terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Centro de Lançamento de Alcântara: depois de 34 anos sem conseguir colocar um satélite na órbita da terra, o governo Temer que expulsar quilombolas de suas terras

Já que o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) nunca conseguiu colocar um satélite na órbita da terra, o presidente Michel Temer resolveu mandar a população do município para o espaço ao programar o aumento da área da base para abrigar os países interessados em utilizá-la como ponto de lançamento de satélites.

A política do governo em permitir, independente dos riscos à soberania nacional, o uso da base por países estrangeiros atraídos pela redução dos custos por sua proximidade à linha do Equador, o CLA terá que avançar mais 12.645 hectares sobre o município de Alcântara, obrigando a retirada de famílias e restringindo o acesso ao mar de comunidades que hoje vivem da pesca, segundo revelou o jornal O Globo.

O plano de expansão que ocupará cerca de 10 quilômetros das praias alcantarense, o dobro da utilizada atualmente, vem enfrentando resistência por se tratar de uma área secular onde vivem várias comunidades quilombolas, e pelas consequências trágicas do reassentamento quando da implantação do centro de lançamento na década de 80 que deslocou 312 famílias da faixa litorânea para agrovilas distantes do Atlântico.

Lunáticos e sem levar em conta aspectos culturais, a ideia era transformar pescadores em pequenos agricultores rurais!

Audiência Pública na comunidade Mamuna denunciou a ameaça do deslocamento compulsório dos quilombolas de Alcântara

O desfecho não poderia ser outro. Além das dificuldades de adequação, a falta de infraestrutura básica como um sistema de irrigação, a maioria das plantações não prosperou e ainda hoje as famílias percorrem 20 quilômetros de bicicleta para conseguir o peixe de cada dia.

– As autoridades têm falado publicamente sobre o assunto, mas os moradores não foram informados, nem ouvidos. É gente muito simples, humilde, muitos descendentes de escravos. O fato é que a tecnologia de ponta do CLA nunca melhorou a vida dos moradores. Ao contrário, a vida de muitos piorou muito – observou o defensor Yuri Costa, da Defensoria Pública da União, em entrevista ao matutino carioca.

Segundo relatório, citado pelo O Globo, do Conselho Nacional dos Direitos Humanos, que esteve em Alcântara em agosto passado, cerca de 40 casas da Agrovila Marudá estavam vazias e as famílias foram para a periferia da capital São Luís, em busca de emprego.

Isso, no entanto, não tem a menor gravidade para o enviesado governo Temer e sua política de creditar o desenvolvimento do País ao grande Capital e não na melhoria da qualidade de vida da maioria da população; daí a exclusão do destino dos moradores no debate sobre o “aluguel” do Centro de Lançamento.

Temer, Roseana e Sarney: buraco negro
Com o apoio da família Sarney, dos senadores Roberto Rocha, Lobão e João Alberto, do deputado federal, dentre outros da bancada, Zé Reinaldo, o comandante do Planalto ao invés de promover a conciliação do crescimento econômico e o desenvolvimento social, produziu foi um verdadeiro desmonte dos programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, que teve orçamento radicalmente reduzido, e a Farmácia Popular, que simplesmente foi extinto.

Mas, com o colapso das políticas sociais provocado por Temer e seus aliados representantes dos setores mais atrasados da elite política e econômica brasileira, não será preciso ir ao espaço para conhecer um dos mistérios mais intrigantes do Universo, o buraco negro; uma região da qual nada, nem mesmo partículas que se movem na velocidade da luz, podem escapar!

Leia a matéria de O Globo Aqui

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