terça-feira, 8 de outubro de 2019


O jornalista, blogueiro e produtor de conteúdo digital Udes Cruz Filho, usou o seu perfil na rede social Facebook para divulgar um vídeo e denunciar agressão, abuso de autoridade e constrangimento ilegal sofridos por ele no interior do Mateus Supermercados, no bairro da Cohab, na noite de quarta-feira (2) de outubro.

Udes explicou que se encontrava na fila do caixa, em companhia de sua esposa, quando notou uma movimentação atípica e seguindo seus instintos de profissional de imprensa, preparou o seu celular e começou a filmar a ocorrência, que envolvia um suposto policial militar / segurança, descaracterizado e armado e um homem que portava uma faca, adquirida no interior do próprio supermercado.

“Alguns funcionários caracterizados informaram que o segurança do estabelecimento se tratava de um policial à paisana, mas continuei a fazer a filmagem […] Quando ele percebeu que a situação estava sendo filmada, demonstrou mais preocupação comigo do que com o homem que portava a faca. O segurança / PM se voltou em minha direção, se identificando verbalmente como policial militar e exigindo que eu parasse de filmar a ação, pois, segundo ele, eu não estava autorizado a fazer a gravação”, explicou Udes.

Além do segurança / policial, outros funcionários caracterizados demonstraram mais preocupação com a filmagem do que com o homem com a faca. “Informei ser um profissional de imprensa, mas as ordens para parar de filmar continuaram e junto das ameaças de que eu teria que ser conduzido até a delegacia”.

Udes relata que continuou a filmar até que o segurança/policial, com a ajuda de outros funcionários, em um ato de agressão, derrubou o celular de suas mãos e atentando contra a liberdade de expressão e liberdade de imprensa, confiscou o aparelho. 
Veja no vídeo:



O homem com a faca ficou em segundo plano e foi convencido a entregar a faca por outros clientes que estavam no local, inclusive, o próprio jornalista.

Após o incidente, o segurança/PM tentou devolver o aparelho, mas o jornalista teria dito que só receberia das mãos dele na delegacia. Segurança sumiu logo após ouvir a negativa.

“Procurei então alguém do supermercado para pedir esclarecimentos. Uma mulher, que se apresentou apenas como Maria (se negando a dar o sobrenome), se qualificando como gerente, apesar de ter presenciado tudo, disse que não sabia de nada, que não conhecia ninguém, não sabia dizer o próprio nome completo. Mas estranhamente foi das mãos dela que recebi o celular, levado pelo segurança / policial.”

É importante ressaltar, que filmar uma ação policial é o exercício pleno do direito fundamental da liberdade de expressão e pode ser um ato de fiscalização da atuação do poder público.

Udes informa que acionará a Justiça em busca de reparação, para que o respeito ao cidadão, ao cliente e ao profissional de imprensa e a Liberdade de Expressão prevaleçam.

Em Nota o Sindicato dos Jornalistas repudia aconduta de funcionários e de prestadores de serviço do Supermercado Mateus na  Cohab/Anil envolvidos no caso do Jornalista Udes Cruz. Veja a Nota:

Nesta nota de desagravo, manifestamos também o nosso repúdio à conduta ilegal e extremamente violenta de funcionários e ou prestadores de serviço ao Grupo Mateus na sua loja no conjunto da Cohab/Anil, quando o jornalista Udes Cruz Filho, ao presenciar a invasão do estabelecimento por um homem que aparentava ser morador de sua e estar sob efeito de álcool ou outra substância psicotrópica, e que munido de uma faca  retirada da exposição da própria loja, comportando-se com conduta ameaçadora,   provocando a reação preventiva dos seguranças da loja que tentava evitar maiores consequências. 
O jornalista Udes Cruz, por dever de ofício passou a registrar a cena com o seu celular.Isto foi o bastante para uma homem que se disse policial militar esquecer o invasor para intimidar o jornalista, e no meio das ameaças, do alto da sua truculência, arrebatou o telefone das mãos do comunicador e em seguida se evadir ao ser solicitado pelo jornalista a conduzi-lo à Delegacia de Polícia do distrito. Na sua ação desrespeitosa à liberdade de expressão, o suposto policial militar que não se deixou identificar, contou com o apoio dos seguranças que ostentavam  a farda da empresa. 
Posteriormente, uma mulher que se disse gerente da loja, procedeu a devolução do telefone ao jornalista sem, no entanto, desculpar-se pelo ato violento e desrespeitoso.
Aqui fica registrado o nosso repúdio, pois nos preocupa conduta deste tipo vinda de uma pessoa que se diz policial militar, que significa uma ameaça à liberdade e à  democracia. 

Douglas Cunha 
Presidente 
Sinjor-Slz

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