quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Na contramão do país, Maranhão investe em ciência para superar a crise




“A política adotada no Brasil hoje é de retrocesso nos investimentos voltados às pesquisas. O Maranhão vem em desencontro com essa ideologia.” Essa é a avaliação de Magno Vasconcelos, um dos pesquisadores contratados em edital do Governo do Estado, em solenidade nesta quarta-feira (11), no Palácio dos Leões.

Trata-se do Edital Ignácio Rangel, que premiou pesquisas de 15 doutores de instituições de ensino superior públicas do Maranhão, com foco no desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.

Na ocasião, o governador Flávio Dino também lançou o Edital Neiva Moreira Livros, destinado a incentivar o registro e a circulação da produção científica por meio da publicação de livros.

Os dois editais somam investimentos de quase R$ 2 milhões – R$ 1,5 milhão ao Ignácio Rangel e R$ 400 mil ao Neiva Moreira –, com recursos próprios do Governo alocados na Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão (Fapema).

Os certames também homenageiam duas personalidades maranhenses que se dedicaram a buscar saídas para o Maranhão e o Brasil: o economista Ignácio Rangel e o jornalista e militante Neiva Moreira. “É uma dupla homenagem com duas políticas públicas de fomento à pesquisa bastante importantes”, ressalta o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Davi Telles.

“Assim damos continuidade ao processo que o Governo Flávio Dino intensifica, de aporte de recursos públicos para a produção de conhecimento, em meio a essa escassez de recursos para a pesquisa no Brasil”, acrescenta Telles.

Alex Oliveira, presidente da Fapema, órgão de amparo à pesquisa vinculado à Secti, destaca a relevância dos editais maranhenses diante da retração de investimentos federais em ciência: “É um momento de acolher pesquisadores do Brasil que venham, recém-doutores, trabalhar no Maranhão a partir da nossa realidade, pensando alternativas para a nossa realidade, focados no desenvolvimento do nosso estado”.

Centenário Neiva Moreira

“Precisamos preservar esse espaço democrático que é o Maranhão. Hoje, meu coração maranhense bate mais forte.” Com essas palavras, a historiadora e cientista política Beatriz Bissio agradeceu a homenagem ao marido falecido, Neiva Moreira, por meio do edital de publicação que leva seu nome, lançado no mês de seu centenário.

Para Beatriz, a lembrança faz justiça ao empenho do militante, quer na política, em mandatos como deputado estadual e federal, quer no jornalismo, fazendo circular ideias progressistas por meio dos Cadernos do Terceiro Mundo, revista fundada pelo casal nos anos do exílio, em Buenos Aires.

Bissio comemorou, ainda, a realização do “sonho do Neiva”: a digitalização da memória dos 31 anos de circulação dos Cadernos, também com o apoio do Governo do Maranhão, por meio da Fapema.

Plantando o futuro

“Quem planta tâmaras não colhe tâmaras.” O ditado árabe em alusão às tamareiras, que demoram até 100 anos para dar os primeiros frutos, explica a lógica das gestões que retraíram investimentos em ciência, cujos resultados não são imediatos.

Não é o caso da gestão Flávio Dino, que além de intensificar a aplicação de recursos em áreas prioritárias como educação básica, saúde e infraestrutura, aposta na produção científica como fonte de soluções criativas para o enfrentamento da crise.

“Acreditamos na importância dessas ações relativas à ciência, à tecnologia, ao pensamento, ao conhecimento para combater todas as formas de pobreza”, afirma o governador sobre o lançamento dos editais e outros investimentos, como a criação da UemaSul – que angariou 40% das bolsas do edital Ignácio Rangel, com seis pesquisadores premiados – e a duplicação da oferta de bolsas de pós-graduação no estado.

Meninas na liderança

A aposta no futuro se fez presente, também, nas figuras das meninas Franciele Lima e Ana Beatriz dos Santos, alunas do Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação do Maranhão (IEMA) que durante a solenidade representaram os cargos de reitora do IEMA e secretária da Secti, respectivamente.

A iniciativa é parte de um movimento global de incentivo à liderança das meninas, proporcionando a jovens maranhenses a vivência em cargos da gestão estadual.

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