sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O prefeito Hilton Gonçalo (Avante) conseguiu, na Justiça, a suspensão da greve dos professores da rede municipal de ensino da cidade de Santa Rita.

Atendendo ação proposta pelo Município, através de Tutela Provisória de Urgência de Natureza Cautelar, a juíza Jaqueline Rodrigues da Cunha, da Comarca de Santa Rita, determinou, na última quarta-feira (15), a suspensão do movimento paredista, com o imediato retorno dos docentes às salas de aula.

Imputou ainda, ao Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino e dos Servidores Públicos de Santa Rita (SINTESP-SR), em caso de descumprimento, multa diária no valor de R$ 10 mil.

A assessoria jurídica da prefeitura, ao contrário do que vem sendo sustentado pela entidade que representa a categoria, afirmou na ação que dialogou com os professores.

Disse que, mesmo antes da deflagração do movimento, fato este ocorrido no último dia 06, comprometeu-se em atender algumas reivindicações, tais como implantação de gratificação de difícil acesso; pagamento parcelado de reajuste salarial referente aos anos de 2017 e 2018; e pagamento de 1/6 de férias.

A diretoria do Sindicato, por sua vez, continua alegando que a gestão Hilton Gonçalo, em nenhum momento, quis o diálogo.

Alguns diretores afirmaram, inclusive, que o prefeito, durante o movimento grevista, sequer permaneceu na cidade, em uma clara demonstração de não primar pelas negociações, evitando, desta forma, qualquer tipo de desgaste político.

Além de pleitear melhorias salariais e outros direitos, a categoria, através do Sindicato, denunciou um cenário de precariedade estabelecido no setor educacional na “Terra da Farinha”.

“Dentre os vários problemas enfrentados pelos alunos diariamente poderíamos citar: falta de merenda escolar, e quando é servido alguma coisa é de péssima qualidade – com isso muitos das vezes os alunos são liberados antes do horário normal; transporte escolar irregular; desclimatização das escolas; escolas com infraestrutura em péssimas condições; dentre outras”, relatou a entidade em carta encaminhada aos pais dos alunos.

Clique Aqui e veja a decisão da magistrada.

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