quinta-feira, 12 de julho de 2018

Thiago Pereira da Silva foi preso pela sexta vez, nesta quarta-feira, após meses de ameças contra a ex-namorada.


Thiago Pereira da Silva. (Foto: Divulgação )

Nesta quarta-feira (11), a polícia prendeu Thiago Pereira da Silva, o qual é acusado de descumprir medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha. Segundo informações da Polícia Civil, Thiago Pereira é autor de várias agressões contra a ex-namorada, e esta é a sexta vez que o acusado é preso por crime de violência doméstica.

“Ele tem várias passagens pela polícia, desde 2015. Na última vez em que foi preso, Thiago ficou sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, mas, continuou fazendo ameaças à Jully. A vítima procurou a Delegacia e representamos pela prisão preventiva dele, a qual foi decretada pela Justiça e cumprida nesta quarta-feira”, explica a delegada Wanda Moura, titular da Delegacia Especial da Mulher (DEM).

Ainda de acordo com a delegada, foram cumpridos dois mandados de prisão contra Thiago e ele também está sendo autuado em flagrante por um novo crime de ameça, pois, mesmo depois de preso, o homem mais uma vez ameaçou a vítima de morte, afirmando que assim que for posto em liberdade, ele a matará.

“Ele é um cara perigoso que deve ficar preso, ficar segregado. Durante os meses (quase três meses) em que ficou foragido, ele infernizou a vida da Jully fazendo constantes ameças, além da divulgação de fotos e vídeos íntimos de outras mulheres que se pareciam com a vítima. Ele divulgava para pessoas que tinham contato com a ex-namorada, dizendo que se tratava dela. Ele fazia isso como uma forma de difamá-la, de atacar a honra dela. De tanto sofrer essas agressões, Jully teve que ser encaminhada para atendimento psicólogo e tomar antidepressivos”, informou Wanda Moura.

A ex-namorada de Thiago, identificada como Jully Rego de Lima, falou publicamente sobre o caso e afirmou que até a sua família era ameaçada pelo agressor.

“Como ele não tinha mais contato comigo, ele saia ameaçando todos da minha família. Ele se passava por outras pessoas e acabava ameaçando meus pais, minha mãe, meus tios, primos e até a minha filha de 4 anos. Ele chegou a entrar no portal da minha faculdade em uma parte que só eu tinha acesso, respondeu atividades erradas e disse que faria de tudo para me reprovar. Eu fiz vários boletins de ocorrência contra ele, avisava as pessoas o que estava acontecendo e me isolava, por medo do que poderia acontecer”, relata a vítima.

Ainda segundo Jully, ela decidiu se manifestar publicamente sobre o caso para alertar outras vítimas.

“Hoje em dia, o mal das mulheres é duvidar achando que a pessoa não é capaz de fazer nada contra ela. Jamais a mulher deve ter esse sentimento de dúvida ou de desafiar uma mente doentia dessa. Eu fiz questão de divulgar a minha vida, a minha história justamente para não acontecer com outras mulheres. A internet é muito perigosa, pois, às vezes a mulher olha um cara bonitinho, legalzinho, formado, etc, e se ilude. Esse foi o meu problema, eu fui pelo papo dele e isso causou uma grande destruição na minha vida”, alerta Jully.

G1 MA

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