sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
(foto: Divulgação)

A Vale informou, nesta quinta-feira (27) que tem empenhado todos os esforços e recursos para mitigar os possíveis impactos causados pelo incidente com o navio MV Stellar Banner, de propriedade e operado pela empresa sul-coreana Polaris. A Marinha confirmou que a embarcação, que carrega 300 mil toneladas de minério da Vale, teve dois vazamentos em sua estrutura. 

Segundo a Vale, entre as medidas de apoio técnico e logístico adotadas pela Vale, em conjunto com as autoridades marítimas e ambientais responsáveis, estão a solicitação à Petrobras da cessão de navios Oil Spill Recovery Vessel (OSRV) para contenção de eventual vazamento de óleo, pedido que foi prontamente atendido, e obtenção junto ao Ibama, de forma célere, de devida autorização formal para o deslocamento das embarcações para a Costa do Maranhão.

Além disso, a companhia informou a contratação de especialistas em salvatagem, adicionalmente à empresa contratada pela proprietária e operadora do navio, para acelerar o plano de retirada do óleo da embarcação, a solicitação de bóias oceânicas off shore, que podem servir preventivamente como barreiras de contenção adequadas para mar aberto, se necessário, e a disponibilização de helicópteros para a movimentação de pessoal até o local.

A embarcação está encalhada a cerca de 100 quilômetros da costa de São Luís (MA), fora do canal de acesso do Terminal Marítimo Ponta da Madeira, de onde partiu na última segunda-feira (24). “Os 20 tripulantes foram retirados do navio em segurança. Como operadora portuária, a Vale reforça que seguirá atuando no caso com total suporte técnico-operacional e colaboração ativa com as autoridades marítimas”, disse a empresa, em nota.

Apesar de a Marinha ter confirmado os dois vazamentos no navio, não foi informado, o que teria vazado no mar, nem a quantidade. Especialistas em meio ambiente afirmam que o vazamento pode causar um desastre à fauna marinha. O navio MV Stella Banner adernou a cerca de 100 quilômetros do porto de Itaqui, no Maranhão, de onde saiu, com destino ao porto de Qingdao, na China, onde era esperado para chegar no dia 4 de abril.

Segundo a Marinha, o navio se encontra encalhado devido a uma manobra feita por seu capitão. Por meio de nota, declarou que as causas do acidente ainda não foram identificadas e que problema ocorreu às 21h30 da segunda-feira, 24.

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