sábado, 9 de maio de 2020

Máscaras de pano viram fonte de renda para maranhenses e ganham versões criativas




Desde o dia 23 de abril, elas se tornaram obrigatórias no Maranhão. São objetos de uso pessoal e intransferível que garantem a segurança dos indivíduos. E entraram em campo não só para proteger como também para permitir que o material cirúrgico não falte para os profissionais de saúde: máscaras de pano.

A procura por elas aumentou consideravelmente, mas a produção também. Antes, pessoas que nunca haviam pensado em confeccionar produto semelhante, se veem agora com disposição de oferecer no mercado um produto valioso no combate à pandemia do novo coronavírus.

E quem já era acostumado com um cenário repleto de panos, pensou: “por que não?”. Em São José de Ribamar, a costureira Jacira Brito passou a receber, além de roupas, encomendas de máscaras. Atendendo aos pedidos dos clientes, ela passou a confeccionar os produtos e vender por meio do WhatsApp, onde já possuía uma rede de clientes consolidada.


O negócio se transformou em um complemento financeiro que, segundo ela, garante de 100 a 150 por semana. “Clientes que já tenho me encomendaram e comecei a confeccionar assim que foi anunciado sobre a pandemia. Ajudou bastante na parte financeira”, afirma Jacira.

A costura criativa também já estava presente da vida da artesã Claudecy Lucena, de São Luís, que também não hesitou em começar a produzir máscaras de pano num momento em que seu uso é essencial. “No momento é minha única fonte de renda. Mesmo sem muita divulgação, faturo média de 200,00 por semana”, compartilha Claudecy, que usa o WhatApp e Facebook como meio de venda dos produtos que ela entrega seguindo as orientações de uso, higienização e manuseio.

“Jamais iria conseguir ficar sem uma ocupação nessas circunstâncias”, continua a artesã. Ela afirma ainda, que a produção de máscaras para ela ultrapassa o valor financeiro, já que funciona como uma espécie de terapia.

Além de terapia, a venda de máscaras representa a união familiar para enfrentar esse momento delicado. Exemplo que as irmãs e estudantes de medicina Luana Lara e Milena Dara dão ao apoiarem o trabalho da mãe Cleonice Neves, que é funcionária pública, mas tem o hobby de fazer arte com tecidos.

“Minha mãe tinha um estoque de tecidos belíssimos de alta qualidade, todos de tricoline 100% algodão. Quando veio a pandemia, ela fez um modelo para minha irmã Milena. Ela achou linda e reconhecendo o lindo trabalho de mamãe a sugeriu que as colocasse pra venda”, conta Luana, que afirma que em pouco tempo também aprendeu a costurar.

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