quarta-feira, 21 de junho de 2017

Governo, Ministério da Saúde e gestores municipais debatem estratégias para fortalecer atenção integral à saúde de crianças com microcefalia




Em São Luís, o Governo do Estado, Ministério da Saúde e gestores municipais apresentaram, nesta terça-feira (20), estratégias para o fortalecimento da atenção integral à saúde das crianças com infecção congênita associada às storch (doenças adquiridas durante a gestação, como rubéola ou toxoplasmose) e ao vírus Zika. 

Participaram do encontro representantes da Coordenadoria Adjunta da Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, coordenadores estaduais das regionais de saúde, chefes da Instituição Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis (EBBS) e representantes do Departamento de Saúde da Criança e Aleitamento Materno da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

No encontro, os profissionais de diversas unidades de saúde do Estado conheceram o perfil epidemiológico da microcefalia no Maranhão, os municípios com maior incidência da doença, além de reforçar a importância do diagnóstico e acompanhamento das gestantes e bebês e os protocolos emergenciais de vigilância aos casos de microcefalia relacionados à infecção pelo zika. 

A coordenadora adjunta da Saúde da Criança e Aleitamento materno do Ministério da Saúde, Jacirene Lima, afirma que para além das discussões referentes às estratégias de monitoramento e acompanhamento dos casos, é importante manter o diálogo com os municípios de como se operacionaliza no dia a dia a estratégia. 

“O Ministério da Saúde precisa sempre manter contato com os dirigentes municipais e estaduais para desenvolver até dezembro algumas ações definitivas para elaborar um plano de ação conjunto com assistência, saúde e educação, pois daqui a um tempo essas crianças vão precisar de creche e escola com preparo. O Ministério tem ofertado cursos e material para os profissionais se capacitarem e esse encontro é também para apoiarmos e sentirmos as fragilidades que ainda existem nos processos de trabalho na atenção básica e especializada nos estados”, explicou Jacirene Lima.

A neuropediatra e coordenadora do ambulatório de microcefalia congênita do Hospital Infantil Dr. Juvêncio Mattos, Patrícia Sousa, considera o encontro com o Ministério da Saúde válido devido à inserção do Maranhão no plano de enfrentamento a microcefalia congênita associada às storch ou pelo zika vírus definido pelo governo federal. “Além do acompanhamento mais de perto das crianças e familiares, o Ministério da Saúde oferece cursos de capacitação para divulgarmos os avanços de nossos trabalhos com os pacientes e as melhores formas de enfrentar a patologia junto às famílias que ficam envolvidas e fragilizadas durante todo o processo”, afirmou a neuropediatra. 

Marielza Sousa, chefe de Departamento da Criança e Adolescente da SES, ressalta a importância da qualificação dos gestores e coordenadores de saúde, em parceria com o MS, para um enfrentamento a microcefalia eficaz. “Precisamos estar fortalecidos e munidos de conhecimentos, concentrando estratégias para tornar a vida do paciente a mais tranquila possível, fazer com que ele tenha as mesmas oportunidades na sociedade e oportunidades igualitárias”.

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