segunda-feira, 20 de abril de 2020
Simplício Araújo em reunião com os representantes dos bancos (Foto: Divulgação)

Gestores da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc) se reuniram nesta sexta-feira (17) para dialogar com instituições bancárias sobre alternativas para minimizar os impactos econômicos causados pela pandemia da Covid-19, no âmbito das pequenas e micro empresas.Durante a reunião, que contou com a participação dos superintendentes do Banco do Brasil, Evandro Souza Mendes; da Caixa Econômica Federal, Silvia Leandra Pelloso; do Banco da Amazônia, Diego Santos Lima; e Banco do Nordeste, Hailton José Fortes, foram debatidos pontos como linhas de crédito, recursos para a preservação de empregos, capital de giro das empresas, financiamento imobiliário e carência para servidores que possuem empréstimos consignados. 
As pautas foram sugeridas pelo secretário da Seinc, Simplício Araújo. Segundo ele, pausas e renegociações precisam ser discutidas diante do atual quadro econômico em decorrência da pandemia. 

“Estamos buscando as instituições financeiras para encontrar caminhos e alternativas que possam ajudar micro, pequenas, médias e grandes empresas no Maranhão, além da população. Temos como exemplo de avanço nos consignados de servidores estaduais”, disse Simplício.

Para os servidores públicos estaduais, o Banco do Brasil, após a proposta do secretário Simplício Araújo, está oferecendo carência de 180 dias para quem quer renovar o consignado, com direito a troco se o servidor tiver margem. Outra medida está relacionada ao canal virtual do banco voltado para atender empresários. 

Já o Banco do Nordeste está oferecendo microcrédito para micro e pequenas empresas, com um recurso estimado em R$ 3 bilhões disponíveis a uma taxa de 2,5% ao ano, considerada a menor do país. Para operações de capital de giro, o valor chega até R$ 100.000,00 e investimentos de R$ 200.000,00 com 12 meses de carência. Essa é uma linha de crédito especial com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Videoconferência com superintendentes de bancos (Foto: Divulgação)

A Caixa está com a carência de 6 meses, adiando a primeira parcela para quem adquirir um imóvel. Para quem tem um financiamento em andamento ou possui um financiamento, poderá negociar com o banco o pagamento parcial das parcelas ou uma suspensão das cobranças por até 3 meses. No Banco da Amazônia, por meio do Fundo Constitucional Norte (FNO), está ofertando taxas menores, maiores prazos para pagamento e isenção de impostos sobre operações financeiras (IOF). Para Micro e Pequena Empresa, constituída há mais de 2 anos, o banco financia a aquisição de imóveis para ampliação, localização e relocalização da empresa, com o prazo de até 15 anos para pagar.

Em todas as operações, haverá análise de crédito.

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