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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Vice mandou matar prefeito de Davinópolis por promessas não cumpridas, diz polícia



Delegado Praxísteles Martins revelou que acertos financeiros e "entregas" de secretarias estavam entre os acordos políticos que não foram cumpridos na prefeitura do interior do Maranhão.


Ivanildo Paiva (PRB), prefeito de Davinópolis é encontrado morto no Maranhão
— Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Davinópolis
Os motivos do assassinato do então prefeito de Davinópolis, Ivanildo Paiva (PRB), no dia 11 de novembro, foram dívidas e desentendimento político com o vice José Rubem Firmo (PCdoB) dentro da administração da prefeitura, segundo o delegado Praxíteles Martins, que comanda a investigação do caso.

As informações da Polícia Civil de Imperatriz dão conta de que a motivação da morte de Ivanildo Paiva foram promessas não cumpridas a José Rubem, como o pagamento de R$ 300 mil após a reeleição da chapa, além de Ivanildo não ter entregue o controle político da Secretaria de Educação do município a José Rubem. Esses acordos teriam sido feitos a época da campanha quando ambos buscavam a reeleição.

“Ele (José Rubem) não admite a participação no crime, mas a motivação é que quando foram eleitos, eles fizeram um acordo que envolvia duas secretarias e não foi cumprido. De imediato até que o Ivanildo cumpriu, mas no primeiro ano do primeiro mandato ele substituiu o pessoal das duas secretarias. Na reeleição, houve promessa de vantagem em dinheiro de R$ 300 mil, dos quais só repassou R$ 100 mil, e prometeu a Secretaria de Educação, mas acabou não ‘dando’. Por fim, Ivanildo prometeu que se licenciaria do cargo por quatro meses para que José Rubem assumisse a prefeitura”, revelou o delegado.

Vice é suspeito de mandar matar prefeito de Davinópolis

Segundo o delegado Praxíteles, a situação ficou mais tensa ainda entre os dois quando José Rubem tentou articular uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Davinópolis, mas Ivanildo Paiva soube e conseguiu evitá-la.

“O Rubem então ficou afundado em dívidas, devendo banco e agiotas e começou a se desfazer das empresas dele. Vendeu posto de combustível, padaria e, por fim, estava vendendo a casa que ele morava. Aí, a única alternativa que ele encontrou para assumir a prefeitura e refazer o patrimônio dele foi assassinando o titular. Ele dez isso com a ajuda do Messias, que é um amigo dele e que tem interesses em comum, pois é empresário com interesse em prestar serviço para o município e trabalha com agiotagem. Então eles contrataram as pessoas que participaram diretamente no crime”, concluiu o delegado.

José Rubem Firmo é preso por suspeita de ser mandante de morte de prefeito de Davinópolis

Para o delegado, o crime está praticamente elucidado, com oito pessoas presas envolvidas de alguma forma no homicídio.

José Rubem Firmo foi levado para a Delegacia de Homicídios de Imperatriz sem algemas e negou qialquer participação no crime. "Pela manhã eu fui surpreendido com este fato. Não tenho muito a declarar até pelo fato de eu também estar me perguntando e fiz esta pergunta ao delegado, o que está acontecendo? Eu também tenho interesse que o crime seja elucidado e estou aqui para colaborar com a polícia. também sou um dos interessados que o crime seja elucidado o mais rápido possível", disse após prestar depoimento.

De acordo com as investigações, no corpo de Ivanildo haviam marcas de tortura e cerca de sete disparos causados por arma de fogo. O corpo de Ivanildo Paiva foi sepultado na manhã do dia 13 de novembro, no Cemitério Campo da Saudade, em Imperatriz, a 626 km de São Luís.

Corpo do prefeito Ivanildo Paiva foi encontrado próximo a sua chácara em Davinópolis — Foto: Reprodução/TV Mirante

Prisões

José Rubem foi preso na manhã desta segunda-feira (31) e encaminhado imediatamente à Delegacia Regional de Imperatriz para prestar depoimento. Ele assumiu a prefeitura no dia 13 de novembro, em solenidade na Câmara Municipal da cidade.

No dia 11 de dezembro, a polícia prendeu Francisco de Assis Bezerra Soares, conhecido como "Tita", que é policial militar no Pará e foi preso em Dom Elizeu; José Denilton Guimarães, conhecido como "Boca Rica", que é mecânico; Willame Nascimento da Silva, policial militar do Maranhão lotado em Grajaú, e Jean Dearlen dos Santos, o "Jean Listrado", que segundo as investigações é pistoleiro. Douglas da Silva Barbosa, de 22 anos, também está preso suspeito de participação no crime.

No dia 22 de dezembro, Carlos Ramiro se apresentou na delegacia com um advogado e ficou preso por força de um mandado de prisão relacionado ao caso. No dia 27 de dezembro, o empresário Antônio José Messias foi preso em sua própria residência.

G1 MA
segunda-feira, 13 de julho de 2026

Mais um suspeito morre e outro é preso em operação sobre morte de grávida e filho em São João Batista



Um segundo suspeito foi morto em confronto com a polícia e um terceiro foi preso durante as buscas pelos envolvidos no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos, em São João Batista, no Maranhão. A informação foi confirmada pelas autoridades nesse domingo (12).


David João Gaspar Penha, conhecido como “Mucurão”, foi apontado como suspeito de participação no crime. Segundo a polícia, as equipes tentaram abordar o suspeito, mas ele reagiu. Durante o confronto, ele foi atingido por disparos e morreu.

Pouco antes, Joelson Braga Araújo, também investigado por envolvimento no ataque, foi morto durante um confronto com equipes policiais no povoado Arrebenta, na zona rural de São João Batista.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), Joelson utilizava tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça. A secretaria não informou o motivo do monitoramento. Já o suspeito preso foi identificado como Mateus Costa Pinheiro.

As forças de segurança mantêm as buscas por outros suspeitos de participação no crime.

Samira Costa Correia, que estava grávida, e o filho, Yan Kaleb Costa Santos, de quatro anos, foram encontrados mortos e com os corpos carbonizados dentro de uma residência no povoado Olho d’Água dos Bodes, na zona rural de São João Batista. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (10).

Uma das linhas investigadas é a possível relação do crime com disputas entre facções criminosas que atuam na região. A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) instaurou inquérito para identificar os autores, esclarecer a motivação e apurar todas as circunstâncias do caso.

Segundo o delegado-geral da PC-MA, Augusto Barros, diferentes versões estão sendo analisadas pelos investigadores. Entre as hipóteses, está uma possível ligação da vítima com integrantes de grupos criminosos.

Vingança de facção pode estar por trás de crime contra gestante e filho

“A pessoa teria algum tipo de relação com um indivíduo de facção que, eventualmente, poderia ter mudado de facção. Outra versão que foi apresentada é que ela teria algum tipo de participação numa facção e teria traído a facção. E, por isso, tido objeto dessa vingança, dessa ‘decretação’, como eles falam”, explicou.

O delegado-geral ressaltou na entrevista, no entanto, que nenhuma linha de investigação foi confirmada até o momento. “A gente precisa manter várias possibilidades sobre a mesa para não se prender a uma única hipótese e fechar os olhos para provas que possam surgir de outros lados”, afirmou.

Desde as primeiras horas após a ocorrência, equipes especializadas das Polícias Civil e Militar, da Perícia Oficial, do Centro Tático Aéreo (CTA) e dos setores de inteligência foram deslocadas para a região, onde realizam diligências de forma integrada e ininterrupta, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). 

Imirante

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Homem suspeito de envolvimento em morte de pai é preso no MA


Francisco Pereira Costa Filho
O filho do principal suspeito de envolvimento no assassinato de um taxista em Imperatriz, a 626 km de São Luís, que ocorreu na última terça feira (10) foi preso pela polícia. Ele foi autuado por fraude processual, tentando, entre outras coisas, destruir provas materiais que a polícia considera fundamental para as investigações.

Francisco Pereira Costa Filho, de 35 anos, passou o dia na Delegacia de Homicídios de Imperatriz. Ele é filho de Francisco Pereira, o “Chico Papada”. O homem apontado pela polícia como mandante da morte do taxista José Enilson Queiroz.

O delegado Praxíteles Martins, responsável pelo caso, disse que para tentar identificar quem estava com a motocicleta no dia do crime pediu imagens da câmera de segurança da concessionária da família, no bairro Mercadinho. A surpresa foi encontrar um técnico reinstalando o equipamento a pedido de Francisco Filho.

“Ele levou equipamento na empresa pedindo que formatasse o HD e não conseguiram formatar e na pressa ele acabou pedindo para que fosse substituída a peça, o HD. Então, foi colocado um novo HD e ele saiu do local com o equipamento com o HD já substituído e o HD original ele levou consigo e certamente ocultou ou destruiu”, revelou o delegado.

Agora, após a prisão do pai, Francisco Filho também está preso em flagrante pelo crime de destruição de documento. Nessa etapa de investigação não cabe fiança.

O próximo passo da polícia vai ser ouvir a família de José Enilson para entender a motivação da execução. Segundo o delegado, vítima e mandante tinham uma relação estreita de amizade. “Uma amizade de mais de 20 anos e que o ‘Chico Papada’ durante as declarações dele ele tentou minimizar essa relação. Então a gente precisa entender com profundidade como era esse laço de amizade e se houve rompimento e, por qual razão”, finalizou.

“Chico Papada” é um comerciante de carros conhecido na cidade. Além disso, já foi investigado por envolvimento com agiotagem e crimes de pistolagem na região. A polícia ainda não descobriu quem atirou contra o taxista, na porta da casa da vítima, na última terça- feira (11).

(Informações do G1;MA)
segunda-feira, 11 de março de 2024

Preso suspeito de matar travesti a pedradas no MA; homem alega ter sido ameaçado pela vítima


Preso suspeito de matar travesti a pedradas no MA; homem alega ter sido ameaçado pela vítima — Foto: Divulgação


Foi preso, na manhã desta segunda-feira (11), um homem suspeito de matar a travesti Riana, de 21 anos de idade, que foi assassinada a pedradas na madrugada desse domingo (10), em Barra do Corda, a cerca de 448 km de São Luís.

O suspeito, identificado como Francisco Ramos, conhecido como "Galeguinho", foi preso em uma ação conjunta das polícias Civil e Militar, no povoado Brejo do João, no município de Tuntum, a 421 km da capital maranhense.

Preso suspeito de matar travesti a pedradas no MA;
homem alega ter sido ameaçado pela vítima — Foto: Divulgação


Segundo o delegado Brito Júnior, titular da Delegacia Regional de Grajaú e responsável pelo plantão da Regional de Barra do Corda, o homem foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por meio cruel.

Os policiais chegaram até o suspeito após analisarem imagens de câmeras de segurança do local do crime, que fica próximo a uma casa de festa, na Vila Sampaio, onde a vítima e o homem estariam antes do assassinato. Nas imagens foi possível ver o momento em que Francisco passa a agredir Riana com pedradas.

Riana, que é registrada como Ryan Carlos da Conceição dos Santos, foi assassinada com mais de dez pedradas na região da cabeça.

Na delegacia Francisco alegou ter tido uma briga com a vítima, ao negar manter relações com ela. O suspeito disse também que foi ameaçado pela vítima com uma faca e que estava embriagado na hora do crime.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão e, segundo o delegado Brito Júnior, há três linhas de investigação: briga pelo consumo de crack, ⁠intolerância pela orientação sexual da vítima e ⁠desacerto no pagamento de programa sexual.

Ainda de acordo com o delegado, Francisco já tem passagem pela polícia pelo crime tentativa de feminicídio.

Após os procedimentos de praxe, o suspeito foi encaminhado a uma unidade prisional, onde ficará à disposição da Justiça.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Polícia no MA diz que internautas que defendem homicídios podem ser processados


Na internet ocorreram comentários culpando Bruna Lícia, morta a tiros pelo policial Carlos Eduardo por uma suposta traição. Ação foi repudiada pela OAB-MA.

Bruna Lícia e o policial Carlos Eduardo moravam em união estável — Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil do Maranhão fez um alerta nesta segunda (27) sobre comentários com apologia ao crime feitas na internet. De acordo com a Delegacia de Repressão a Crimes na Internet, a ação não gera prisão imediatada, mas a pessoa pode responder a um processo e até ser presa em possível condenação.

O Artigo 287 do Código Penal aponta que, fazer publicamente apologia de fato criminoso ou de autor de crime gera pena de detenção, de três a seis meses, ou multa. No entanto, para a pessoa ser processada, é preciso que alguém procure a polícia e formalize a denúncia.

"Para a pessoa ser processada, precisa ter uma formalização. A gente daria o apoio técnico. Pode ser por ameaça contra a que está comentando a mensagem. Depende. Se a pessoa que comentou se sentir ameaçada, pode procurar a polícia. Também pode ser apologia ao crime, a depender do contexto. Uma pessoa teria que ir na delegacia e denunciar o caso", afirmou o delegado Odilardo Muniz.

Um dos casos acompanhados pela Polícia Civil é o assassinato de Bruna Lícia e José Willian no Condomínio Pacífico I, em São Luís, no último sábado (25). O acusado pelo crime é o policial militar Carlos Eduardo, que teria efetuado vários tiros após flagrar uma traição. Ele e Bruna viviam juntos em união estável.

Nas redes sociais, vários comentários que culpabilizam Bruna receberam repúdio. Um internauta chegou a dizer que 'ela procurou o caminho dela'.

Comentários de apologia ao crime podem ser denunciados, afirma a Polícia Civil — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Comentários de culpabilização da vítima podem ser denunciados, afirma polícia civil — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Comentários de culpabilização da vítima podem ser denunciados, afirma polícia civil — Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Comissão da Mulher e da Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA) divulgou uma nota oficial sobre o caso repudiando os comentários de culpabilização da vítima (veja no final da reportagem).

Após o crime, o policial teria entregado a arma para o tio, que é sargento da polícia. Depois, o PM foi preso e levado para o presídio militar em São Luís, onde ficará à disposição da Justiça. Ele foi autuado por homicídio contra José Willian e feminicídio contra Bruna Lícia.

Bruna Lícia foi assassinada com vários tiros. Acusado é policial Carlos Eduardo, com quem ela mantinha uma união estável. — Foto: Arquivo Pessoal
Para a delegada do Departamento de Feminicídio, Viviane Fontenelle, um amigo do colega de trabalho da vítima estava no local e correu para pedir ajuda. Na saída, ouviu os tiros. Essa versão refuta a tese de que poderia ter ocorrido legítima defesa.

"Realmente teve uma luta corporal, mas ele [policial] chegou e foi atacando. Tinha uma testemunha lá dentro que viu ele entrando, começando as agressões. Ouviu a menina [Bruna] gritando 'para, para com isso'. Então se ela estava gritando 'para' é porque eles estavam sendo atacados e não o contrário", disse a delegada.

Segundo testemunhas, Carlos Eduardo teria chegado mais cedo em casa e flagrado a traição de Bruna Lícia com José Willian. Irritado, o militar teria efetuado sete disparos contra os dois, que morreram na hora.

Bruna Lícia foi sepultada durante a tarde deste domingo (26) no cemitério Jardim da Paz, em São José de Ribamar.

Bruna foram sepultada no Cemitério Jardim da Paz, em São José de Ribamar — Foto: TV Mirante

Veja a nota de repúdio da OAB-MA contra comentários de culpabilização de Bruna Lícia.

"Nesse sábado (25), mais uma mulher foi assassinada por seu companheiro, passando a integrar as estatísticas do crime de feminicídio do Estado. Em 2019, foram registrados 48 casos. Um aumento se comparado ao ano anterior, 2018, com 43 feminicídios. Em que pese viver-se no Século XXI, mais uma mulher é vítima da violência extremada que assola a nossa sociedade. O feminicídio é a triste consequência do machismo alicerçado na naturalização de comportamentos, que fazem pessoas acreditarem que diferenças sexuais respaldam superioridade de um gênero sobre o outro. A vida humana é feita de dissabores e escolhas. Violência não é solução, tampouco justificativa para as frustrações vividas. Diante tamanha atrocidade, não seremos complacentes com tamanho desrespeito à dignidade da pessoa humana e banalização da vida. Logo, REPUDIAMOS, de forma veemente, o ato brutal cometido pelo policial militar que tem direito à defesa e a um julgamento justo, assim como REPUDIAMOS todos os posicionamentos de culpabilização da vítima e que incentivam o julgamento e opressão do gênero. Expressamos nossa solidariedade às famílias das vítimas, na certeza de que a justiça será feita, assim como da continuidade do combate às violências que depreciam o viver em sociedade".

G1 MA
quarta-feira, 28 de novembro de 2018

PM abre processo administrativo contra policial flagrado levando dinheiro de banco assaltado


A Polícia Militar do Piauí vai apurar as circunstâncias da prisão do policial preso ao ser flagrado recolhendo dinheiro de agência bancária atacada por criminosos, em Bacabal (MA), no domingo (25).

Comando Geral da Polícia Militar do Piauí — Foto: Catarina Costa/G1 PI
A Polícia Militar do Piauí (PM-PI) abriu um processo administrativo contra o policial André dos Anjos Santos, preso ao ser flagrado recolhendo o dinheiro da agência do Banco do Brasil após o ataque de criminososno domingo (25), em Bacabal (MA). Ao G1, o comandante da PM, coronel Lindomar Castilho, informou que a Polícia Civil do Maranhão vai enviar informações sobre a prisão.

O policial, que é lotado no 13º Batalhão da Polícia Militar de Teresina, continua preso no Maranhão. “Já solicitamos informações para o delegado responsável pelo caso. O André não teve participação no assalto. Ele, juntamente com outras pessoas, pegou parte do dinheiro deixado pelos criminosos após o assalto”, informou o coronel Lindomar Castilho.

Dezenas de blocos de dinheiro foram recuperados pela polícia em Bacabal — Foto: Erisvaldo Santos/TV Mirante

“Foram naquela história de que achado não é roubado, mas pela lei não é assim que funciona. Isso é apropriação indevida, furto e ele vai responder à Justiça do Maranhão por isso. Aqui, como ele é um policial, vai passar pelo processo administrativo”, completou o comandante.

No momento da prisão, André dos Anjos informou aos policiais que é militar e que estava de folga, que estava na cidade para ministrar aulas de geografia. De acordo com o coronel Lindomar Castilho, as informações passadas pelo policial serão verificadas durante a investigação da polícia do Maranhão e durante o processo administrativo da corporação.

Entenda o caso


Agência do Banco do Brasil ficou completamente destruída após ataque dos bandidos em Bacabal — Foto: Reprodução/TV Mirante
Na noite do domingo (25) a agência do Banco do Brasil do município de Bacabal, no Maranhão, foi invadida por uma quadrilha fortemente armada. Durante a ação, os assaltantes incendiaram viaturas e tiveram confronto com a polícia.

Um suspeito foi preso e três foram mortos. Outras duas pessoas foram presas após terem entrado na agência para pegar cédulas que foram deixadas pelo crime.

Nessa segunda (26) a polícia começou a recuperar o dinheiro que foi levado pela população após o assalto da agência. Imagens divulgadas pela polícia mostraram uma montanha de dinheiro dividida em notas de R$ 2, 5, 10, 20, 50 e 100.

sábado, 10 de junho de 2023

TURIAÇU: Enfermeiro investigado atuou como diretor clínico de hospital e recebeu salários por meio da conta bancária de outro médico

Hospital Municipal da cidade de Turiaçu (MA) — Foto: Divulgação/Governo do Maranhão


Documentos obtidos com exclusividade, pelo g1 Maranhão, mostram que Alberto Rodrigues da Silva, conhecido como 'Dr. Guilherme', que é investigado pela morte de uma mulher no qual fez uma cirurgia plástica em um hospital do Maranhão, recebeu salários relativo aos procedimentos que fazia no Hospital Municipal da cidade de Turiaçu (MA), por meio da conta bancária um outro médico.

Alberto Rodrigues da Silva falou para blogueiro sobre os procedimentos estéticos
que ele fazia — Foto: Reprodução/TV Mirante

A informação consta no inquérito da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), obtido pelo g1 Maranhão, que investiga o caso. O médico que teria recebido o dinheiro por 'Dr. Guilherme', foi identificado como Alexandre Pinto Sousa.

Em depoimento à polícia, ele confirmou o caso. Alexandre Pinto contou que foi procurado por Alberto Rodrigues que pediu a ele depositar o dinheiro do seu 'salário em sua conta, devido a problemas bancários.

Alexandre Pinto aceitou o recebimento do dinheiro em sua conta e repassava para Alberto, após o mesmo ter apresentado uma documentação exigida para trabalhar no hospital. O médico afirmou que o enfermeiro nunca levantou suspeitas já que tinha uma 'conhecimento teórico, técnico e prático'.

Documento falso usado pelo enfermeiro Alberto Rodrigues com o nome de Guilherme para atuação como médico — Foto: g1

De acordo com o inquérito, que investiga o caso, 'Dr. Guilherme' recebia o pagamento dos serviços prestados por meio do médico, devido ao fato dele atuar nas cidades de Bacabal (MA) e Teresina (PI) e, por conta da distância, teria um impedimento legal para que ele trabalhasse em Turiaçu.

'Dr. Guilherme' teria recebido os salários dessa forma por cerca de três meses, até quando foi desligado do Hospital de Turiaçu.

O motivo teria sido o fato dele não ter se vinculado ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) pela cidade de Turiaçu, já que ele trabalhava como médico em Penalva (MA), Bacabal (MA), Lago da Pedra (MA) e Teresina (PI) e, só poderia ser vinculado a apenas duas cidades.

A defesa de Alberto Rodrigues também foi procurada para falar sobre as acusações da Polícia Civil e a investigação em Turiaçu, mas não foi encontrado.

'Diretor clínico' e R$ 45 mil por serviços prestados

Outra testemunha, que trabalha no Hospital Municipal de Turiaçu, também confirmou a história em depoimento à Polícia Civil. Ela contou que o enfermeiro Alberto Rodrigues, conhecido como 'Dr. Guilherme', teria recebido R$ 45 mil por serviços prestados como Diretor Clínico e plantonista no hospital da cidade.

Em depoimento, ela contou que o enfermeiro relatou que o valor devido a uma nomeação, dada a ele, como Diretor Clínico do Hospital de Turiaçu. Deste valor, R$ 15 mil seria pago pelos serviços prestados como diretor e o restante, seria referente ao plantão dado por ele no hospital.

A testemunha também afirma que o enfermeiro nunca levantou suspeitas sobre sua conduta. Aos investigadores, ela relatou que o Alberto Rodrigues chegou a comentar que o médico Alexandre Pinto era visto como 'amigão' dele e que ambos se conheciam desde a época da residência médica.

Segundo a Polícia Civil, o médico Alexandre Sousa negou em depoimento, que teria feito residência e que nunca estudou com 'Dr. Guilherme'.

'Especialista' em procedimentos estéticos

Em uma entrevista concedida para um blogueiro de Santa Inês (MA), o enfermeiro Alberto Rodrigues da Silva diz ser especialista na área de estética íntima e cita algumas cidades maranhenses em que ele atuava.

Nas imagens, o enfermeiro afirma ser 'um dos poucos profissionais da área', e que atua nas cidades de Poção de Pedras, Lago dos Rodrigues e Lago da Pedra.

"São poucos profissionais que trabalham na área e eu trabalho na área de estética íntima também. Tanto masculina quanto feminina. Eu atendo em Poção de Pedras, em Lago dos Rodrigues e Lago da Pedra", diz Alberto.

Nas redes sociais, ele se apresentava em um perfil como 'Albert Rodrigues', prometendo promover saúde, beleza e autoestima por meio de procedimentos estéticos. Essas provas serão usadas para constatar o exercício ilegal da medicina.

Ele é acusado de ter usado uma foto sua em um documento profissional com o outro médico. O enfermeiro foi indiciado por exercício ilegal da medicina mas, como não houve flagrante, não foi preso. O caso ainda não foi julgado, e ele não compareceu a uma audiência judicial ocorrida em 6 de junho.

Investigações

A Polícia Civil do Maranhão constatou que Alberto Rodrigues da Silva já havia sido indiciado por ter feito uma outra operação, também em um hospital público, em Turiaçu (MA).

A investigação é de julho de 2022 e aponta que Alberto atuava no Hospital Municipal de Turiaçu com o nome de Dr. Guilherme'. Lá, em 2021, ele realizou uma histerectomia, que é a remoção do útero de uma paciente.

A paciente teve vazamento da urina na vagina e ainda passou por uma segunda cirurgia com o enfermeiro. Porém, as complicações continuaram, e ela teve de passar por uma terceira operação, em São Luís.

"Ficou constatado que ele já responde por um crime de exercício ilegal da medicina, ele já tinha um registro falsificado no Conselho Regional de Medicina, isso foi apurado em outro inquérito, em outra cidade, em Turiaçu. E essas investigações que foram coletadas na cidade, serão trazidas para as nossas investigações", disse o delegado Márcio Rodrigo Coutinho.


Morte de paciente


Polícia investiga morte de mulher após cirurgia estética feita por enfermeiro em hospital municipal no MA — Foto: Reprodução/TV Mirante

Alberto Rodrigues da Silva é acusado de ter causado a morte da esteticista Erinalva de Jesus Dias, de 37 anos, que passou por uma cirurgia dentro do Hospital Municipal de Lago dos Rodrigues, cidade a 320 km de São Luís. O caso aconteceu em 31 de maio.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Homem que matou namorada com 50 facadas no Tocantins é preso no MA


O homem identificado como Silvanildo Mariano de Souza Santos, de 22 anos, que matou a namorada a facadas na cidade de Arapoema, no Tocantins, foi preso nesta terça-feira (29), por volta de 12h30, na cidade de Grajaú, no Maranhão.

De acordo com investigações, na madrugada de segunda-feira (28), Silvanildo discutiu com sua namorada, a adolescente Railane da Silva Oliveira, de 16 anos, e desferiu aproximadamente 50 facadas na barriga, braços e pescoço da adolescente.

O cumprimento do mandado de prisão preventiva contra o assassino foi feito pela Polícia Civil do Tocantins, por Intermédio da Delegacia da cidade de Arapoema, sob o comando Delegado de Polícia Marco Aurélio Barbosa Lima.

O investigado estava foragido e escondido na zona rural do município de Grajaú, onde foi preso, sendo que a arma do crime também foi apreendida. A prisão contou com o apoio da Polícia Civil e a Guarda Municipal de Grajaú.
De acordo com o delegado, Santos confessou o crime e disse que a atacou durante uma briga.

O assassino foi levado para a cadeia de Arapoema, no norte do Tocantins, e vai responder por homicídio doloso qualificado.

O crime

O corpo da adolescente Railane da Silva Oliveira, de 16 anos, foi encontrado nesta segunda-feira (28) às margens de uma rodovia no município de Bandeirantes, na região norte do Tocantins. De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi morta com várias facadas.

A polícia informou que o corpo estava próximo a um balneário em uma região rural da cidade. No local do crime foram encontrados um capacete, um par de sandálias feminino e uma pulseira. O delegado disse ainda que o zíper da calça da vítima estava aberto e, por isso, pediu exames para saber se ela foi violentada sexualmente.

As marcas de facadas estavam por todo o corpo, inclusive nas mãos, o que indica que ela tentou se defender das agressões. O corpo da vítima foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína.

Por Mídia São Luis
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Filho de ex-vereador é preso suspeito de assalto a banco no Maranhão



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Dois suspeitos foram mortos e outros três, presos, durante operação das polícias Civil e Militar realizada no sábado (16), próximo a Rosário, no Maranhão. Foram detidos Luís Alberto Freitas Alves, de 29 anos, que seria filho do ex-vereador Adalberto Rocha Alves, o “Dako”; José Maria Marques Cantanhede, 55; e Wellyson de Sousa Santos, 22. Os dois suspeitos mortos ainda não foram identificados. O grupo é suspeito do assalto à agência do Bradesco ocorrido na terça-feira (12), em Icatu (MA).
O delegado Tiago Bardal disse, em entrevista coletiva neste domingo (17), que o assalto a bancos tem sido um dos meios utilizados pelos políticos para o financiamento de campanhas eleitorais no Estado.
“A gente vem batendo na mesma tecla. Infelizmente, em ano eleitoral cresce o roubo a banco. No Maranhão, teve, no ano passado, um combate forte à agiotagem, que era um meio que eles procuravam para lançar campanha, assim como o tráfico [de drogas]. O outro é o assalto a banco. Como no tráfico já foram apreendidas duas toneladas de drogas recentemente, o investimento no assalto a bancos tá sendo usados por eles agora”, explica Bardal.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), após o assalto, foram montadas barreiras policiais na região. Um caminhão não teria obedecido à ordem de parada e iniciou troca de tiros, ocasião na qual foram presos José Maria e Luís Alberto, que auxiliava os assaltantes na fuga, segundo o delegado Tiago Bardal.
Na manhã de sábado, uma equipe da Polícia Civil abordou um veículo suspeito em Morros. Ao perceber a presença policial, o grupo tentou fugir por uma estrada vicinal, mas o carro teria atolado na areia.
Dois conseguiram fugir e Wellyson Santos foi preso. A polícia continuou em busca dos foragidos, quando houve troca de tiros e os dois suspeitos acabaram mortos.
Nas diligências, foram apreendidos uma metralhadora ponto 45, uma escopeta calibre 12, uma pistola ponto 40 de uso da Polícia Militar do Piauí e grande quantidade em dinheiro, provavelmente proveniente do roubo ao banco.
Os presos foram levados para a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), em São Luís, onde foram aututados por roubo qualificado e associação criminosa e, depois, encaminhados para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital.
sábado, 24 de agosto de 2019

Cigana suspeita de chefiar chacina em Coelho Neto é presa em Caxias, no MA


Ela é esposa de Antônio Carlos Sobral da Rocha, o ‘Didoca’, suspeito de ordenar ação que matou quatro pessoas e deixou cinco feridas.


Francilucia Rocha dos Santos, de 31 anos, foi presa em Caxias, a 360 km de São Luís. — Foto: Divulgação/Polícia Civil
A Polícia Civil prendeu na cidade de Caxias, Francilucia Rocha dos Santos, de 31 anos. Ela é suspeita de chefiar uma ação que deixou quatro mortos e cinco feridos em Coelho Neto, no mês de junho. Dentre os feridos estava uma mulher, dois homens e uma criança de 10 anos baleada na cabeça.

Tiroteio ocorreu durante a manhã em Coelho Neto e cinco pessoas morreram. — Foto: Divulgação

Segundo o delegado Armando Pacheco, superintendente da Polícia Civil do Interior, o crime foi cometido por vingança. As investigações apontam que membros de uma família de ciganos rival - que foi vítima da chacina - teriam assassinado um membro da família de Antônio Carlos Sobral, marido de Francilucia, e que foi preso no dia 17 de junho por ser o mandante da chacina.

“Teria sido um suposto homicídio que a família rival, que foram as vítimas de Coelho Neto, teriam praticado contra a família dele. Por conta disso, ele vinha planejando há anos essa vingança, já tentou por duas vezes contra a vida desses familiares, até conseguir assassinar eles na cidade de Coelho Neto”, explicou.

Antônio Carlos Sobral da Rocha, o ‘Didoca’, foi preso enquanto tentava fugir do município para Imperatriz (MA). — Foto: Reprodução/TV Mirante


A prisão ocorreu de Francilucia ocorreu na tarde desta quinta-feira (22) em cumprimento a mandado de prisão temporária por 30 dias. Ela já responde processo por tráfico de drogas e é a mesma que aparece em um vídeo exibindo armas de uso restrito e proferindo ameaças a um cigano rival.

Segundo a polícia, Francilucia é quem aparece em um vídeo exibindo armas e ameaçando um cigano rival. 

G1 MA

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Delegado é preso no MA



Alexsandro Passos, delegado da cidade de Morros, foi preso nesta quarta-feira (25). Ele é acusado de desviar combustível que seria usados para abastecer viaturas.

De acordo com informações, o delegado teria desviado cifras elevadas, além de se apropriado de bens. Também foram presos dois funcionários do administrativo.

O delegado deve ser encaminhado para cela especial do quartel do Corpo de Bombeiros.
domingo, 12 de maio de 2024

Vereador é preso em flagrante pela PF acusado de crime eleitoral



O vereador Júlio Galvão (foto), do município de Primeira Cruz, foi preso em flagrante pela Polícia Federal esta semana, em São Luís, acusado de crime eleitoral.

O parlamentar, que milita politicamente no povoado Campo Novo, é aliado do ex-prefeito Sérgio Albuquerque, que tentará retornar ao comando da cidade no pleito deste ano, e do atual prefeito Nilson do Cassó, alcançado recentemente por uma investigação do Ministério Público que visa apurar a aplicação de verba no valor de R$ 1.659.841,00.

A prisão em flagrante aconteceu no Lusitana Mall, próximo ao elevado do bairro da Cohama, onde o vereador se encontrava com outras três pessoas.

De acordo com o auto de prisão em flagrante obtido pelo editor do Blog, assinado pelo delegado Salomão Sá Menezes Moraes, Galvão trabalhava para alterar domicílios eleitorais da capital para Primeira Cruz em um posto da Justiça Eleitoral situado no empreendimento comercial.

Ele e as outras três pessoas foram denunciadas à autoridade policial por uma servidora do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE/MA).

A denunciante relatou que Júlio Galvão e seus acompanhantes estavam tentando modificar domicílio eleitoral utilizando documentação falsa, inclusive comprovantes de contas de energia, cujos titulares, eles não conseguiram atestar nenhum tipo de vínculo.


Uma das pessoas detidas, de nome Roselina Silva Jansen, em depoimento na superintendência da PF, afirmou que uma mulher, cujo nome ela disse não se lembrar, solicitou que a mesma transferisse seu título para o povoado Campo Novo, localidade que ela garantiu não conhecer.

Informou, ainda, que vereador a levou até o posto do TRE/MA no Lusitana Mall e lhe entregou um documento para que efetuasse a transferência.

Outros dois conduzidos, quais sejam Ivaldo da Silva e Luiz Ferreira dos Santos, sustentaram a mesma versão.

“Diante da situação acima exposta, vislumbra-se o enquadramento do acervo fático em tela ao crime de Inscrição Fraudulenta de Eleitor, tipificado no caput do art. 289 do Código Eleitoral, visto que os conduzidos foram flagrados na tentativa de alterar o seu domicílio eleitoral com a utilização de endereço falso”, pontuou o delegado no auto de prisão.

Júlio Galvão foi liberado posteriormente mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 700,00.
domingo, 2 de maio de 2021

Ex-juiz é preso no MA após ofender dono de pousada e desacatar PMs



O ex-juiz do Rio de Janeiro, Jorge Jansen Couñago Novelle, de 61 anos, foi detido após ofender e agredir o dono de uma pousada e desacatar policiais militares em Santo Amaro do Maranhão, na região dos Lençóis Maranhenses. O caso aconteceu na última quinta-feira (29).


Os vídeos que mostram as agressões foram captados por câmeras de segurança da pousada. Nas imagens, o ex-juiz aparece alterado e chega a agredir um dos funcionários do estabelecimento.

Outras duas pessoas tentaram impedir novas agressões. O ex-juiz insulta o homem e chega a ser expulso da pousada. Depois, ele retorna ao local com um pedaço de madeira nas mãos e faz ameaças.

Em outras imagens, Jorge Jansen aparece segurando uma garrafa de bebida alcoólica e é contido pelos policiais militares. Uma arma que seria do juiz chega a ser entregue aos PMs .

Jorge Jansen insultou e desacatou os policiais militares que o conduziam até a delegacia da cidade Barreirinhas. No caminho, o ex-juiz tentou ainda danificar o banco da viatura da PM.

"Ele é uma pessoa que apresentou um desequilíbrio o tempo inteiro, tanto na noite em que foi feita a apresentação dele, quanto na manhã seguinte. Ele apresentou um nítido desequilíbrio", disse o delegado.

Segundo o delegado, Jorge Jansen também foi agressivo com os policiais civis e chegou a insultar a delegada Verônica Serra, que estava de plantão. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de desacato e injúria real.

Por se tratar de dois crimes em que a soma das penas fica abaixo de quatro anos, Jorge Jansen teve direito à fiança de seis salários mínimos. Após pagar a quantia, o ex-juiz foi liberado.

O delegado Ricardo Carneiro afirmou que o inquérito segue em tramitação. Ainda nesta semana, o caso será enviado ao Poder Judiciário na cidade de Humberto de Campos para ser julgado.

G1 MA
quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Inquérito de lesão em advogada que foi espancada pelo irmão do prefeito de Pinheiro vai à justiça em 10 dias


Ex-companheiro da vítima tem prisão decretada e é considerado como foragido


A delegada titular da Delegacia da Mulher, Wanda Leite, afirmou ontem que o inquérito policial sobre a lesão corporal grave, que teve como vítima a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, de 27 anos, vai ser remetido no prazo de 10 dias para o Poder Judiciário. Segundo a polícia, a advogada foi agredida fisicamente pelo ex-marido, Lúcio André Genésio, no último sábado 11. O acusado chegou a ser preso em flagrante e solto mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 4.685, mas, no domingo, 12, sua prisão foi expedida pelo juiz Clésio Coelho Cunha.

A vítima ontem esteve acompanhada de advogado e familiares à Casa da Mulher, no Jaracati, onde foi ouvida pela delegada Wanda Leite. A delegada declarou que no decorrer desta semana, testemunhas vão depor na Delegacia da Mulher e ainda devem chegar o resultado de exames periciais a que Ludmila Rosa foi submetida no Instituto Médico Legal (IML), no Bacanga.

A delegada ainda informou que após esses procedimentos o inquérito policial vai ser encaminhado ao Poder Judiciário com a motivação e autoria definida. “Esse inquérito vai ser encaminhado no prazo de 10 dias para a justiça”, disse Wanda Leite.

Mandado de prisão

O juiz plantonista Clésio Coelho Cunha decretou a prisão preventiva de Lúcio André Génésio em virtude de agressões físicas a sua ex-mulher, Ludmila Rosa, a pedido do Ministério Público, por meio da promotora de justiça Bianka Sekker Sallem. O magistrado ainda pediu que a Corregedoria da Polícia Civil pudesse investigar o delegado Valber Braga, que arbitrou a fiança ao acusado.

A vítima revelou ao Ministério Público que foi agredida fisicamente pelo ex-marido várias vezes. Inclusive, um dos casos ocorreu quando a advogada estava grávida e teria ocorrido na cidade de Pinheiro. Neste momento, ela registrou uma ocorrência contra o acusado na delegacia daquele município.

Ela também disse que no último sábado começou a ser espancada desde a Lagoa da Jansen até próximo onde reside, no bairro Cohama, foi expulsa do carro do agressor e teve seu celular quebrado. Após sair do veículo, ela pediu ajudar aos vizinhos e foi acionada a polícia.

A vítima está com várias marcas de violência pelo corpo, principalmente, no rosto e nas costelas.

Nota

Na segunda feira, a Ordem dos Advogados do Brasil da Seccional Maranhão (OAB/MA), enviou uma nota à imprensa, repudiando todo tipo de violência praticada contra as mulheres e se solidarizar com a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva. Ela foi vítima de violência moral e física praticada pelo seu ex-companheiro, Lúcio André Genésio, no último final de semana.

Neste caso de violência contra a advogada Ludmila Rosa, a OAB/MA está vigilante e coloca à disposição da vítima a Comissão da Mulher e da Advogada e também a Comissão de Acompanhamento das Vítimas de Violência para que sejam tomadas todas as providências legais e cabíveis para que o ato violento seja submetido aos preceitos legais. É imensurável e inaceitável a violência moral e física em que a profissional em advocacia foi submetida. A ação reflete que a sociedade ainda tem muito a caminhar para garantia plena dos direitos das mulheres.

Lúcio André Genésio, no momento da prisão em flagrante, foi acusado de lesão corporal e não havia sido divulgado o resultado do exame de corpo de delito a que a vítima foi submetida no IML. Neste caso, segundo a Justiça, cabe o arbitrar fiança, mas, quando o crime é definido como lesão corporal grave é inafiançável.

O Estado
sexta-feira, 13 de março de 2026

Homem suspeito de ameaçar companheira é preso em Cururupu, no MA


Homem suspeito de ameaçar companheira é preso em Cururupu, no MA —
 Foto: Divulgação/ Polícia Civil


Um homem suspeito de ameaçar a companheira foi preso em flagrante, na tarde da última quarta-feira (11), em Cururupu a 455 km de São Luís.

Segundo a polícia, o delegado responsável pelo caso já havia solicitado à Justiça a prisão preventiva do suspeito. O pedido foi feito após a constatação de que ele vinha repetindo ameaças contra a própria companheira.

Após os procedimentos realizados na delegacia, o homem foi encaminhado ao sistema penitenciário e ficará à disposição da Justiça.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Acusado de sequestrar gerente do Banco do Brasil de Governador Nunes Freire é preso no estado de Goiás


Foi preso ontem (01) em Goiânia um homem acusado de sequestrar, na semana passada, o gerente de um banco e toda sua família, incluindo quatro crianças. Uma das crianças, de 6 anos, chegou a ser ameaçada com arma na cabeça. O preso é Josias Evangelista da Silva, 39 anos, natural da cidade goiana de Minaçu. O crime aconteceu no dia 22, no município de Governador Nunes Freire (MA). 

As vítimas foram mantidas como reféns por mais de 24 horas. Durante seu interrogatório, Josias confessou o crime, admitindo que abordou o gerente e sua família, mantendo-os em cativeiro e exigindo resgate. Depois de receber o dinheiro, cujo valor não foi revelado, ele chegou a ficar um dia embrenhado em uma mata nas proximidades da cidade, na tentativa de frustrar as buscas policiais. 

As investigações foram feitas pelo Grupo Antirroubo a Bancos, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), que descobriram Josias em uma residência no setor Parque das Amendoeiras, em Goiânia. Os agentes cumpriram então dois mandados de prisão em seu desfavor. Josias já foi condenado a mais de 29 anos de cadeia. Ele é foragido da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, de onde escapou no dia 15 de abril com outros 15 presos, depois de furar a parede de uma das celas. Segundo a polícia, o sequestrador confesso tem registros criminais por dois homicídios, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, roubo, furto, receptação, resistência, desacato e lesão corporal. A apresentação do preso será feita pelo delegado Alex Vasconcelos.

Com informações de OPopular
sexta-feira, 26 de abril de 2019

Ex-superintendente da SEIC é expulso da Polícia Civil no Maranhão


Tiago Bardal foi afastado e respondia um processo administrativo que resultou na perda do cargo.


Tiago Bardal depôs na sede da Superintendência de Combate à Corrupção (Seccor) em São Luís. — Foto: Reprodução/TV Mirante
A Polícia Civil decidiu expulsar o ex-superintendente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), Tiago Bardal, após responder um processo administrativo, que resultou na perda do cargo. Tiago Bardal foi preso pela primeira vez em fevereiro de 2018, suspeito de envolvimento com uma quadrilha de contrabandistas que atuava em São Luís..

Depois de três meses ele foi solto para responder em liberdade, mas voltou a ser preso em novembro, junto com outros investigados, de São Luís e Imperatriz, por extorquir dinheiro de assaltantes de banco para facilitar as ações dos criminosos no Maranhão.

De acordo com as investigações, os casos de extorsão começaram em 2015, quando Tiago Bardal era o delegado-chefe do setor de inteligência da polícia em Imperatriz. Segundo a Secretaria de Segurança, o valor negociado seria em torno de R$100 mil reais por mês, para proteger a maior quadrilha de assaltantes de banco com atuação no Maranhão, Pará e Tocantins.

A defesa de Tiago Bardal disse que não vai se pronunciar sobre a decisão do Conselho da Polícia Civil. A expulsão do ex-delegado e ex-superintendente da Seic ainda precisa ser aprovada pelo governador Flávio Dino.

Entenda o caso


Policiais Militares e outras cinco pessoas que não integram a polícia são suspeitas de integrarem um grupo criminoso com atuação na Região Metropolitana de São Luís. Os militares foram presos na manhã do dia 22 de fevereiro de 2018 no Arraial, no Quebra Pote, zona rural de São Luís. Armas, bebidas alcoólicas e cigarros foram apreendidos também.

A operação foi realizada pela Polícia Militar. No caminho para o Quebra Pote, Thiago Bardal foi encontrado próximo da região suspeita em um carro com Ricardo Jefferson Muniz Belo, que seria o seu advogado. Segundo o secretário de segurança pública, Jefferson Portella, ao ser questionado, o superintendente afirmou que estava vindo de uma festa, mas depois mudou a versão falando que procurava um sítio para compra.

O secretário também informou que, após a abordagem ao delegado, policiais seguiram até um porto clandestino, localizado em um sítio da região do Quebra Pote. Por lá eles também encontraram uma patrulha de militares dentro de um carro, que foram abordados e presos. Armas, bebidas alcoólicas e cigarros tambem foram apreendidas.


Na dia 27 de fevereiro de 2018, o advogado Ricardo Jefferson Muniz Belo prestou depoimento à polícia. Durante seu interrogatório contou uma versão diferente da que foi dita inicialmente por Thiago Bardal. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança (SSP-MA), o advogado tem ligação direta com o Rogério de Sousa Garcia, ex-vice-prefeito de São Mateus que é apontado como um dos chefes do esquema criminoso e está preso.

G1 MA

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