sexta-feira, 28 de agosto de 2020


Foi determinado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Com essa decisão, a partir de agora, assume o cargo o vice Cláudio Castro.


Além do afastamento de Witzel, a Cortes também expediu mandados de prisão contra o Pastor Everaldo (preso), presidente do partido, e Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico.

Ainda existe mandados de busca e apreensão contra:

contra a primeira-dama, Helena Witzel;

contra o presidente da Alerj, André Ceciliano;

no Palácio Guanabara — sede do governo.

Em todo processo, são 17 mandados de prisão, sendo 6 preventivas e 11 temporárias, e 72 de busca e apreensão.

Porque o governador foi afastado

A decisão veio em decorrência das investigações da Operação Favorito e da Operação Placebo, ambas deflagradas em maio, além da deleção premiada de Edmar Santos, ex-secretário de Saúde.

Foi confirmado, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o governador estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, principalmente nas áreas de saúde e educação do estado.

Para PGR, o escritório de advocacia da mulher do governador recebeu dinheiro desviado por intermédio de quatro contratos simulados no valor aproximado de R$ 500 mil.

O ministro Benedito Gonçalves considerou duas ações: a Favorito, que prendeu o empresário Mário Peixoto, e a Placebo, sobre desvios de verbas destinadas ao combate ao novo coronavírus no estado do Rio de Janeiro.

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