quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Investigado na Lava Jato, maranhense é eleito presidente do TCU



O ministro Raimundo Carreiro foi eleito hoje (7) para presidir o Tribunal de Contas da União (TCU). Na mesma sessão, o ministro José Múcio Monteiro foi conduzido ao cargo de vice-presidente. Ambos foram eleitos por unanimidade.

Novo comandante da Corte responsável por analisar e julgar as contas de administradores públicos e responsáveis por recursos federais, Carreiro é alvo de investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, junto com o seu antecessor, o ministro Aroldo Cedraz.

A PF pediu em novembro, segundo a Revista Época, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de ambos em razão das suspeitas de corrupção envolvendo a atuação do advogado Tiago Cedraz, filho de Aroldo.

De acordo com a publicação, os indícios surgiram durante a investigação que apura tráfico de influência no TCU. Cedraz é acusado pelo empreiteiro Ricardo Pessôa, da UTC, de ser o intermediário de repasses para Raimundo Carreiro. No total, Ricardo Pessôa diz em sua delação que pagou R$ 1 milhão a Cedraz, em parcelas de R$ 50 mil.

A partir da delação de Pessôa, a PF mapeou as relações de Cedraz, realizou buscas e descobriu dezenas de e-mails e ligações consideradas suspeitas. Isso levou a Lava Jato a pedir a quebra dos sigilos do advogado e dos ministros Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro ao Supremo Tribunal Federal.

A quebra do sigilo telefônico do escritório de Tiago Cedraz mostra que sua relação no TCU extrapolava o fato de ser filho do presidente da Corte, de acordo com a investigação. O escritório ligou 44 vezes para Carlos Maurício Lociks de Araújo, funcionário do gabinete do ministro Raimundo Carreiro e responsável pelo voto no processo de interesse da UTC. Chamaram a atenção ainda as ligações do escritório de Cedraz para o gabinete do pai. Isso porque o pai do advogado se declara impedido e não julga os casos que envolvem o filho. Para a PF, as ligações mostram que sua atuação extrapolava a relação de parentesco com o ministro Aroldo Cedraz. Foram 186 ligações para o gabinete do pai, sendo 115 para o chefe de gabinete, Sérgio Teixeira Albuquerque, e outras para três servidoras.

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