sábado, 27 de outubro de 2018


O jovem Fernando Alves Lobato, em sua página no facebook, apresenta sua versão para a ocorrência envolvendo um cabo da PM e seu irmão, na Curva do Noventa, em São Luís, na manhã de quarta-feira (24). Durante uma discussão, antecedida de luta corporal, o cabo Fernando Pinheiro da Silva, que não estava de serviço, disparou um tiro de pistola na perna de Cleison Macksuel Castro Alves. Pela versão da PM, o militar teria reagido a um assalto, pois três homens tentaram lhe tomar a pistola.

Na versão de Fernando Alves, no entanto, o caso foi uma discussão de trânsito, culminando com luta corporal entre o PM e seu irmão. Segundo ele, Cleison Alves saiu de casa a pedido da mãe, Alcione, apenas para ir à autoescola Sinal Verde para realizar um orçamento da sua carteira de habilitação. Quando ele estava passando em frente da empresa Multcar, deparou-se com um veículo que estava entrando na loja, mas, o irmão não prestou atenção e, por pouco, o motorista não encosta o carro nele.

“Meu irmão pediu com licença e perguntou se o motorista iria bater o carro nele, com isso, o motorista já alterado desce do carro e pergunta para ele: “você perdeu a noção do perigo?”, eles discutiram e foram para luta corporal, ou seja, não houve nenhuma tentativa de assalto e sim uma discussão de trânsito. Tudo isso é uma grande mentira e por causa dessas mentiras minhas imagens ficaram expostas em todos os telejornais e internet em São Luís e em todo o estado do Maranhão.”, desabafa Fernando Alves.

Ele diz, ainda, que os policiais que foram ao local da ocorrência, agiram com violência ao algemá-lo e colocá-lo em uma viatura.

“O motorista do veículo da confusão (Policial) veio com mais três companheiros em minha direção, me pegaram, me colocaram algemas com agressividade, me jogaram como um saco de lixo humano na viatura e por fim acharam que era pouco e pegaram o spray de pimenta, borrifaram no meu rosto e me deixaram na viatura fechada no sol muito quente, por causa disso, fiquei com muita falta de ar”, acrescenta.

Baseado em boletim de ocorrência distribuído à imprensa pela PM, o blog tratou o caso, inicialmente, como assalto.
Leia a íntegra do relato feito por Fernando Alves
INJUSTIÇA
Meus amigos queria informar a vocês sobre o acontecido do dia 24 de outubro de 2018, por volta das 09:07 da manhã de quarta-feira.
Estou aqui falando com toda certeza que eu (Fernando) e o meu irmão (Cleison) não fizemos nada de errado, quem me conhece sabe do meu caráter e da minha trajetória. O meu irmão (Cleison), saiu de casa a pedido da nossa mãe (Alcione) apenas para ir à autoescola SINAL VERDE para realizar um orçamento da sua carteira de habilitação, entretanto, quando ele estava passando quase em frente da empresa MULTCAR, se deparou com um veículo que estava entrando nessa loja, mas, o meu irmão não prestou atenção nesse carro e por pouco o motorista não encosta o carro nele.
Meu irmão pediu com licença e perguntou se o motorista iria bater o carro nele, com isso, o motorista já alterado desce do carro e pergunta para ele: “VOCÊ PERDEU A NOÇÃO DO PERIGO?”, eles discutiram e foram para luta corporal, ou seja, NÃO HOUVE NENHUMA TENTATIVA DE ASSALTO E SIM UMA DISCUSSÃO DE TRÂNSITO. Tudo isso é uma grande mentira e por causa dessas mentiras minhas imagens ficaram expostas em todos os telejornais e internet em São Luís e em todo o estado do Maranhão.
Minha família está muito mal com tudo isso e ainda por cima trocaram os nossos nomes nos telejornais e internet, sendo que, eu não estava no momento do ocorrido, só cheguei logo após uma ligação que um ex-colega de trabalho fez para mim e fui ao encontro do meu irmão para tentar ajudá-lo, saber o que estava acontecendo (qualquer um iria ajudar seu irmão, ou não iria???), só que quando cheguei lá encontrei o meu irmão e o motorista já no chão brigando.
O condutor do veículo estava armado, então resolvi filmar, só que ele percebeu e partiu para cima de mim apontando a arma na minha face, então eu ouvi as pessoas gritarem “ele é policial” daí naquele momento eu soube que ele era um policial. Ele dizia “não vem que eu vou te atirar” apontando a arma para mim, daí ele voltou-se em direção ao meu irmão e disparou na perna dele como mostra o vídeo.
Quando eu corri em direção ao meu irmão, já baleado injustamente, para tentar ajudá-lo, ele perguntou se eu queria levar o meu (tiro) também, em seguida minha mãe chegou através do meu ex-colega de trabalho que foi buscá-la em nossa casa.
Quando a minha mãe chegou desesperada, chorando muito, ela ficou perto do meu irmão e pediu para eu ir buscar a documentação dele em casa e eu fui, quando eu cheguei novamente para entregar os documentos do Cleison para minha mãe, já estava cheio de carros de polícia no local.
O motorista do veículo da confusão (Policial) veio com mais três companheiros em minha direção, me pegaram, me colocaram algemas com agressividade, me jogaram como um saco de lixo humano na viatura e por fim acharam que era pouco e pegaram o spray de pimenta, borrifaram no meu rosto e me deixaram na viatura fechada no sol muito quente, por causa disso, fiquei com muita falta de ar como vocês podem ver nas imagens acima (eu sou o que está em pé, muito suado e com as algemas apertadas demais).
Depois de um tempo me levaram para delegacia, chegando lá o próprio policial da confusão perguntou pelo meu telefone celular e eu disse que estava em casa, logo em seguida fomos à minha casa e eu ainda algemado, ele pediu a senha para poder apagar o vídeo que eu fiz mostrando como era o comportamento de verdade desse (policial) desprovido de educação e totalmente despreparado para exercer a sua função na sociedade, meu irmão só queria passar e ele fez toda essa confusão que se estende em mentiras e mais mentiras.
Minha mãe não era para estar passando por isso, inclusive, dá para ver nas imagens que ela tem problemas nas pernas, ela tem “elefantíase”. Estou sofrendo muito por que ela está se desgastando demais devido a esse mal entendido, peço a todos os meus amigos e a todas as pessoas que já foram injustiçadas que me ajudem. Essa situação acontece todos os dias principalmente com os negros e pessoas simples como eu, isso não pode ficar assim.
QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA!
Por favor, divulguem esse relato.
Isso foi um crime contra nós
Fernando Alves

Fonte Gilberto Lima

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