domingo, 30 de julho de 2017

Artigo de Flávio Dino: Parques e Cidadania


Com essas obras entregues ontem, o Itapiracó é agora o maior centro de lazer do Maranhão.


Ao estimular as famílias a irem para a rua, esses espaços também ativam a economia, com o comércio que se forma nas regiões e com o fluxo turístico que se fortalece.


A pólis, estrutura urbana grega, é um dos marcos do surgimento da civilização ocidental, com suas áreas de convívio, em que os cidadãos compartilhavam suas vidas e também as decisões sobre o futuro em comum. De espaços de união, como foram pensadas na Grécia antiga, muitas cidades transformaram-se em espaços de exclusão. Ainda mais em nossos tempos atuais, marcados pelo individualismo e pelo consumismo. A primazia do “consumidor” sobre o cidadão está presente nos tecidos urbanos dominados pela lógica do capital, em que os principais locais de encontro são privados e pagos, em detrimento de espaços públicos e gratuitos.


Neste contexto, é papel do Estado intervir na ordem urbana, criando ou fortalecendo áreas que convidem ao convívio, religando nossos laços de vida em sociedade, de modo democrático e acessível a todos. É isso que busco com obras em parques e praças distribuídas nas várias regiões do Maranhão, ironizadas ridiculamente pelo coronelismo tosco que dominou o nosso Estado.


Na Área de Proteção Ambiental (APA) do Itapiracó, o Governo do Maranhão construiu três praças visando garantir atrativos para os diferentes públicos que visitam a área. Há a Praça do Atleta, a Praça da Criança e a Praça da Família, – com campos de futebol, quadra poliesportiva coberta, parquinhos infantis, circuito de skate, áreas para futebol de areia e futevôlei, além de pista de cooper e trilhas ecológicas.


Com essas obras entregues ontem, o Itapiracó é agora o maior centro de lazer do Maranhão. Em São Luís, temos duas obras com o mesmo objetivo, que serão entregues nas próximas semanas: a ampliação da praça no Parque Estadual da Lagoa e a construção da praça que urbanizou a região sob a ponte Bandeira Tribuzzi, quitando uma dívida de décadas. Ainda neste ano, vamos começar o trabalho no Parque Rangedor, em que iremos oferecer uma outra área de proteção à natureza e lazer comunitário.


Na semana que passou, também assinei ordem de serviço para dar início às obras do Parque Ambiental em Codó, com um valor de R$ 8 milhões. Juntamente com a praça São Sebastião, que iremos revitalizar, serão espaços importantes de lazer para a população de Codó e da região. Já estão em concretização as áreas de lazer do Parque Centenário, que será o presente do Governo do Maranhão para Balsas em 2018. Poderia citar vários outros exemplos de virtuosa intervenção urbanística procedida pelo nosso governo, tais como a Beira Rio de Imperatriz, a Praça de Matões, o Cais de Ribamar etc.


Quem conhece esses espaços de qualificação sabe a diferença que essas obras fazem na vida das cidades. Ao estimular as famílias a irem para a rua, esses espaços também ativam a economia, com o comércio que se forma nas regiões e com o fluxo turístico que se fortalece. São obras emblemáticas do novo ciclo de desenvolvimento que estamos abrindo em nosso Estado, em que a ditadura dos privilégios de poucos é sobrepujada pelos interesses de todos.

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