sábado, 23 de março de 2019

Suspeito de assassinar companheira no DF é preso em Santa Quitéria

Antônio Alves Pereira e Maria dos Santos Gaudêncio estavam juntos há cerca de um ano.




O cabeleireiro Antônio Alves Pereira, 40 anos, suspeito de assinar a namorada Maria dos Santos Gaudêncio, 53 anos, no Distrito Federal, foi preso pela Polícia Militar, na manhã deste sábado (23), na cidade de Santa Quitéria, a 347 km de São Luís. 

Uma denúncia anônima levou os policiais até a cidade, onde ele estava escondido. Segundo informações, Antônio Alves, após cometer o crime no Distrito Federal, fugiu para o Maranhão. O suspeito, que é de Santa Quitéria, será entregue à Polícia Civil de Chapadinha.

O Caso

As investigações do feminicídio de Maria dos Santos Gaudêncio, de 53 anos, indicam que o crime foi premeditado. Ela foi morta com uma facada na nuca dentro de casa, onde funcionava um comércio. O corpo da vítima foi encontrado no quarto dela, noite de terça-feira (19), no Itapoã, no Distrito Federal.

O principal suspeito é o cabeleireiro Antônio Alves Pereira, com quem a vítima tinha um relacionamento. Ele estava sendo procurado pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

Segundo a delegada-chefe da DP, Jane Klebia, em depoimento, familiares e conhecidos da vítima afirmaram que Maria estava tentando acabar o relacionamento com Antônio.

“Nas últimas semanas, ela queria terminar o namoro. Por isso, o relacionamento estava meio conturbado, mas não há relatos de violência física. No sábado (16), ele disse ao chefe que queria ‘matar alguém’. Contudo, o patrão entendeu que Antônio se referia a tirar a própria vida”, explica.


O dono do salão pediu ao suspeito para que parasse com aquilo. Mas, segundo a delegada, tentou até amenizar o clima com uma brincadeira, dizendo que “se fosse para fazer isso, que fosse longe dele para não dar problema.”

O cabeleireiro passou o fim do expediente introspectivo e calado. Ao fim do sábado, o homem pediu um adiantamento de salário ao chefe, alegando que um familiar havia falecido. No entanto, conforme apuração dos agentes, a história não é verdadeira.

Durante o domingo (17), Maria e Antônio foram para a casa da filha mais nova da vítima, de 25 anos.

Almoçaram e passaram a tarde em Ceilândia. No começo da noite, a mulher foi para casa, na Quadra 2 da Chácara Fazendinha, no Itapoã. O cabeleireiro foi até a casa do chefe pegar a chave do salão, uma vez que vivia no estabelecimento, que também fica na região administrativa.


“Ele voltou para a casa da vítima, onde ocorreu o assassinato. Após o crime, foi embora levando o celular da Maria. Não sabemos se ele foi ao salão antes ou depois do feminicídio, mas Antônio pegou a chave para tirar todos os pertences do estabelecimento. Quando os agentes chegaram ao local, não havia nenhum pertence dele”, garante Jane Klebia.

De acordo com relatos de vizinhos de Maria, o homem foi embora da casa dela de bicicleta, por volta das 23h. Ele trancou a casa e jogou a chave por debaixo do portão. Antônio também levou o celular da vítima, que não foi encontrado.
Ainda segundo a delegada, o suspeito teria se passado por Maria, usando o aparelho telefônico dela.

“Uma amiga muito próxima da vítima disse que, na segunda-feira (18) de manhã, mandou uma mensagem para Maria. Ela questionou onde a amiga estava. Por volta das 9h, recebeu a resposta que ela estaria na autoescola. Contudo, a essa hora, a vítima já estava morta”, acrescenta Jane Klebia. 

Descoberta do corpo

O corpo de Maria dos Santos foi descoberto no quarto dela, na noite de terça-feira (19).

A filha mais velha dela, de 28 anos, que mora na casa da vítima, foi a responsável pela descoberta e acionou a polícia. A vítima tinha sinais de lesões na cabeça e estava deitada na cama, que ficou manchada de sangue. A causa da morte será confirmada após o laudo cadavérico do Instituto de Medicina Legal (IML).

De acordo com uma amiga da filha mais velha, a jovem voltou para casa apenas na segunda-feira (18), por causa de um curso. “Como era comum a mãe dela sair, ela não deu falta. Só que na terça-feira, um odor muito forte saía do quarto da Maria. Ela tentou abrir a porta, mas estava trancada. Por isso, decidiu arrombá-la”, relata a mulher, sob a condição de anonimato.

Além do colchão sujo, havia muito sangue na parede e na televisão da vítima, conforme informações da Polícia Civil.

A perícia na residência acabou na madrugada de quarta-feira (20).

Com informações do Blog CN1

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