no Maranhão. O o erro foi o presidente não dizer para onde mandou e como se deu a distribuição destes recursos.

​Na verdade foram exatos R$ 1.308.582.640,54 (um bilhão, trezentos e oito milhões, quinhentos e oitenta e dois mil, seiscentos e quarenta reais e cinquenta e quatro centavos), sendo que, deste valor, R$ 1.032.377.208,74(um bilhão, trinta e dois milhões, trezentos e setenta e sete mil, duzentos e oito reais e setenta e quatro centavos) foram pagos diretamente aos municípios maranhenses.

R$ 276.205.431,80(duzentos e setenta e seis milhões, duzentos e cinco mil, quatrocentos e trinta e um reais e oitenta centavos) foram pagos ao governo estadual do Maranhão, e junto a mais de R$ 2.000.000.000,00(dois bilhões de reais) de recursos próprios do Maranhão, permitiram que o governador Flavio Dino abrisse hospitais, mais de 1700 leitos novos na capital e no interior, removesse pacientes por aviões e helicópteros, ambulâncias, contratasse profissionais, deixando o Maranhão com indicadores acima da média nacional até o mês de janeiro deste ano.

A Ação na justiça em que o Maranhão pede que o Ministério da Saúde repasse sua parte no custeio é necessária em decorrência da falta de compreensão do governo federal de que os recursos enviados ano passado, no caso os 276 milhões, já foram usados em 2020, e este ano a pandemia parece que vai ser mais agressiva.

Sobre os recursos de 1,3 bilhão citados pelo presidente, o próprio governo federal tem muito a explicar. Explicações mais importantes até que simplesmente apontar a totalidade dessa cifra bilionária.

Sem emitir, no momento, qualquer juízo de valor, listo abaixo para a reflexão de todos alguns municípios e os valores recebidos, e disponibilizo em anexo a lista de todos os repasses às 217 cidades do nosso estado.

CIDADE
POPULAÇÃO
VALOR RECEBIDO EM REAL
Timon
170.222
R$ 16.150.595,50
Miranda do Norte
28.754
R$ 15.343.740,10
Imperatriz
259.337
R$ 21.536.734,50
Caxias
165.525
R$ 35.515.484,50
Bacabal
104.790
R$ 17.424.209,80
Buriticupu
72.983
R$ 12.258.128,61
Açailândia
113.121
R$ 12.570.940,81
Paço do Lumiar
156.216
R$ 5.908.633,68
Parnarama
35.008
R$ 6.925.101,07
Tuntum
42.040
R$ 11.040.438,34
Barra do Corda
88.492
R$ 11.107.859,83
Balsas
95.929
R$ 10.453.550,28
Dom Pedro
23.372
R$ 3.604.731,63
Vitorino Freire
31.522
R$ 13.928.566,78

​Os números, ameaças e detalhamento apontam para uma certeza: mesmo com muita dificuldade, o governo Flavio Dino tem feito um brilhante trabalho no combate à covid-19. Isso incomoda até mesmo quem devia silenciar, caso não tenha a humildade e capacidade de reconhecer. Vamos continuar em frente, fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para salvar vidas.

Simplício Araújo

Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Energia

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