sábado, 28 de setembro de 2019

Os passageiros que usam os ferry boats nunca foram respeitados como consumidores


Tudo novo no terminal do Cujupe, menos os ferry boats que estão caindo aos pedaços
 
A travessia pela baía de São Marcos via ferry boat de São Luís para Cujupe-Alcântara é a mais perigosa do mundo. Não pelo perigo do mar, mas pela fragilidade e condições de conservação dos ferry boats que estão nas mãos de apenas dois empresários maranhenses que sambam na cara do consumidor há mais de 30 anos. O percurso é de 20 km e seria gasto aproximadamente 1h10min, mas ultimamente o tempo de viagem chega a 2h30min, que deixa passageiros irritados.

Com o novo Terminal do Porto de Cujupe, o sonho seria mais conforto e segurança aos passageiros que fazem a travessia entre São Luís e a Baixada Maranhense. Mas não adianta ter terminal novo e sofisticado, se os ferry boats são velhos e sucateados. As empresas Servi Porto e Internacional Marítima mandam e desmandam na linha, que até hoje nunca teve concorrência.


A obra de reconstrução do novo Terminal do Cujupe, entregue oficialmente na manhã do último sábado (21), pelo governador Flávio Dino, demorou mais de uma década. O serviço foi iniciado pela governadora Roseana Sarney e foi concluída pelo atual governador do Maranhão.

Orçada em R$ 13,5 milhões, a obra garante uma nova estrutura para os passageiros aguardarem o horário das viagens, mas para embarque de passageiros, as rampas são as mesmas desde 1988 quando iniciou-se o serviço de transporte via ferry boat. Mesmo ampliando a infraestrutura de um serviço que movimenta, por ano, 1,8 milhão de passageiros e cerca de 330 mil veículos, pouca coisa mudou para o consumidor. As passagens são vendidas a lá 1950, não aceitam cartão de crédito em século XXI e as filas de esperas continuam.

Com a entrega do Novo Terminal, o Maranhão ganha um terminal moderno, focado em tornar mais dinâmicas as operações de embarque e desembarque de passageiros e veículos no translado via ferryboat, mas as viagens permanecem demoradas e perigosas.

O novo Terminal do Cujupe conta com posto de atendimento Viva/Procon, Centro de Atendimento ao Turista (CAT), Praça de Alimentação, Wi-Fi gratuita, Fraldário e Farmácia, mas não tem um banco 24h, uma churrascaria de qualidade, falta bebedouro, um posto médico, Corpo de Bombeiros e sinal de telefonia.

Pela distância e tempo da viagem, o valor da passagem é a mais cara do Brasil, se comparado com outros estados que fazem o mesmo transporte. A passagem do ferry boat custa R$12,00. Já saindo de São Luís até a cidade de Bequimão, o passageiro precisa desembolsar R$45,00. Para municípios como Godofredo Viana o valor chega a quase R$130,00.

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