quarta-feira, 13 de julho de 2016

Temer libera R$ 2,7 bilhões para as administrações municipais



O presidente interino Michel Temer anunciou nesta quarta-feira (13) a liberação de R$ 2,7 bilhões para os municípios. Em um breve discurso, durante uma reunião com a Federação Nacional dos Municípios (FNM), ele afirmou que a situação da economia do Brasil “talvez” não permitisse que o governo liberasse esse recurso. “Nossa convicção doutrinária, ideológica em relação à importância dos municípios nos leva a fazer essa liberação", disse.


Michel Temer voltou a dizer que o País precisa revisar o pacto federativo, até mesmo para que os prefeitos não tenham de ir a Brasília de tempos em tempos "com o pires na mão" pedir ajuda da União. "O que tem acontecido nos últimos anos é que se descentraliza competências, mas não a arrecadação", comentou.
Ele espera que os prefeitos divulguem a ideia de repactuação federativa. "Mas é lógico que existem municípios que, em função da sua pequena arrecadação sempre dependerão do fundo de participação", afirmou.
O presidente interino citou a recente renegociação das dívidas dos Estados com a União, resolvida após muitos anos de disputa. "A União será forte se os Estados forem fortes, e mais forte ainda se os municípios forem fortes", assegurou.

Tesouro

Para a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, o governo não tem espaço fiscal para dar mais ajuda a Estados e municípios. Ela esteve reunida com deputados da Comissão de Finanças da Câmara, nesta quarta-feira, para discutir e analisar a execução orçamentária da União, o desempenho das transferências constitucionais dos fundos de participação dos Estados, Distrito Federal e dos municípios.

Apesar disso, Ana Paula disse que o governo está confiante que o programa de regularização de ativos de brasileiros no exterior vai aumentar a arrecadação, o que determinará a repartição de recursos da União a Estados e municípios por meio de fundos constitucionais de participação.


Questionada sobre a ameaça de Estados do Nordeste e do Norte e municípios de entrarem com ação no Supremo Tribunal Federal para pedir tratamento igual da União aos entes da Federação, Ana Paula afirmou que o projeto de renegociação das dívidas dos Estados foi estabelecido com base em acordo com todos os governadores. O acordo determina o alongamento do pagamento de dívidas dos Estados com a União.

Meta fiscal

A secretária do Tesouro Nacional afirmou ainda que a meta fiscal será cumprida tanto neste ano quanto em 2017. Para 2016, a meta de déficit primário é de até R$ 163,9 bilhões nas contas públicas. Para chegar a esse resultado do setor público consolidado, a expectativa é que o governo federal apresente déficit primário de R$ 170,496 bilhões e Estados e municípios, um superávit de R$ 6,554 bilhões.




Para 2017, além do déficit de R$ 139 bilhões para a União, a equipe econômica fixou meta de déficit de R$ 3 bilhões para as estatais e de R$ 1,1 bilhão para Estados e municípios. Se forem levados em consideração a União, Estados e municípios, a meta de resultado negativo sobe para R$ 143,1 bilhões. O déficit primário é o resultado negativo nas contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida pública.
Segundo o presidente em exercício Michel Temer, o governo "seguramente enfrenta dificuldades", mas hoje tem uma base de apoio no Congresso. "Estamos tomando o caminho correto e a economia está se recuperando, basta ler os jornais. Ontem eu li uma notícia que até me assustou, pelo lado positivo, dizendo que no ano que vem o crescimento será de 2%. Se isso acontecer, nós devemos ganhar aplauso nacional, porque é muito difícil", comentou.


* Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo

0 comentários:

Postar um comentário

Busque aqui

Curta a Página do Blog do Neto Weba

CUIDE DO SEU SORRISO

CUIDE DO SEU SORRISO

INTERNET EM ALTA VELOCIDADE

INTERNET EM ALTA VELOCIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Prefeitura executa novas obras de pavimentação em Godofredo Viana