quinta-feira, 11 de junho de 2020

A abordagem do projeto é de uma vacina sintética, com base em peptídeos antigênicos de células B e T


(Foto: REUTERS/ Dado Ruvic/ Direitos Reservados)


Nesta quarta-feira (10), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, em nota, que por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) vai testar uma vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em modelo animal.

Segundo a instituição, os estudos estão ainda em “fase pré-clínica”, momento em que são analisados aspectos de segurança por meio de testes laboratoriais e em animais. 

A instituição também informou que a abordagem do projeto é de uma vacina sintética, com base em peptídeos antigênicos de células B e T – ou seja, com pequenas partes de proteínas do vírus capazes de induzir a produção de anticorpos específicos para defender o organismo contra agentes desconhecidos – neste caso, o Sars-CoV-2.

O instituto responsável por conduzir as pesquisas afirma que essas biomoléculas foram identificadas por meio de modelo computacional e reproduzidas em laboratório (in vitro). Na próxima fase serão realizadas “formulações vacinais” para avaliação.

A partir dos resultados dos estudos pré-clínicos, parte-se para a fase dos estudos clínicos de fases I, II e III. De qualquer forma, mesmo em processo acelerado de desenvolvimento tecnológico e, obtendo resultados positivos em todas as etapas futuras, a vacina autóctone de Bio-Manguinhos/Fiocruz não chegará ao registro antes de 2022, informou a instituição.

Os resultados dos estudos clínicos serão apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que vai avalizar os dados e, a partir daí, decidir se autoriza ou não a inclusão do produto no mercado.

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