segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Prefeito de Pinheiro Luciano Genésio e Fábio Gentil receberam em 2017 certificado da UBD como gestor nota 10


Um verdadeiro comercio de Diplomas de mérito para vereadores, prefeitos e secretários municipais foi desmascarado pelo Fantastico neste domingo (05) e será investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. 

Políticos gaúchos são suspeitos de usarem recursos públicos para conquistar as premiações. As empresas que fornecem os prêmios são a União Brasileira de Divulgação, ou UBD, de Pernambuco, e o Instituto Tiradentes, de Minas Gerais. Juntas, as duas instituições promovem até 20 premiações por ano.

Estranhamente prefeitos do Maranhão eleitos em 2016 também receberam premiações ( GESTOR NOTA 10) logo no primeiro ano de mandato em 2017.Entre os gestores encontramos o Prefeito de Pinheiro Luciano Genésio e Fábio Gentil de Caxias que podem ter supostamente usado dinheiro publico para conquistar estas premiações.
"Prefeito Precioso" recebe certificado de "gestor Nota 10"
Durante a reportagem em pouco tempo, fechou a compra da premiação do "prefeito Precioso" por R$ 1.480. Na véspera do evento da UBD em Recife, a reportagem entrega o dinheiro ao dono da empresa, Fernando Vieira da Cunha, e recebe a medalha e o diploma.O Precioso é um "gestor nota 10", classificado na pesquisa nacional de utilidade pública entre os “100 melhores prefeitos do Brasil”. A reportagem então apresentou o Precioso ao Fernando:

Repórter: O senhor emitiu um diploma em nome de um jumento, o jumento Precioso, bem na sua frente.
Fernando: Sim, sim. E o que é que tem?
Repórter: Mas, um jumento pode ser prefeito?
Fernando: Mas você não mandou imprimir?
Repórter: Mas, um jumento pode ser prefeito?
Fernando: Pode, pode.

Nos eventos, os políticos recebem diploma de "vereador mais atuante" ou "prefeito mais atuante". A maioria dos participantes desse tipo de evento usa dinheiro público para pagar pelas inscrições e também gasta diárias pagas pela prefeitura ou pela Câmara para ir nas cerimônias. Fernando admite que o seminário usado como pretexto para entregar a premiação é apenas para disfarçar.

Um levantamento do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul mostra que só no estado o Instituto Tiradentes faturou R$ 116 mil em 2016 e 2017, com três eventos. O Instituto até promove seminários juntamente com a entrega dos prêmios. Mas, o Ministério Público do Rio Grande do Sul acha que os seminários são apenas uma desculpa.

Agora é a vez do Ministério Publico do Maranhão realizar tal levantamento e acabar de vez com a farra com o dinheiro público nestes municípios.

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