quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Deputado do PR apresentou à Justiça Eleitoral certificado de escolaridade suspeito e juntou uma suposta matrícula em curso superior para provar que sabe ler e escrever. PF já apura o caso.


O deputado estadual e candidato à Câmara dos Deputados, Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar de Maranhãozinho ou Moral da BR (PR), é alvo de representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão que pode obrigá-lo a se submeter a um teste de alfabetização e ditado, para provar que não é analfabeto e cumpre uma exigência constitucional — de saber ler e escrever — para aqueles que pretendem ocupar cargos eletivos.

Segundo denúncia formulada ao TRE/MA e à Polícia Federal pelo deputado federal Aluísio Mendes (Pode), integrante da bancada da Lava Jato na Câmara e que concorre à reeleição, Maranhãozinho teria apresentado documentos escolares supostamente fraudados à Justiça Eleitoral, quando de seu pedido de registro de candidatura à Câmara Baixa. Em caso de condenação, a denúncia de Aluísio pode tanto impedir que o deputado do PR concorra à Câmara quanto resultar em até uma sentença de cinco anos de reclusão.

Também por iniciativa do Podemos, Josimar de Maranhãozinho já é alvo de inquérito na PF por suposta falsificação da mesma documentação, apresentada à Corte Eleitoral na eleição de 2014. De acordo com a denúncia, para concorrer naquele pleito, Maranhãozinho apresentou comprovante de escolaridade do ensino fundamental suspeito, não apresentou comprovante de ensino médio e ainda juntou uma suposta matrícula em curso superior na Universidade Anhanguera.

Agora, no pedido de registro de candidatura nas eleições de 2018, Maranhãozinho mudou seu nível de escolaridade e o respectivo comprovante.

“O comprovante de escolaridade apresentado agora é diferente do que foi usado nas eleições de 2014, o que mostra a continuidade delitiva e a livre consciência para burlar a lei eleitoral”, afirma Aluisio Mendes.

A denúncia pede que Josimar de Maranhãozinho seja submetido ao teste de alfabetização perante o juiz do TRE/MA, para saber se ele detém as condições mínimas exigidas para ser candidato e, independente do julgamento do seu registro de candidatura, já foi protocolado contra ele um segundo pedido de inquérito na Polícia Federal, para analisar os documentos apresentados à Justiça Eleitoral.

Via ATUAL7

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