terça-feira, 23 de junho de 2020

Os deputados César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB) discursaram hoje (23), na volta dos trabalhos presenciais na Assembleia Legislativa, sobre as supostas irregularidades cometidas pelos estados do Nordeste, o Maranhão aí incluso, na compra de respiradores da China e da Alemanha e que nunca foram entregues.

Eles cobraram esclarecimentos mais transparentes sobre o caso e apontaram possíveis crimes na operacionalização dos negócios.

As aquisições foram feitas por meio do Consórcio Nordeste, que recebeu dinheiro dos estados membros para efetivar os negócios, que não deram certo.

Na primeira compra, da China, o Maranhão pagou R$ 4,9 milhões por 30 respiradores – que deveriam ser entregues pela HempCare Pharma, mas nunca chegaram (saiba mais). Nesse caso, o governo maranhense nunca conseguiu reaver o dinheiro.

Na segunda, foram transferidos R$ 4,3 milhões, mas o Estado também não recebeu os respiradores – seriam 40, ao custo de R$ 163 mil cada. Nesse caso, no entanto, a Seplan diz que os valores foram ressarcidos .

Apesar de reconhecer o insucesso das duas operações de compra, o governador Flávio Dino (PCdoB) afirmou, na semana passada, não há qualquer responsabilidade da sua gestão nas malfadadas operações.

“Isto aconteceu com outros estados, como São Paulo, e o próprio governo federal. Portanto, o Consórcio [Nordeste] foi vítima do descumprimento de dois contratos. Lembremos que não havia oferta de respiradores no Brasil, os governos estaduais foram abandonados à sua própria sorte, o governo federal disse ‘se virem’, e nós tivemos que buscar respiradores em qualquer país do planeta. Os fabricantes brasileiros não tinham oferta“, afirmou.

Sem citar o deputado Welington do Curso (PSDB) – que tem feito reiteradas denúncias sobre a responsabilização do Estado do Maranhão no caso (leia mais) – o comunista acusou o tucano de “distorção criminosa”.

Via Gilberto Leda

0 comentários:

Postar um comentário