sexta-feira, 15 de maio de 2020

A proposta é que a medicação seja distribuída na Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs)


Hidroxicloroquina, medicamento testado no combate ao novo coronavírus. Foto: Genival Fernandez (Agência Pixel Press/Estadão Conteúdo)

O Comitê das Entidades Médicas do Maranhão (COEME) enviou um documento ao governador do Maranhão Flávio Dino, solicitando a entrega gratuita dos medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina para pacientes que apresentarem sintomas leves do novo coronavírus no estado.

A proposta é que a medicação seja distribuída na Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) gratuitamente aos pacientes logo no início dos sintomas, sempre após avaliação médica e mediante assinatura do termo de consentimento esclarecido por parte do próprio paciente.

De acordo com o documento, a distribuição gratuita dos kits com as medicações, reduzirão o número de casos graves da doença no estado, aumentando consequentemente o índice de cura da Covid-19, diminuindo o número de pessoas que necessitam de internações nas unidades de saúde.

Utilizando a iniciativa exitosa de vários Estados e Países, que partiram para o uso precoce das drogas “hidroxicloroquina e azitromicina” a partir de avaliação médica que define padrões mínimos e seguros de suas ministrações, se vê que os resultados obtidos se mostram extremamente satisfatórios, a grande maioria dos casos, logo no início da doença, de modo a impedir suas progressões no sentido de gerarem complicações.Diz o documento

No ofício, os profissionais afirmam ainda que os estudos em que o uso da hidroxicloroquina foi reprovado se deu porque foram feitos em pacientes que se encontravam em estado avançado “quando se sabe que a medicação não tem o mesmo efeito, pois os relatos de bons resultados ocorrem justamente quando empregados nos estágios iniciais da doença”.

Além da distribuição do medicamento no postos de saúde citados, o comitê pede que a medicação possa ser disponibilizada também pelo serviço de teleconsulta, procedimento já adotado em outros estados do país, que consiste em um atendimento por meio de um aplicativo de celular, onde o paciente preencheria um questionário para identificar o grau do seu comprometimento, e em seguida, dependendo da situação, seria atendido virtualmente por um médico que identificaria a gravidade do seu quadro de saúde, localização e a necessidade de receber a medicação, ou mesmo de realizar um exame de tomografia.

À redação do jornal O Imparcial, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou por meio de nota, que faz uso do medicamento desde o início da pandemia por decisão médica, e enfatiza que a medicação é aplicada de acordo com o estado de saúde do paciente bem como o consentimento da família. Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que, desde o início da pandemia, a Hidroxicloroquina integra o protocolo de cuidados dos pacientes com Covid-19 na rede estadual por decisão médica em ambiente hospitalar. A Secretaria ressalta que o uso é feito a partir da avaliação do paciente, monitoramento e assinatura do termo de consentimento da família, que informa os possíveis efeitos colaterais causados pela medicação.

Sobre a comercialização do medicamento, a Vigilância Sanitária Estadual esclarece que, de acordo com a Portaria nº 34.498 da Anvisa, a hidroxicloroquina foi inserida na lista de medicação C, que tem receituário de controle especial, sendo duas vias, uma ficando retida no estabelecimento que dispensa o fármaco. A mesma regra vale para as farmácias de manipulação, que recebem o receituário médico para fabricação e dispensação do medicamento para o paciente.informa a nota.

Protocolo para uso da cloroquina

O Comitê Científico de Prevenção e Combate ao Coronavírus no Maranhão, criado para auxiliar nas ações de enfrentamento à Covid-19 no estado, publicou um protocolo que trata sobre o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes hospitalizados por complicações relacionadas à infecção.

O medicamento está sendo usado em pacientes da rede pública de saúde que apresentam complicações por conta do agravamento da doença, de acordo com a avaliação individual do caso.

O Ministério da Saúde enviou no mês de março aos estados, uma Nota Técnica cujo protocolo prevê cinco dias de tratamento e é indicado apenas para pacientes hospitalizados. De acordo com a nota, o uso da cloroquina/hidroxicloroquina pode funcionar como complemento a outros suportes utilizados no tratamento dos pacientes com febre e mal-estar, porém, ambos os medicamentos não são indicados para prevenção da doença ou tratamento de casos leves.

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