quinta-feira, 7 de julho de 2016

Após renúncia de Cunha, Maranhão terá que convocar nova eleição para a Câmara

Waldir Maranhão (PP-MA), tem até cinco sessões em plenário para realizar uma nova eleição.


Do UOL





Após a renúncia do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que estava afastado do mandato e da Presidência da Câmara por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), tem até cinco sessões em plenário para realizar uma nova eleição, segundo informações do secretário-geral da Mesa Diretora, Sílvio Avelino da Silva. O prazo começa a vigorar a partir desta quinta-feira (7). 


Ele explicou que o procedimento do pleito será definido pelo presidente interino, e os candidatos poderão ser indicados até horas antes da sessão de votação. A gestão do próximo comandante do Legislativo vai até o dia 1º de fevereiro de 2017. 


De acordo com o Regimento Interno, Maranhão continuará ocupando o cargo de 1º vice-presidente da Mesa mesmo após a votação. Porém, ele pode vir a se candidatar na eleição que definirá o substituto de Cunha. 


Sílvio afirmou ainda que não há restrição quanto à participação de partidos e candidatos. A posse do novo presidente ocorrerá de forma imediata, logo após a votação, e publicada no Diário Oficial da Câmara dos Deputados. 


Renúncia 


A renúncia de Cunha foi anunciada pelo próprio no começo da tarde desta quinta. O parlamentar, que manteve o mandato e abdicou apenas do cargo de presidente, leu uma carta em que se defendeu das acusações de corrupção e se disse perseguido. Na companhia dos deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e João Carlos Bacelar (PR-BA), o peemedebista leu o documento com voz embargada e lágrimas nos olhos. 


“Resolvi ceder aos apelos generalizados dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa [Câmara] está acéfala, fruto de uma interinidade bizarra que não condiz com o que país espera de um novo tempo após o afastamento da presidente da República. Somente minha renúncia poderá pôr fim a esta instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará esperar indefinidamente”, declarou. 


O deputado –que havia negado a renúncia em diversas ocasiões– demonstrou emoção ao falar das acusações contra sua mulher e filha, também investigadas pelo uso de contas na Suíça suspeitas de terem recebido propina do esquema de corrupção na Petrobras. 


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