sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Quase sem parada para manutenção de suas instalações mecânicas, elétricas e sanitárias, os ferry-boats que fazem a travessia de pessoas e veículos de todos os portes, entre a Ponta da Espera, em São Luís e o Cujupe, em Alcântara, no Maranhão, estão na iminência de ir a pique. As duas empresas que mantêm a concessão desse serviço marítimo, no caso a Serviporto e a Internacional Marítima, mesmo sendo notificadas diversas vezes por órgãos fiscalizadores, permanecem colocando em risco a vida de seus usuários e operários.

Milhares de pessoas utilizam o serviço de ferry-boat diariamente (Reprodução)

Apesar das péssimas condições de suas embarcações, estas empresas não realizam as manutenções necessárias e o que se observa diariamente, são insatisfação, revolta, indgnação e muito medo das pessoas que têm neste meio de transporte marítimo, a maneira mais prática de chegarem aos seus destinos. Vez por outra, imagens circulam nas redes sociais mostrando “fumaceiro” e muito barulho vindo da casa de máquinas dos ferrys, desconforto esses, que têm tirado o sono dos passageiros.

Banheiros de um dos ferry-boat interditado por problemas


Na manhã desta quinta-feira (23), problemas de ordem estrutural impediu pessoas de usarem o banheiro de um dos ferry-boats. O motivo seria o entupimento na tubulação hidráulica/sanitária.

A causa de tanto desgaste destas embarcações é o tempo de uso e reparos paliativos, feitos inclusive, com a substituição de peças por outras de “segunda mão”, em desuso e vindas de outras praças. A falta de ferry-boats reservas também favorece a depreciação destes veículos marítimos que seguem várias viagens por dia.

Vale destacar que nos dois postos de venda de passagens (Ponta da Espera e Cujupe), o usuário têm como única opção para a compra de passagens, pagamento à vista em dinheiro. Portanto, falta de recursos não é desculpa para nenhuma dessas duas empresas. Com a palavra, a MOB e a Capitania dos Portos!

Do Hora Extra

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