quarta-feira, 22 de janeiro de 2020


Numa tentativa desesperada de promover as suas pré-candidaturas, alguns políticos que fazem oposição ao governo municipal em Central do Maranhão resolveram apelar e utilizar de meios ilegais para tentar se autopromover.

O último episódio protagonizado pela atrapalhada oposição Centralense, foi a divulgação, ilegal e imoral, de uma suposta pesquisa eleitoral que teria sido encomendada pelo Governo do Estado e executada pela empresa Escutec, entre os dias 10 e 12 deste mês em Central do Maranhão.

A população de Centralense foi surpreendida na tarde da última sexta-feira, com um texto que circulava nas redes sociais e que apontava uma suposta pré-candidata ao executivo municipal, conhecida localmente como Frechinha, com absurdos 66% das intenções de voto, um número que por si só já soa como estranho. Como se não bastasse, o mesmo texto traz um número de registro da suposta pesquisa eleitoral (MA-0071239/2020) que simplesmente não existe.


Em uma pesquisa no site do Tribunal Superior Eleitoral (tse.jus.br/eleições/pesquisa-eleitorais/consulta-as-pesquisas-registradas) é fácil descobrir que se trata de uma tentativa de enganar o eleitorado Centralense.

Não existe nenhum registro de pesquisa com o número informado na Fake News divulgada, o que, segundo a resolução 23.459/2017 do Tribunal Superior Eleitoral, pode acarretar multa pesada que vai de R$ 53 mil até R$ 106 mil reais, aplicada aos responsáveis pela divulgação, sejam eles candidatos, pré-candidatos ou não (Lei n° 9.504/1997).

Além disso, a divulgação de pesquisa fraudulenta (falsa) constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e mais multa que pode ultrapassar os R$ 100 mil reais.

Fontes ouvidas pelo Blog, informaram que o Palácio dos Leões já está ciente de que o nome do Governo do Estado está sendo usado indevidamente para dar credibilidade a falsas pesquisas eleitorais. Segundo informações, uma nota de esclarecimento do Governo deverá ser divulgada em breve, o que reforçará o caráter fraudulento da notícia.

Nós tentamos entrar em contato com a empresa Escutec, apontada como sendo a executora da pesquisa com registro falso, mas ninguém atendeu as nossas ligações. Vale destacar que no site da empresa, não existe nenhuma referência, link, noticia ou arquivo relacionado a suposta pesquisa em Central, o que pode caracterizar que o nome da empresa tenha sido utilizado de maneira indevida. Com a palavra a empresa Escutec.

Divulgar pesquisas eleitorais sem registro é crime e desde o dia primeiro de janeiro de 2020, toda e qualquer pesquisa de intenção de votos referente as eleições municipais deste ano, precisam ser registradas e autorizadas pelo tribunal eleitoral, sob pena de multa e indiciamento dos envolvidos, caso as regras não sejam cumpridas.

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