quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Haddad e Gleisi mostram registro de Lula no TSE
O ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril, é neste momento o candidato oficial do PT às eleições presidenciais. O registro da candidatura foi feito nesta quarta-feira 15 em Brasília pelos advogados que cuidam da questão eleitoral do ex-presidente juntos do atual candidato a vice Fernando Haddad, e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, em meio ao apoio de milhares de eleitores de Lula. 

Cotado como plano B caso Lula não consiga chegar até o fim das eleições, Fernando Haddad foi registrado como vice na chapa e leu para a militância uma carta escrita por Lula e endereçada a todos os brasileiros.

Na carta, Lula afirma que o juiz Sérgio Moro - responsável por sua condenação em primeira instância - "nunca apresentou uma prova material de que o apartamento no Guarujá, fruto de uma fake news do jornal O Globo" é seu, e que por isso "não tem rezões para não levar a candidatura adiante." 

"Com meu nome aprovado na convenção, a legislação diz que só não candidato se eu morrer, renunciar ou se for arrancada pela Justiça. Não pretendo morrer, não cogito renunciar e vou brigar pela meu registro até o final. Não quero favor, quero Justiça", diz Lula encerrando a carta. 

Vices 

Após a aliança com o PCdoB, selada no fim de semana que datava o prazo final para as convenções, tanto o PT como próprio PCdoB anunciaram que Manuela D'Ávila seria a vice em qualquer um dos cenários, e que seria registrada junto de Lula nesta quarta 15.

O partido, no entanto, mudou a estratégia com a esperança de que Haddad consiga participar dos debates na condição de vice e já passe a aparecer como o interlocutor principal de Lula.

Na coletiva de imprensa que antecedeu o ato de registro da candidatura, o vice afirmou mais uma vez que existe um "movimento tentando impedir que as ideias de Lula chegue à população". "Não vamos nos curvar para as ilegalidades que estão cometendo contra ele. Estamos em marcha e não vamos parar seja qual for a decisão da Justiça", disse Haddad. 

Regras do jogo 

Os advogados responsáveis pelo registro da candidatura apostam "na obediência da Justiça às regras do jogo" para esticar a participação de Lula na campanha pelo maior tempo possível. 

A defesa pretende estender o debate no Tribunal Superior Eleitoral enquanto entra com recursos com efeito suspensivo da inelegibilidade nas outras Cortes Superiores. Uma das possibilidades é que o ex-presidente concorra com uma liminar na condição de candidato sub judice. 

No lugar de Luiz Fux, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, tomou posse como nova presidente do TSE nesta terça-feira 14. Voto decisivo contra Lula no julgamento que negou ao ex-presidente um habeas corpus pouco antes de sua prisão, a ministra conduzirá a Corte durante a análise da situação eleitoral do petista.

Marcha Lula Livre 

A militância petista e outros apoiadores de Lula se reuniram a partir das 14h em frente à sede do TSE. Na terça-feira 14 milhares de militantes de diversas regiões do País marcharam até Brasília para apoiar o registro da candidatura de Lula e pedindo também sua libertação. 

Eles acamparam na área central de Brasília, ao lado do estádio Mané Garrincha. A estimativa dos organização é era de 5 mil pessoas. A Polícia Militar do DF calcula 4 mil. 

Além do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), engrossam a marcha trabalhadores da Via Campesina, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Levante Popular da Juventude e de comunidades indígenas. Políticos e intelectuais de esquerda também estiveram na marcha. 

Os governadores do Maranhão, Flávio Dino, de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e a ex-presidente Dilma Rousseff.

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